O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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O Januário conseguiu recuperar da doença, que o fez ficar oito dias de cama
Continuou a falar com os escravos, que ainda não tinha falado, que trabalhavam naquela fazenda
Ao fim de mais cinco dias de esforços, teve a alegria de encontrar o irmão mais novo da Rosinha, que o informou que o pai e o irmão não tinham conseguido resistir a tantos maus tratos
Disse-lhe que era seu cunhado, vivia com a sua irmã mais nova, e que tinham uma menina e um menino muito bonitos, que pretendia levá-lo, para Luanda
O escravo respondeu-lhe que não sabia se o seu patrão o libertaria, porque ele era o seu
dono
O cunhado disse-lhe que iria falar com ele, e que tinha quase a certeza que iriam os dois para Angola
Os olhos do irmão da Rosinha brilharam, e a língua disse que se isso acontecesse era um grande milagre
No dia seguinte, o Januário procurou-o, para lhe dar a boa notícia de estava livre e podia acompanhá-lo, para irem para o Rio de Janeiro, abraçaram-se e choraram
Quando se foram despedir do fazendeiro, este deu-lhe roupa lavada, porque a que tinha vestida estava muito rasgada e suja
Desejou-lhes boa sorte e bom regresso a casa, e que estva muito triste por o pai e o irmão terem morrido
Eles e os guias meteram-se a caminho, estavam muito longe do Rio de Janeiro, ainda iam demorar alguns dias a lá chegar
Com a chegada do novo Governador, João Fernandes Vieira, o Ezequiel deixou de fazer parte dos seus colaboradores
Passou a dedicar-se à agricultura, integrando uma grande equipa, da qual já faziam parte a mulher e a cunhada
Já produziam uma grande parte dos produtos alimentares que a cidade de Luanda consumia
Com a colaboração dele, a mulher e a cunhada ficavam com mais tempo livre, para a lida da casa e dar atenção aos filhos
Estava tudo a correr muito bem, tinham-se visto livres do negócio da escravatura, com o qual não concordavam
Mas, a falta de notícias do Januário, continuava a causar muita tristeza em toda a família, por que a incerteza mói mais que a morte
Não falavam do assunto, mas os rostos diziam bem as dores que iam dentro do corpos, ainda que os mais novos tudo fizessem para alegrar os mais velhos
Só restava esperar que os barcos que chegavam do Brasil trouxessem boas ou más notícias.
Continua.
Fiquei feliz pelo Januário. Aguardo a continuação.
ResponderExcluirFeliz dia e um beijinho, querido José.
O Januário agradece toda a sua felicidade.
ExcluirFeliz resto de dia, querida Romi.
Beijinhos
bom dia, José!
ResponderExcluirtambém fiquei triste com a morte do pai e do irmão. estou ansiosa que cheguem a Luanda. tu não te atrevas a deixá-los em alto mar!!
beijinho e feliz dia
Não! Podes estar descansada, que chegarão a Luanda, sãos e salvos. Gostei do teu aviso!
ExcluirTambém te desejo um feliz dia, Ana!
Beijinhos
E cá fico à espera das boas, ou más notícias que serão trazidas pelos barcos que virão do Brasil, mas fico de coração feliz porque "Tinham-se visto livres do negócio da escravatura".
ResponderExcluirBem, na verdade, vou ter de cá voltar para poder retomar o fio à meada... Durante estes dois meses - mais... - de contínua ansiedade e, depois, luto, perdi muitos fios a esta teia...
Retomarei as leituras no ponto onde as deixei quando tiver um pouco mais de tempo livre, não sei quando, porque agora a minha vida complicou-se muito e, agora, sou eu mesma que tenho de fazer as minhas compras de fins de semana e feriados.
Um abraço, Cheia
Muito obrigado pela atenção dada as estas teias.
ExcluirDesejo que vá tocando a sua vida o melhor possível.
Boa tarde, Maria João.
Um abraço.
As coisas ficaram muitíssimo mais difíceis para mim, mas vou tentando, aos poucos, voltar à normalidade.
ExcluirObrigada e outro abraço, Cheia
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirTambém lhe desejo um dia feliz, Zé!
Feliz Natal!
ResponderExcluirE parece que a felicidade virá
ResponderExcluirde velas ao vento José
Bela tarde pra vocês
e em harmonia, Feliz Natal também.[º<:}}}]
Parece que desta vez, mesmo que a missão não tenha sido completamente bem sucedida, vai acabar com muita alegria.
ExcluirBom resto de dia, para vocês, com saúde e alegria.
Feliz Natal, João.
Adivinham-se melhores momentos.
ResponderExcluirEsta família, também, precisa um pouco paz.
ExcluirFeliz Natal e próspero Ano Novo, Isabel!
Uma alegria a dar alento entre muitas tristezas, como a vida acontece.
ResponderExcluirBoa tarde, José.
Assim, conseguíssemos manobrar o Mundo, para torná-lo num sítio seguro, como manobramos os acontecimentos nos nossos textos.
ExcluirFeliz resto de dia, Isabel.
Meu caro Amigo:
ResponderExcluirPortugal orgulha-se de ter acabado com a escravatura no meado do sé. XIXi.
Na realidade, outras escravaturas se lhe seguiram. Sendo nós os escravos...
Gosto muito da sua saga. Gosto de História. Talvez o Amigo se lembre um dia de contar a nossa submissão (escravatura) ao poder político.
Terá muitos dados, muitas épocas em comparação.
E eu daqui lhe envio um grande abraço nessa expectativa.
Acho que somos um povo extraordinário, sempre com a pretensão de grandes façanhas, fizemos trinta por uma linha, em todo o mundo. Mas, os políticos nunca nos deram valor, em todas as épocas nos espezinharam, como o prova o "Zé Povinho".
ExcluirAgradeço-lhe a dica da submissão aos políticos, mas onde vou buscar talento, para tão nobre missão?
Também lhe envio um grande Abraço, caro Amigo.
Passando, vendo, lendo, elogiando, e deixando:
ResponderExcluir.
Votos de um NATAL muito FELIZ, repleto de luz, alegria, saúde, amor, prosperidade, paz, extensivo à sua ilustre família.
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Muito obrigado pela visita.
ExcluirTambém lhe desejo tudo de bom para si e para a sua família.
Feliz Natal.
Esperemos que os barcos cheguem e tragam boas notícias. E quem tenham todos um Santo e Feliz Natal!
ResponderExcluirTambém, espero que voltem, sãos e salvos, a Luanda.
ExcluirFeliz Natal!
Aguardo por Luanda.
ResponderExcluirBeijinhos
Vão regressar ao continente Africano.
ExcluirBeijinhos
Olá José.
ResponderExcluirNão foi um reencontro completo, mas sim realista, perante as dificuldades e maus tratos, a resistência de um dos irmãos da Rosinha é o possível, e, apesar do luto, será uma boa notícia.
Resta-nos aguardar o regresso do Januário, para se alegrar duplamente, pela missão cumprida, e porque em Luanda a família é agora próspera na agricultura, deixando o negócio de escravos.
Obrigada por mais um capítulo do Império, José.
Noite tranquila.
Beijinhos
Bem merece ver a sua missão cumprida e ser recebido, pela família, com muita alegria.
ExcluirTambém lhe desejo uma noite tranquila e um bom inverno, Mafalda.
Beijinhos
Obrigada, caro José!
ExcluirBom inverno!
Desejo-lhe a si e aos seus, um Feliz Natal e Boas Festas!
Beijinhos
Bem verdade, José, «a incerteza mói mais que a morte»
ResponderExcluirA incerteza não nos dá descanso, está sempre alerta.
ExcluirFeliz Natal e próspero Ano Novo, Isa!
Venho deixar o agradecimento pela sua frequente visita ao cantinho da minha escrita. Desejo igualmente, votos de festas felizes e de um próspero Ano Novo.
ResponderExcluirMuito obrigado. Feliz Natal e próspero Ano Novo, para si e todos os seus.
ExcluirMuito obrigado. Feliz Natal e próspero Ano Novo, para si e todos os seus.
ExcluirBoas notícias vão chegar a Luanda e à Rosinha.
ResponderExcluirEm breve a família estará reunida.
ExcluirFeliz Natal!
As coisas começam a compor- se.
ResponderExcluirSó falta aparecer o Januário.
Beijinhos José
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Perece que sim, que tudo vai correr bem.
ExcluirBoa semana, Manu!
Beijinhos
Tem toda a razão: "incerteza mói mais que a morte".
ResponderExcluirO Januário leva notícias más e boas. Houve tanta mortandade com a escravatura de homens e mulheres africanas.
Sexta-feira feliz.
Foi muita a mortandade, não só de escravos, mas também, de naturais do Brasil, aquando da colonização.
ExcluirPróspero Ano Novo.