O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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O reencontro dos irmãos foi uma nova página, que se abriu na vida dos dois casais, fazendo com que estivessem muito felizes
A Miquelina e o Ezequiel não se cansavam de elogiar a bonita sobrinha e o bonito sobrinho, fazendo com que a Rosinha, meio a brincar, lhes respondesse, que com pais bonitos, tinham de ser bonitos
Assim que o Januário e o irmão saíram, para tratarem dos seus negócios, uma vez que o Januário tinha proposto ao irmão, sociedade nos negócios, e este aceitou, a Rosinha convidou a cunhada, para irem ver a lavra, onde tinha batata-doce, milho, mandioca, amendoim e a cana- de- açúcar, causa da escravatura, por exigir muita mão-de-obra, tanto no cultivo, sendo o corte, um trabalho muito violento, como no funcionamento dos engenhos de produção de açúcar
E que, também, causava discórdia entre elas e os maridos, por elas serem contra a escravatura
A Miquelina ficou admirada com a extensão da lavra e com os bons produtos, que ela dava
Ofereceu-se para ajudar no que fosse preciso, porque estava interessada em aprender a trabalhar a terra
Mas, a Rosinha, um pouco triste, disse-lhe que não valia a pena, porque em breve mudar-se-iam para Luanda, não sabendo se continuaria a fabricar alguma lavra
Todos estavam desejando de irem para luanda, menos ela, que preferia viver onde tinha nascido
A Miquelina também disse que lhe tinha custado muito deixar a sua linda Lisboa
É uma maldição dos portugueses, andarem de país em país, de continente em continente à procura de melhores condições de vida
O pequeno retângulo, sempre, foi pequeno, para grandes sonhos e a vontade de ver o que estava para lá do Atlântico foi, em todos os tempos, muita
Quando se mudarem para Luanda, a Rosinha vai ter mais tempo para se dedicar à filha e ao filho, e com a chegada do cunhado e da cunhada o ritmo de vida pode sofrer algumas alterações
Ela e a Miquelina já trocaram algumas opiniões, ambas estão de acordo em que a escravatura não pode ser o meio de sustento da família
Agora que os manos estavam juntos, era uma boa oportunidade para os quatro, em conjunto, procurarem um trabalho digno, para obterem o sustento das suas famílias.
Continua
bravo! apoiado! estou de acordo com as comadres
ResponderExcluirparabéns, José! beijinhos e feliz dia
Bom dia, Ana!
ExcluirAs mulheres têm de ter mais intervenção na governação, para que tenhamos um mundo melhor.
Beijinhos
Muito bem, e como a necessidade aguça o engenho, é uma maravilha que as mulheres estejam a dedicar-se a encontrar um meio digno e humano de prosperarem, pois o mais certo é o encontrarem! Viva! Li num destes dias numa parede, assinado por uma tal de iniciativa poética a seguinte frase:" não procures enquadrar-te se nasceste para destacar-te". E é isso mesmo, procurar soluções que sejam pela partilha e pela igualdade, será que a vão encontrar e que vai ser aceite? Veremos, mudança para melhor é sempre bem vinda
ResponderExcluirObrigada pela partilha de mais um excelente capítulo desta aventura do Império, José!
Beijinho e continuação de boa semana! 🐦
Grato pela partilha da excelente iniciativa poética.
ExcluirEstamos, sempre, dependentes das circunstâncias, e serão elas que vão fazer com que estes casais sejam obrigados a procurar outro meio de sustento.
Bom resto de semana e beijinhos, Mafalda!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz dia, Zé!
O nosso pequeno rectângulo, também começa a ser muito procurado por quem busca melhores condições de vida. Era bom não esquecer que a "maldição" dos outros, também foi, e ainda continua a ser, a nossa.
ResponderExcluirParece que o verão voltou, vamos aproveitar esta boa tarde
É de aproveitar, porque a chuva está quase a voltar.
ExcluirNo século passado, ninguém acreditaria que outros nos procurassem, por melhores condições de vida, a não ser os Galegos, que alguns conheci, em Lisboa.
Faz-me lembrar os alcatruzes das noras, em quanto uns descem os outros sobem.
Feliz resto de dia!
Começo a identificar-me muito com a Miquelina, Cheia, e não só na oposição à escravatura...
ResponderExcluirTambém eu sou muito gregária, não houve quem me conseguisse arrancar ao espaço em que cresci, que nascer, nasci em Lisboa, na clínica Pro Mätre, mas vim logo a seguir para o Concelho de Oeiras. :)
Um abraço!!!
Sofri muito por ter saído, tão cedo, de onde nasci. Fiquei para sempre desenraizado.
ExcluirBom resto de dia, Maria!
Um abraço!
Lamento sinceramente, Cheia.
ExcluirCreio que alguns de nós somos estranhamente gregários... Eu conto-me entre esses poucochinhos, por isso digo que tenho costela de gato :)
Essa é boa, Maria! Costela de gato, quem diria. A mim, foi a fome que me fez deixar, tão cedo, o meu querido Alentejo.
ExcluirA mim, a fome só me tocou na meia idade... De qualquer forma, foi um período duro mas muitíssimo rico em termos de produtividade poética e eu prefiro, neste caso, ver o copo meio cheio, ou mesmo a transbordar de criatividade...
ExcluirVê-se, que transborda de criatividade e nos proporciona muitos e bons sonetos.
ExcluirTransbordava, Cheia, transbordava... agora estou numa fase mais paradita, até tenho receio de estar a emburrecer...
ExcluirBom descanso e um abraço!
Não tenha esse receio, porque todos os dias nos brinda com bons sonetos.
ExcluirBoa noite e um abraço, Maria!
Ultimamente tenho reeditado muitos sonetos antigos. Sei que quase sempre os reformulo um pouco, mas estou com um ritmo muito mais lento...
ExcluirBoa noite e um abraço, Cheia!
Costuma-se dizer que galinha do campo não quer capoeira, irá a Rosinha adaptar-se a Luanda?
ResponderExcluirAgora resta saber se conseguem convencer os maridos mudarem de ramo de sustento.
Sexta-feira feliz.
O mais certo é que não aqueça o lugar, porque os holandeses não vão permitir, por muito tempo, a boa vida de Luanda.
ExcluirBom resto de dia. Amanhã volta a chuva.
Quotidiano bonito
ResponderExcluire ternuras à parte
comadres com visão além do tempo José
Bela tarde com alegria pra vocês, e à boa leitura também.
Muito obrigado, João!
ExcluirBom resto de dia para vocês.
Amanhã volta a chuva.
Obrigada pela partilha:
ResponderExcluirFico a aguardar pelo desenvolvimento com curiosidade!
Feliz dia José!
Muito obrigado por seguir estas teias, com curiosidade!
ExcluirFeliz noite, Ana!
Excelente partilha.
ResponderExcluirBeijinho, José.
Muito obrigado, Romi!
ExcluirBoa noite e beijinhos.
Ainda bem que houve um reencontro de irmãos .
ResponderExcluirGostei da troca de ideias e preocupações.
Beijinhos José
Bom dia, Manu!
ExcluirA família está junta, pronta para os novos desafios , que a espera.
Boa sexta-feira e bom fim-de-semana.
"...procurarem um trabalho digno..." É muito importante.
ResponderExcluirEm breve, terão de mudar de vida.
ExcluirA vida sempre em movimento e com surpresas a fazer pelo futuro.
ResponderExcluirE quando menos se espera, um acontecimento inesperado, vira-nos a vida de pernas para o ar.
ExcluirBoa tarde.
Cumprimentos
agora estou vidrada nesta epopeia e só há um capítulo por semana
ResponderExcluirbeijnhos e votos de dias felizes
É para que todos tenham tempo para ler o capítulo.
ExcluirBom resto de dia e beijinhos, Ana!