O Império
O Império - As teias que o Império teceu
38
Em Luanda, todos estavam muito preocupados por não saberem nada do Januário, a Leopoldina e o Roberto bem viam a tristeza em que a mãe vivia
A ocupação na agricultura e o sucesso do seu novo projeto faziam com que por momentos esquecesse a ausência do marido
Também os filhos faziam de tudo para que a mãe não estivesse, sempre, a falar no regresso do pai, incentivando-a a produzir mais, associando-se a mais mulheres, para conseguirem abastecer a cidade
O que faria com que conseguissem viver só da agricultura e deixassem de vez o negócio da escravatura
Cada vez havia mais senhoras a quererem associar-se à Rosinha, não só por ela ser uma boa gestora, mas por cumprir com a sua palavra, pagando um preço justo e a tempo
Ela e a Miquelina geriam uma associação de muitas mulheres, que cultivavam vários alimentos, indispensáveis ao sustento da população da cidade de Luanda
Até o Governador, Salvador de Sá, pediu ao Ezequiel que transmitisse a sua admiração e gratidão à sua esposa, cunhada e restantes mulheres, pelo seu excelente trabalho e grande contributo para o desenvolvimento da agricultura, fazendo com que tivesse feito melhorar a vida das famílias das senhoras da associação das agricultoras
No Brasil, o Januário, quando já tinha perdido as esperanças de encontrar os familiares, um dos guias convenceu-o a visitarem mais umas fazendas, numa delas, o fazendeiro disse-lhe que tinha uma vaga ideia de terem trabalhado, na sua fazenda, os três escravos, que procurava
Mas, como não conhecia todos os escravos, que trabalhavam para ele, o melhor era irem falar com o que, ainda, estava vivo, para confirmarem se eram os que ele procurava
Eram mais de 2.000 escravos, que trabalhavam naquela fazenda. O que fez com que fossem precisos muitos dias em conversações, com muitos deles, para tentar encontrar os familiares da Rosinha
O Januário não fazia a mínima ideia das condições em que os escravos viviam e trabalhavam naqueles engenhos de açúcar, antes de chegar ao Brasil
Quis fazer algumas perguntas aos escravos, sobre as condições de trabalho, alimentação e descanso, mas os capatazes que os fazendeiros, em todas as fazendas, mandaram que o acompanhasse, nunca permitiram que o fizesse.
Continua
Siga a saga....muito interessante...:)))abraço
ResponderExcluirGrato pelas amáveis palavras.
ExcluirBom fim-de-semana.
Um abraço
Mais um episódio de excelência. Venha o próximo.
ResponderExcluirBeijinho, José. Bom fim de semana.
Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirBoa tarde e bom fim-de-semana, Romi!
Ai os capatazes, os capatazes! ...
ResponderExcluirQue a tarde farta em chuva, seja boa!
Todos os senhores têm os seus capatazes.
ExcluirBom fim-de-semana e que a chuva encha as barragens.
Olá José.
ResponderExcluirA cada episódio o Império vai sofrendo transformações, lentas, mas em crescendo, como as crianças e as lembranças pela ausência do Januário, tão distante, noutro continente, a tomar consciência da verdadeira face da escravatura, e a par das respostas que procura, encontrará outras que se impõem, com ou sem licença dos capatazes.
Belíssimas aventuras a abraçar três continentes, gerações e várias histórias dentro da História.
Parabéns, obrigada pela partilha, José!
Beijinhos.
Bom feriado!
Não podemos renegar a nossa História, temos de lê-la no contexto da época, e não à luz dos valores do nosso tempo.
ExcluirBom fim-de-semana, Mafalda!
Beijinhos
Muitas vezes os capatazes eram mais rígidos (também faziam negócio paralelo) do que os donos das fazendas.
ResponderExcluirExcelente fim de semana prolongado.
Os atuais capatazes continuam a reger-se por os mesmos processos.
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirBoa noite e Bom fim-de-semana!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite, Zé!
A história conta-nos a saga da escravatura mas fica muito sofrimento por contar e nem sequer podemos dizer o que lá vai, lá vai, porque a escravatura continua com outros contornos.
ResponderExcluirNão tenho a pretensão de contar o imenso sofrimento causado aos escravos, que eram tratados como animais, sem qualquer humanismo.
ExcluirHoje, com toda a sofisticação existente, pode causar tanto ou mais sofrimento.
Bom fim-de-semana.
O suspense sempre presente neste Império.
ResponderExcluirBom fim-de-semana, José
Faz parte do enredo.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel.
Triste momentos
ResponderExcluirque os mafiosos já andavam por lá José
Bom dia
bom e belo dia em harmonia
que o fim de Semana está já no ar.
Bela sexta feira pra vocês.
Os mafiosos já vêm de muito longe e estão para continuar.
ExcluirBom fim-de-semana, para vocês com saúde e alegria, João.
Sempre que aqui venho, acabo num estado de ambiguidade: fico fascinada com a partilha por ti deixada e, ao mesmo tempo, com a alma quebrada por não arranjar tempo para vir aqui diariamente. É uma obra de arte o que aqui deixas, José. Um verdadeiro legado. Sorte a nossa termos tal tesouro à nossa disposição. Digo-o de forma muito sincera, não é lisonja. Beijinhos José, bom fim de semana!
ResponderExcluirMuito obrigado pelas tuas bonitas palavras.
ExcluirBom fim-de-semana, Sandra!
Beijinhos
Que encontrem os familiares. Aproxima-se o Natal! Será que conseguem reencontrar-se?!
ResponderExcluirExcelente Natal! Feliz Dezembro!
Por o Natal, tudo é possível!
ExcluirBom dezembro, com saúde e alegria.