O Império
O Império - As teias que o Império teceu
42
Qualquer um servia para Governar Angola, desde que defendesse a escravatura
André Vidal de Negreiros, herói da insurreição Pernambucana, a guerra contra a ocupação holandesa no Brasil, recebeu como prémio o Governo de Angola, governou de 1661 a 1666
Entrou em conflito com o novo rei do Congo, D. António Afonso, chamado na língua bacongo de Mani Mulaza
A desavença, entre os dois, aconteceu na batalha de Ambuíla (1665), quando os mulatos de Negreiros resistiram com espingardas e debaixo de uma chuva de milhares de arqueiros de Mani Mulaza
Mesmo com muitas glórias, Negreiros foi afastado por romper a paz com o Congo, conquistada logo após a reconquista de Luanda
Para conseguirem escravos, os exploradores luso-brasileiros não poupavam esforços
Valia tudo, desde a guerra de captura até ao pagamento de tributos
Uma das maneiras mais comuns era a troca de mercadorias portuguesas (vinho, pólvora e sal-gema) ou brasileiras (fumo, cachaça e farinha de mandioca) por negros
Com o regresso do Januário e o seu cunhado, as duas famílias estavam felizes e orgulhosas com o feito do Januário, que tinha conseguido resgatar o cunhado, da escravatura, e trazê-lo do Brasil, para a sua Angola
Mas a sua felicidade devia-se, também, ao facto de se terem libertado do negócio da escravatura, não colaborando, seja com quer que fosse, que continuasse com esse horrendo modo de ganhar a vida
A Rosinha e a Miquelina, bem como a Leopoldina e o Roberto, que já tinha idade para compreenderem o que era o tráfico de escravos, ficaram felicíssimos por já não terem nada a ver com a escravatura e poderem combatê-la com todas as suas energias
Deixaram de estar nas boas graças do Governador, que não via com bons olhos o facto de estarem contra a escravatura, de ajudarem, dentro das suas poucas possibilidades, homens e mulheres a fugirem da escravatura
Dedicaram-se à agricultura, procuraram modernizar os métodos de fabricar a terra, com novos utensílios, para conseguirem uma maior produção e mais rendimento
Criaram uma associação, onde todos tinha entrada, um embrião das futuras cooperativas
Para, em conjunto, conseguirem um melhor nível de vida, ajudando-se, não só nos trabalhos do campo, como na construção das cubatas e todos os outros trabalhos
Fazendo com que conseguissem implementar uma comunidade muito solidária.
Continua
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite Zé!
A história, neste caso a escravatura, ajuda-nos a perceber quão difícil é ter razão antes de tempo e pensar éticamente mesmo que contra ao pensamento da maioria.
ResponderExcluirLembro-me sempre de dois ditados populares que aparecim escritos em pratos de barro que eram vendidos como elementos decorativos, a saber:
- Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti
e
- Desejo par ti o dobro do que desejas para mim
Tem toda a razão! Quem é que se aventurava, naqueles tempos, contrariar a maioria, se até os Jesuítas praticavam a escravatura?!
Excluirbom dia, José!
ResponderExcluircapítulo promissor
beijinho e feliz dia
Muito obrigado, Ana!
ExcluirFeliz resto de dia.
Beijinhos
A família escolheu o caminho dos negócios mais honrados, por terem sofrido a ingratidão da escravatura, seguem contra a corrente.
ResponderExcluirFeliz tarde.
O negócio não era compatível com o que defendiam, nem com o que a família tinha sofrido por causa da escravatura.
ExcluirTambém lhe desejo uma feliz tarde.
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita.
ExcluirFeliz noite e beijinhos
Estar contra a escravatura nesses tempos não era coisa fácil...
ResponderExcluirObrigada pela partilha e que venham mais!
Não devia ser nada fácil, porque até a Igreja Católica a praticava, por intermédio dos Jesuítas.
ExcluirOlá José, boa noite!
ResponderExcluirJá tremo por antecipação dos problemas, quase certos, que a família do Januário irá enfrentar no futuro!
Quem se destaca e se opõe a um dos poderes instituídos, sofrerá represálias e oposição, quem sabe prisão ou pior, de modo a servir de exemplo e eliminar os opositores.
Mostram uma enorme coragem estes personagens valentes do Império, vamos ver como corre.
Parabéns por este fantástico capítulo da saga do Império, o primeiro do ano de 2024!
Continuação de noite boa, José.
Beijinhos!
A família retirou-se do negócio e espera não ser incomodada, porque não vai lutar contra a escravidão, e contam, ainda, com a rotação dos Governadores.
ExcluirBoa noite, Mafalda!
Beijinhos
Fico então mais tranquila. Conto com o José para manter o Januário e a família em segurança
ExcluirBeijinhos
Infelizmente não está nas minhas mãos a segurança deles, até porque alguns já estão a ficar velhotes.
ExcluirBeijinhos
Que seja a segurança da descendência, então? Os esforços da família para alterar o seu modo de vida são meritórios, esperemos que coisas boas aconteçam a boas pessoas.
ExcluirTeria de aguardar pelos próximos capítulos, com muita curiosidade, José!
Obrigada pela partilha das aventuras e história do Império.
Noite tranquila.
Beijinhos
Vamos lá ver do que sou capaz, o tempo o dirá.
ExcluirTambém lhe desejo uma noite tranquila, Mafalda!
Beijinhos
Bom de ler José
ResponderExcluire espantem-se os olhos que era assim
Bom fim de Semana pra vocês.
Muito obrigado, João.
ExcluirUm bom dia e bom fim-de-semana, para vocês, comm saúde e alegria.
"...implementar uma comunidade muito solidária." Bons princípios. Excelente Dia de Reis!
ResponderExcluirSomo um povo com muitos defeitos, mas também temos algumas virtudes.
ExcluirTambém espero que tenham tido um excelente Dia de Reis!
"...implementar uma comunidade muito solidária." Bons princípios! Feliz 2024!
ResponderExcluirO Januário e o irmão levaram, para Angola, o sonho da solidariedade.
ExcluirAinda bem que alguns conseguiram equilibrar o seu trabalho e assim viverem uma convivência melhor.
ResponderExcluirBeijinhos José
Custa muito viver honestamente, mas vale a pena.
ExcluirBom dia, Manu!
Beijinhos