O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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O Januário, assim que soube que as naus tinham atracado ao cais de Luanda, foi passando, por lá, todos os dias
Mas, não conseguiu encontrar ninguém conhecido, nem ninguém que lhe desse as notícias desejadas sobre a sua amada Lisboa
A notícia que todos queriam revelar, por ser uma coisa invulgar, era a de que abordo viajava uma mulher
Januário, também, ficou muito surpreendido e tentou que lhe descrevessem a mulher, para ver se faria algum sentido, a armada trazer uma mulher a bordo
Disseram-lhe que era uma mulher muito bonita, muito competente no seu trabalho de gerir os mantimentos e fazia equipa com um rapaz da sua idade, que se chamava Ezequiel
Quando falaram em Ezequiel, ainda, disse que era o nome do seu irmão, mas nunca pensou que fosse ele
Despediu-se, desejando-lhes boa viagem, e que continuaria a passar por ali, todos os dias, para ver se se cruzava com alguém conhecido, queria saber mais de Lisboa
Finalmente, as quatro naus chegaram a Luanda. A Miquelina e o Ezequiel tinham muito trabalho pela frente, para reabastecerem as naus, enquanto esse trabalho não estivesse feito, não teriam autorização para saírem
Não era fácil o reabastecimento, porque não havia a quantidade de produtos necessários, o que fazia com que tivessem de aproveitar tudo o que houvesse, incluindo as frutas e em especial as bananas, que eram, sempre, em grande quantidade
Ao décimo segundo dia, depois de chegarem a Luanda, a primeira parte do trabalho da Miquelina e do Ezequiel estava completo
As frutas e os vegetais só eram embarcados poucos dias antes das naus se fazerem ao mar, de novo
Se tudo correr como planeado, a Miquelina e o Ezequiel, em breve, abandonarão o barco e darão um salto para o desconhecido, sem saberem o que os esperará, faz parte da aventura
O Januário já estava cansado de todos os dias passar pelo cais, sem que conseguisse obter notícias relevantes
Mas, iria continuar, todo os dias, os seus esforços, enquanto os barcos se mantivessem atracados, para saber mais de Lisboa, de quem tinha tantas saudades, principalmente da mãe e do irmão
A procura de uma vida melhor leva-nos, tantas vezes, a perder tanta coisa: o não acompanhamento do crescimento dos filhos, a separação do casal, o convívio com os outros familiares e amigos, um clima a que estamos habituados, o local onde nascemos, que é tão importante, pelo simbolismo, que carrega.
Em certos casos, não sei se compensam tantos sacrifícios, para tão poucos proveitos
A emigração da última metade do século passado levou-nos a aceitar os duros trabalhos que outros não queriam, era uma emigração clandestina, que fazia com que aceitássemos as condições impostas pelos patrões
Hoje, felizmente é diferente, não deixando de ser um desenraizamento e um grande empobrecimento, para o país que, se empenha na formação dos jovens, os vê partir à procura de melhores condições de vida, contribuindo para o enriquecimento de outros países.
Continua
Esta foi mesmo para alimentar o suspense, à parte dos alimentos para alimentar a tripulação. Fixe.
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita.
ExcluirBem-vindo às coletâneas do ICÉ, e muitos parabéns pela excelente contribuição.
Um bom dia.
Cumprimentos
Obrigado, foi um prazer, ainda não li o livro mas está aqui na calha para começar.
ExcluirCumprimentos.
É importante que as iniciativas de solidariedade tenham muitos participantes.
ExcluirCumprimentos.
Aventura é mesmo assim
ResponderExcluirvida melhor ou um mar de complicações
como o que está escrito nas últimas linhas
e ilações bem reais José-
Belo dia com alegria pra vocês
" Quem não arrisca, não petisca"!
ExcluirUm bom dia, também, para vocês, com saúde e alegria, João
Nem mais. Bom fim de Semana com alegria
Excluirtambém bom dia em harmonia pra vocês José
Mito obrigado, João!
ExcluirBom dia e bom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBom dia, Zé!
muito bom! estou ansiosa que os dois irmãos se reencontrem. parabéns!
ResponderExcluirbeijinhos e dias felizes, amigo José
Em breve saberemos se os irmãos se encontrarão.
ExcluirBom dia, Ana!
Beijinhos
E ainda há quem trate mal os imigrantes que vêm ganhar a vida em Portugal...:((((abraço e dia tranquilo
ResponderExcluirNão sabem das dificuldades que os portugueses tiveram, para fugirem do seu país, como acontece com tantos, que procuram entrar no nosso país.
ExcluirBom resto de dia e um abraço.
Mais uma semana e vai haver festa
ResponderExcluirUm dia muito bom
Festa!
ExcluirVai ser procurar uma agulha num palheiro.
Feliz resto de dia.
Verdade, José ... a imigração dessa altura era terrível, tive amigos que saíram da Madeira e sei que sofreram imenso longe da família.
ResponderExcluirEstou a gostar imenso .. que venha o próximo capítulo
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado, Luísa!
ExcluirBoa tarde e beijinhos
Neste pedacinho das Teias que o Império Teceu, venho dar-lhe os meus parabéns pela participação na colectânea Palavras Solidárias. Já a li online, de uma assentada, e espero um tempinho mais livre para a poder reler mais atentamente.
ResponderExcluirAbraço
Muito obrigado, Maria!
ExcluirUm abraço.
Bom resto de dia, Maria!
ResponderExcluirUm abraço
Obrigada, Cheia. Estou a preparar-me para a minha caminhada do dia: cinquenta metros - mais ou menos... - até ao cafezinho da esquina
ExcluirUm abraço!
"...darão um salto para o desconhecido..." Aguardamos, com serenidade!
ResponderExcluirOs aventureiros gostam de dar saltos para o desconhecido e correr Seca e Meca.
ExcluirEstou ansiosa pela continuação!
ResponderExcluirBeijinhos e bom fim de semana.
Eles também estão ansiosos para porem pé em terram firme.
ExcluirBom fim-de-semana, Ana!
Beijinhos
Bolas! Ainda não foi desta! [:<]
ResponderExcluirBom fim de semana!
Não desanimes! Eles também estão muito ansiosos para verem o que está para lá do barco
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel!
A aventura dos personagens do Império cativa a atenção e emoções! Ainda não foi desta, tenho receio de que os irmãos se desencontrem, na precipitação da Miquelina e o Ezequiel saírem da alçada do capitão. Não devia ser nada fácil a vida nestes tempos onde a ausência se fazia presente em cada porto que os afastava da Pátria. Como não é hoje em dia para todos os que por força da guerra, fome, perseguição , problemas de saúde, tem de abandonar as suas terras.
ResponderExcluirEspero com curiosidade o desenrolar desta impressionante aventura, José.
Obrigada pela excelente partilha.
Bom fim-de-semana!
Beijinhos 🐦
Não vai ser fácil o reencotro. Depois de tantos séculos, os problemas parece que continuam os mesmo, a não ser na s comunicações , que estão muito diferentes.
ExcluirBom fim-de -semana, Mafalda!
Beijinhos
A saudade dói.
ResponderExcluirBeijinhos José
Dói muito.
ExcluirBom domingo, Manu!
Beijinhos
Já lá li a sua participação, acutilante, com palavras adequadas à situação que nunca deveria (sequer) ter começado. Gostei.
ResponderExcluirCumprimentos.
Sem dúvida! Nunca deveria ter acontecido: uma vergonhosa invasão a um país vizinho, que já causou muitas mortes, feridos dos dois lados e prejuízos incalculáveis.
ExcluirCumprimentos.
Estou a gostar imenso desta empolgante aventura.
ResponderExcluirBeijinhos José
Muito obrigado, Manu!
ExcluirBoa tarde.
Beijinhos
Ai que o encontro dos manos está para breve.
ResponderExcluirResto de boa tarde.
Mais tarde ou mais cedo têm de se encontrar.
ExcluirFeliz noite.