O Império
O Império- As teias que o Império teceu
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Os irmãos continuavam a pôr a conversa em dia. O Ezequiel não queria ser ele, a acabar com a alegria do reencontro, esperou que fosse o irmão a perguntar-lhe pela mãe
Quando o Januário perguntou pela mãe, o Irmão disse-lhe que, infelizmente, a mãe já tinha falecido há seis meses
Januário chorou um pouco, dizendo que tinha tanta pena de que a mãe não tivesse conhecido a Rosinha, a Leopoldina e o Roberto, e foi assim que o Ezequiel soube os nomes da cunhada, da sobrinha e do sobrinho
Todos tiveram de ficar, mais uma noite, na casa do casal, que acolheu o Ezequiel e a Miquelina, uma vez que a casa do Januário, nos arredores de Luanda, ainda ficava a uns quilómetros
O Januário lamentou o facto de a sua nova casa, em Luanda, ainda não estivesse acabada
Os anfitriões disseram-lhes que podiam ficar o tempo que quisessem, que estavam muito felizes por os terem conhecido e terem tido a oportunidade de os acolher
No dia seguinte, levantaram-se cedo, agradeceram muito o acolhimento, que tinham tido
Prometeram que, quando estivessem a viver em Luanda, voltariam para saberem como tinham passado, desejando-lhes muita felicidades
Os três fizeram-se ao caminho, que era longo. Chegaram, quase ao pôr-do-sol, ainda a tempo de verem a Rosinha, a filha, o filho, a sua mãe e as irmãs com a luz do sol
No dia seguinte, depois de terem tomado o pequeno-almoço, todos juntos, os irmãos continuaram a pôr a conversa em dia, enquanto as cunhadas, também, tentavam conhecer-se e saber o que ambas pensavam, no futuro, fazer
O Januário falou ao irmão sobre o bom negócio da compra e venda de escravos, o que entusiasmou o Ezequiel
A Rosinha continuava contra o negócio da compra e venda de seres humanos, defendendo que deviam procurar outro meio de sobrevivência
A Miquelina, também, disse que não tinha ficado em Luanda, para viver à custa do sofrimento Humano
O Januário continuava a dizer, que só o fazia para tentar libertar o sogro e os cunhados
Elas disseram-lhes que não aceitariam, por muito tempo, esse comportamento, porque não podiam permitir, que os filhos, gerados nos seus úteros, fossem mercadorias, que pudessem ser vendidas e compradas, como se fossem um qualquer produto vendável
Comprometeram-se a tentar arranjar uma alternativa, mas não sabiam como
Interrogando-se, por que razão é tao difícil ganhar a vida honestamente?
Continua
prevêem complicações no horizonte! haja mulheres para pôr ordem
ResponderExcluirbeijinhos e feliz dia
estou a gostar muito da história!
As mulheres têm de ser mais interventivas na governação dos países e do mundo, porque elas são, quem gera todos os corações, o que lhes permite terem uma sensibilidade diferente da dos homens.
ExcluirFeliz resto de dia , Ana!
Beijinhos
Fica a questão final para o desenvolver da história. Que tenham muita saúde.
ResponderExcluirA vida é feita de questões, que nunca paramos de tentar resolver.
ExcluirEles agradecem, as amáveis palavras, que sempre lhes dirige.
Bom resto de dia, com saúde e alegria, que a temperatura, felizmente, está mais fria.
Pois....
ResponderExcluirFeliz Dia dos blogs!!
Beijinhos!!!
Muito obrigado!
ExcluirTambém lhe desejo um feliz dia dos blogs, que são um meio de muito conhecimento e fraternidade!
Beijinhos!
A Rosinha e a Miquelina já estavam à frente do seu tempo!
ResponderExcluirObrigada José por mais uma riquíssima partilha deste Império!
Feliz dia!
Para elas era incompreensível a escravatura, mesmo que a Igreja e os Governantes dissessem que não viam nenhuma ilegalidade.
ExcluirFeliz resto de dia, Ana!
Por muito difícil que seja, pessoas honestas encontram sempre formas honestas de ganhar a vida
ResponderExcluirBoa quinta feira
Sem dúvida! E, felizmente, há muitas pessoas a ganharem a vida honestamente.
ExcluirTambém lhe desejo uma boa quinta feira.
Estou, obviamente, do lado da rosinha e da Miquelina: não ao negócio da compra e venda de escravos![:<]
ResponderExcluirUm abraço, Cheia!
Acho que as mulheres têm de estar mais presentes na governação dos países e do mundo, para que haja um maior equilíbrio e menos conflitos.
ExcluirBoa tarde, Maria!
Um abraço.
Sem dúvida, Cheia!
ExcluirA mulher deve sair do papel secundário, por vezes quase de objecto ou elemento decorativo que as sociedades lhe reservaram durante séculos, o que não quer dizer algumas de nós não sejam ainda mais cruéis do que os homens...
Um abraço!
Há de tudo!
ExcluirUm abraço!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite, Zé!
Era um negócio de horror...mas normal na época...abraço e bom fim-de-semana
ResponderExcluirNormalíssimo, como tantas outras barbaridades, que, felizmente, caíram em desuso ,
ExcluirBom fim-de-semana e um abraço.
Chocou-me o tráfego de escravos. Por outro lado, gostei da sã convivência entre todos.
ResponderExcluirBeijinhos José
O tráfego de escravos foi uma realidade, que não podemos esconder.
ExcluirBoa noite, Manu!
Beijinhos
Consciencias do tempo
ResponderExcluirdo demo e do caraças José
Belo fim de Semana pra vocês desde já
Felizmente, algumas coisas têm mudado, poucas!
ExcluirTambém vos desejo um bom fim-de-semana, João.
Feliz noite, Ana!
ResponderExcluirBeijinhos
A ética a começar a falar mais alto.Compreendo a posição delas, uma vez que as lugações com os filhos são sempre muito fortes.
ResponderExcluirA propósito do empurrão que "elas" impõem à sociedade lembro semre de um azulejo qie está numa casa aqui em Sintra, próximo do Jardim (Miradouro) da Vigia que reza assim;
"Casa sem Mulher, Barca sem Leme."
Pode vê-la neste link, que agrupou as fotos de adicionei a um post que escrevi sobre este jardim.
https://photos.google.com/share/AF1QipM7zeWJ2NIiyFfh_kZxuVEnMaBF9tn5Otbq1RTiZGkHJYPj-ZXQHCK69iG-btpC2g/photo/AF1QipPPwh9zuDY43_bSxPCmjKBLrb5Db8Zjo6ZxI88i?key=UEFXNU5ReVA1M0xELU1qMW5LV3FpT29iaVdxY3ZB
Cumprimentos.
Muito obrigado pela partilha. Já vi o azulejo. Concordo com o que está escrito.
ExcluirBoa noite e cumprimentos.
Já me pus a par das novidades, mas caramba, tão depressa está tudo como deve de ser, como aparecem mais quezílias, aliás, como a vida de todos nós.
ResponderExcluirBom dia, Isabel!
ExcluirA vida é mesmo assim , antes quezílias que guerras.
Um bom fim-de -semana para ti.
Também eu estive a por as leituras em dia José, que ela nossa forma de conversar aqui na blogosfera.
ResponderExcluirGostei muito deste capítulo, parece ser um ponto de viragem onde o leme da narrativa vai passando para as corajosas e sensatas mulheres desta aventura no Império?
Ainda li em tempo de ter já amanhã um novo capítulo, não terei de esperar para ficar a saber!
Beijinhos, José, até já! 🐦
Bom dia, Mafalda
ExcluirO mundo será tanto melhor, quanto maior for o equilíbrio entre homens e mulheres, nas decisões da sua governação.
Feliz dia e beijinhos.
só posso concordar José!
ExcluirBom dia, beijinhos! 🐦
Acho que, finalmente, estamos no bom caminho, espero que assim continue.
ExcluirBom dia e beijinhos, Mafalda!
Ainda hoje há o negócio humano, um pouco mais refinado.
ResponderExcluirO negócio dos escravos era normalíssimo. Apesar de nem todos concordarem em fazê-lo. Honestamente, demora mais tempo o equilíbrio financeiro de um família. Mas, vale sempre a pena ser-se honesto.
Resto de boa tarde.
A escravatura era, como diz, normalíssima, e até a Igreja a defendia.
ExcluirSem dúvida! Ser honesto é viver de cara lavada.