O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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Entretanto a Rosinha deu à luz o seu segundo filho: um rapaz. Correu tudo bem, chegaram a acordo para que se chamasse Roberto
Toda a família estava muito feliz, mas o Januário tinha um sorriso de orelha a orelha, de tanta felicidade
A Leopoldina também parecia muito contente, mas quando o viu ao colo da mãe, ficou com ciúmes, pediu aos pais para o darem, o que acontece com muitas crianças, por verem que têm de dividir as atenções, que eram só delas, ou pior, os adultos, erradamente, mimarem mais os bebés, que nem percebem o que está a acontecer, em vez de, nos primeiros tempos, privilegiarmos os que se sentem ameaçados, por os pais dedicarem tanto tempo ao bebé
Pais, famílias e amigos, aquando da chegada de bebés, que tenham irmãos pequenos, devem fazer um esforço para darem toda a atenção aos que se sentem preteridos pela chegada dos bebés
Com a chegada do Roberto, nova pontinha de tristeza a toldar a grande alegria de Januário, por não conseguir transmitir a sua grande felicidade à mãe e ao irmão, quanto gostariam de saber da chegada dos novos membros da família, de conhecê-los, de vê-los!
Só lhe restava tentar saber novidades de Lisboa, estava na altura das naus, da carreira da Índia, atracarem no porto de Luanda, tinha de tentar passar mais vezes junto ao cais, para ver se notava alguma movimentação
Mas as obras ocupavam-lhe muito tempo, para além do que fazia questão em passar com a mulher e os filhos
Gostava de preparar a papa e dá-la à Leopoldina, enquanto a Rosinha dava de mamar ao irmão, para que ela não sentisse que as atenções eram todas para ele
A avó materna e as tias também estavam muito contentes com a chegada do Roberto, mas estranhavam a maneira como o Januário participava nos cuidados com os filhos, o que não admirava, porque se tratava de costumes de duas sociedades diferentes, e ainda por cima o Januário estava muito à frente, no que dizia respeito à participação dos pais, nos cuidados com os filhos, no velho continente
Muito poucos, mas houve, sempre, quem pensasse que os cuidados com os filhos era uma tarefa do casal, mas eram muito mal vistos, insultados e até agredidos, por irem contra as tradições, que funcionam como leis
O Januário queria ser diferente, apostava na harmonia, queria viver com alegria o dia-a-dia, acreditava que havia uma complementaridade entre homens e mulheres, e que todos os povos eram irmãos
Teve muitas contrariedades e problemas, devido ao seu avançado pensamento, e mais por apregoar uma coisa e fazer o seu contrário, como acontece com muito boa gente, é muito difícil ser-se coerente.
Continua
Percebo que a narrativa vem de trás e tem continuidade..
ResponderExcluirMas registei as últimas palavras do texto : é muito difícil ser-se coerente. É Tão simples, basta que as nossas palavras correspondam às nossas atitudes.
Vou acompanhar o seguimento...
Boa noite.
Muito obrigado pela visita. Amanham haverá mais uma página destas teias.
ExcluirFeliz noite.
Esta semana, o Império chegou mais cedo e trouxe o Roberto!
ResponderExcluirSeja bem vindo!
Uma boa noite
Foi por engano, era para ter chegado só hoje.
ExcluirA família está a crescer. Em breve chegarão os tios.
Bom dia.
Gostei do caminho desta família, venha mais.
ResponderExcluirA família vai continuar a crescer, como é natural.
ExcluirBom dia, Isabel!
valente Januário adorei!
ResponderExcluirbeijinhos e feliz dia
Um homem exemplar.
ExcluirBom dia, Ana!
Beijinhos
bom dia, José
Excluirexemplar, sem dúvida
Ele agradece o elogio.
ExcluirBom dia, Ana!
Beijinhos
Cá continuamos, atentos ao Januário e companhia.
ResponderExcluirUm beijinho, José. Um dia bom.
O Januário quer ser um pai exemplar, vamos ver se o consegue.
ExcluirFeliz dia, Isabel
Beijinhos
Quem pensa diferente é sempre olhado de lado...até hoje nada mudou...:)))abraço e dia tranquilo
ResponderExcluirInfelizmente, assim é!
ExcluirBoa tarde e um abraço.
Essa coerência tão necessária na sociedade atual!!!
ResponderExcluirMuito obrigada José por mais esta excelente partilha! Estou por aqui à espera dos desenvolvimentos!
Sem dúvida, dizem uma coisa e fazem outra!
ExcluirFeliz dia, Ana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Em harmonia
ResponderExcluiré sempre um bom dia, seja onde for
Parabéns ao texto de clara escrita
e uma boa tarde com alegria de Verão pra vocês José.
Muito obrigado, João!
ExcluirFeliz noite com saúde e alegria, para vocês.
A chegada de um novo elemento à família traz sempre um misto de sentimentos aos irmãos: alegria, porque um bebé tem esse efeito nas pessoas (salvo muito raras excepções), e medo, de que os pais se possam esquecer deles por terem de prestar mais atenção a quem chega.
ResponderExcluirAcredito que naquela época o homem que tivesse intenção de estar próximo do seu filho recém-chegado, participando nas actividades diárias (alimentação, banhos, etc.) seria visto como alguém com hábitos estranhos. De louvar quem, nessa época, ia contra o instituído, participando activamente no dia-a-dia do bebé!
Acho que devemos dar mais atenção, nos primeiros meses, aos irmãos do bebé, para não sentirem que o "intruso," lhes veio tirar o lugar.
ExcluirBoa noite
Concordo... e acrescento que essa atenção não é só em relação ao trato, mas também às acções. As crianças, na sua inocência, podem sentir-se tentadas a fazer algo para chamar a atenção, podendo ocorrer algo, digamos, menos bom.
ExcluirÉ uma situação que requer algum cuidado.
Bom fim-de-semana!
Cada vez mais, temos de prestar atenção às crianças, porque elas, hoje, têm muito mais informação, e a nossa falta de atenção e carinho, pode-lhes causar tristeza, infelicidade e muito mais.
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana!
Muito bom dia. Aguardamos notícias de Portugal e de Angola. Saúde e Paz! Poesia e Alegria!
ResponderExcluirNaquele tempo as notícias levavam anos a chegar. Hoje, percorremos o Mundo em segundos.
ExcluirBoa tarde e bom-fim-de-semana, com saúde e alegria.
Um bebé na família é sem dúvida motivo de alegria.
ResponderExcluirNovos desenvolvimentos que estou a gostar de acompanhar.
Beijinhos José
Os bebés são as mais tenras flores das famílias.
ExcluirBom fim-de-semana, Manu!
Beijinhos
Olá José, como antecipava, o Januário não se atrapalha e é um homem que também sabe ser pai, mesmo se os pais que exerciam a belíssima honra de o serem "eram muito mal vistos, insultados e até agredidos".
ResponderExcluirO Roberto irmão da Leopoldina é o recém-chegado à família, e as questões que este núcleo familiar coloca são muito pertinentes, o mimo a todos os filhos é importante, respeitando as suas diferenças, mas dando sempre igual atenção a ambos.
E aguardam-se notícias de Lisboa, será que chegam?
Obrigada por mais este capítulo do "Império ", José! Excelente partilha.
Bom fim-de-semana!
Beijinhos.
Se dermos atenção a todas as crianças, podemos evitar-lhes muitos sofrimentos, bem como a todas as pessoas.
ExcluirVão chegar notícias de Lisboa. Mas, infelizmente, nem todas serão boas.
Agradeço a atenção e carinho, que dá a estas teias.
Também lhe desejo um bom fim-de-semana, Mafalda!
Beijinhos
As expetativas e pressões da sociedade conseguem muitas vezes ganhar as batalhas, mas depende de nós que não vençam a guerra. Bom resto de Domingo, José!
ResponderExcluirTem toda a razão! Cabe-nos lutar, com todas as nossas forças, para a construção de um mundo melhor, mais humano e sem fome.
ExcluirBoa semana, Inês!