O Império
O Império - A teias que o Império teceu
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Em tempo de paz, os agenciadores de escravos, os pumbeiros, vasculhavam o sertão angolano comprando os prisioneiros de tribos rivais
Nas idas e vindas ao interior, levavam cerca de 150 escravos, para carregarem as mercadorias usadas como pagamento
Demoravam cerca de um ou dois anos nas jornadas e voltavam com filas de 500 a 600 escravos
Nas guerras de captura, os capitães partiam acompanhados por centenas de soldados europeus, mulatos brasileiros ou mesmo angolanos
Enfrentavam as tribos e escravizavam os homens capturados. Em Luanda, os cativos ficavam em grandes barracões, esperando o embarque
Quando os navios demoravam para os transportarem, os escravos trabalhavam na plantação e cultivo da mandioca
A comodidade, fundada pelos dois casais, contribuiu para que os seus membros tenham tido bons rendimentos e um grande melhoramento no seu nível de vida, conseguiram acabar com a fome e construíram cubatas mais confortáveis
O facto de se entre ajudarem, fez com que tudo mudasse, ninguém ficava entregue à sua sorte, o problema de um, era um problema de todos
Como todos os pais, todos queriam uma melhor vida para os filhos, mas era tão difícil encontrar quem soubesse ler, quanto mais quem ensinasse
A ambição dos dois casais era que os seus filhos aprendessem a ler e escrever, mas constataram que esse seu sonho não era realizável, portanto, o melhor era ensiná-los a trabalharem a terra, aproveitando a experiência das mães, a Rosinha e a Miquelina, que eram duas competentes produtoras de alimentos
Os dois primeiros padres da Companhia de Jesus chegaram à Ilha de Luanda, em fevereiro de 1575, tinham saído de Lisboa, acompanhados de Paulo Dias de Novais, em 23 de setembro de 1574
Em 1580, chegaram a Luanda 2 missionários Jesuítas, em 1584 outros 2 e, em 1593, mais 4
Em 1590, os cristãos eram cerca de 20.000
Uma vez que estava fora de hipótese a Leopoldina, o Roberto e o Zacarias aprenderem a ler e escrever, o melhor seria toda a família dedicar-se à agricultura, onde já tinham uma boa capacidade de produção
A Rosinha, que era a mais experiente no cultivo da terra, estava interessada em aumentar a produção, e para isso contava com a opinião do marido, da cunhada e do cunhado, em conjunto, queria que tentassem criar novos utensílios e novos métodos de produção
Também queria que ouvissem os miúdos, porque não se deve desperdiçar nenhuma boa opinião.
Continua
Interessantes relatos José
ResponderExcluirmas com a chegada dos Jesuitas
alminhas aflitas
Belo dia pra vocês.
Nem os Jesuítas lhes valeram, porque, também, eles foram grandes negociantes de escravos.
ExcluirUm bom dia, com frio e alegria, para vocês, João.
O retrato de uma família unida!
ResponderExcluirFeliz dia José!
Uma família exemplar.
ExcluirBoa tarde, Ana!
Fazer da comunidade uma família alargada, só pode ser um bom passo!
ResponderExcluirDia bom
Sem dúvida, fazer bem, faz nos bem.
ExcluirBoa tarde.
está excelente!
ResponderExcluirbeijinho e feliz dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Ana!
Beijinhos
Que tristeza, ter de abdicar-se do sonho de encontrar quem ensinasse os filhos a ler...
ResponderExcluirUm abraço, Cheia
A minha mãe dizia, com grande tristeza, que não sabia uma letra, nem e no tamanho de um boi. Há um século, neste cantinho abençoado, muitos não tinham direito de ir à escola, porque não havia escolas para todos.
ExcluirUm abraço, Maria João
Peço desculpa, mas escaparam-me alguns comentários que, com a chegada de outras notificações, ficaram abaixo do meu campo de visão.
ExcluirSei bem quão elevado era o nível de analfabetismo em Portugal quando eu nasci, na década de 50 do século passado.
Por esta hora deve estar a dormir e eu também deveria estar, mas hoje estou cheia de tosse, ainda que me deitasse, não conseguiria dormir.
Um abraço
Pensarmos nós que depois destes acontecimentos a escravatura tinha sido abolida e bem, deparamo-nos agora com as estufas alentejans, onde a escravatura moderna continua, com o mesmo intuito e com a mesma indiferença.
ResponderExcluirHá chagas que, infelizmente, não passam de moda: as guerras, a ganância, a escravatura
ExcluirForam precisos séculos para que se concretizasse a democratização da alfabetização no mundo desenvolvido. África teve de esperar mais e ainda hoje tem graves dificuldades nessa matéria.
ResponderExcluirUm dia bom, José.
A minha mãe não sabia ler, só foi um dia a casa de uma Mestra, depois não pôde ir, porque teve de cuidar dos irmãos. não havia escola oficial.
ExcluirBom resto de dia, Isabel.
Na minha infância conheci várias pessoas que não sabiam ler nem escrever. Uma delas uma sábia de quem eu gostava muito e ainda hoje recordo com saudade.
ExcluirAs mulheres foram as mais sacrificadas, até diziam que as mulheres não precisavam de ir à escola.
ExcluirMas mesmo se quisessem aprender a ler, onde aprender? Muito difícil. Não era para todos esse privilégio.
ResponderExcluirSexta-feira feliz.
Ainda hoje, muitas crianças não vão há escola, por diversos motivos. A minha mãe não sabia ler, não havia escola oficial, só foi uma dia a casa de uma Mestra, nunca mais lá
Excluirvoltou, porque teve de tomar conta dos irmãos..
Também lhe desejo uma sexta-feira feliz.
As mulheres eram as mais sacrificadas, pois ficavam com as tarefas de ajuda à família: cuidar dos irmãos. Aprendiam algumas a costurar e a bordar, mas a maioria começavam na labuta do campo com 10 0u 11 anos.
ExcluirAs minhas avós não sabiam ler (uma não aprendeu pois não queria ir à escola) em compensação tinha um único bisa que sabia ler. Tinha outra condição social.
Dia feliz.
As mulheres continuam a ser as sacrificadas: em muitas partes do mundo não vão à escola, nos países ditos evoluídos, quando se divorciam, são elas que criam os filhos, .....
ExcluirBom resto de dia.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite!
Muito obrigado!
ExcluirNoite tranquila, Zé!
Olá José, boa noite!
ResponderExcluirRealidades que não são presença apenas no Império desse tempo, mas infelizmente, continuam a existir no mundo de hoje, onde em tanto lado ainda é prática comum impedir a aprendizagem e a alfabetização, por falta ou como meio, como forma de manietar a liberdade e o acesso ao conhecimento , mantendo a desigualdade, seja por motivos económicos, religiosos ou culturais.
Obrigada pela partilha de mais um capítulo do Império, José!
Beijinhos
Infelizmente, assim é, e as mulheres são as mais discriminadas.
ExcluirBoa noite, Mafalda!
Beijinhos
Pessoas de bom senso. Precisamos disso por cá!
ResponderExcluirPor cá, temos muitos sábios, não querem ouvir ninguém.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel.
Continuo a seguir a saga...:)))abraço e bom fim-de-semana
ResponderExcluirGrato pela visita.
ExcluirBom fim-de-semana.
Um abraço.
Desejo que continuem a cultivar a terra com bons resultados. Saúde e Paz!
ResponderExcluirTerra não lhes falta, e ávida de que a semeiem.
ExcluirAssusta-me e comove- me comércio de escravos.
ResponderExcluirAinda bem que há outras coisas boas a acontecerem.
Beijinhos José
Felizmente, já deixaram esse negócio.
ExcluirBoa semana, Manu!
Beijinhos