O Império
O Império – As teias que o Império teceu
16
O Comandante tinha razão. Foi preciso esperar mais um século, para que o médico escocês James Lind, no ano de 1747, relacionasse a mortalidade dos marinheiros à deficiência de vitamina C
O fator antiescorbuto nos mais diversos alimentos só foi descoberto, isolado e denominado de vitamina C, no ano de 1928, pelo cientista Albert von Szent-Györgyi
O Comandante disse, à Miquelina, que faria equipa com o Ezequiel. Mas antes de lhe dizer qual seria a sua missão, avisou-a de tinha de ser exemplar no relacionamento com resto da tripulação, era a primeira vez que uma mulher, sem ser disfarçada de homem, fazia parte da tripulação de uma Nau, caso houvesse algum problema com o seu comportamento, deixá-la-ia no primeiro local onde aportassem
A Miquelina respondeu-lhe que tudo faria, para que fosse respeitada por todos
Feito o aviso, o Comandante disse-lhe que a missão deles seria gerir os mantimentos
A guarnição estava completa. Assim que as últimas verificações mostrassem que tudo estava de acordo com o planeado e o tempo o permitisse, fariam se ao mar
As condições meteorológicas desaconselhavam a saída para o mar, tiveram de esperar alguns dias. Mas o Comandante notou que a tripulação estava a ficar nervosa, sem a adrenalina de quem vai iniciar uma grande aventura, o que fez com que autorizasse que se fizessem ao mar
À saída da barra tiveram muitas dificuldades, temeram perder a vida, foi um mau começo, dirigiram-se para a Ilha da Madeira, onde chegaram com mastros partidos e velas rasgadas
Tiveram de ficar mais de quinze dias, na cidade do Funchal, para repararem os cinco navios, que faziam parte da frota, com destino a Nagasaki
No Funchal, numa ida a terra, a Miquelina encontrou-se com o Ezequiel, aproveitaram para trocarem impressões sobre como estava a correr a viagem, uma vez que, dentro do barco, falavam o indispensável e só sobre o trabalho, para que ninguém tivesse nada a dizer sobre o seu comportamento
O Ezequiel confidenciou-lhe que estava muito assustado com o que tinham enfrentado à saída da barra, receando que não conseguissem chegar a Luanda
Ela tentou tranquiliza-lo, dizendo-lhe que as naus estavam preparadas para enfrentarem grandes tempestades, e como ficava em Luanda, não assistiria às dificuldades, que costumam acontecer no Cabo das Tormentas
Ele aproveitou para lhe perguntar se não queria ficar, em Luanda, com ele, que estava apaixonado por ela, e além disso, para ela, a viagem já não tinha interesse, porque já a tinha feito, já sabia como era
Respondeu-lhe que ia pensar no assunto e depois dar-lhe-ia uma resposta.
Continua
Eu no lugar do Ezequiel aproveitava e ia até à Índia. Só no regresso ficaria em Luanda. Até para zelar pela Miquelina.
ResponderExcluirVamos lá ver como será
Um abraço caro Amigo.
Bom dia, caro Amigo
ExcluirEsta viagem está a correr muito mal, vamos ver se conseguem chegar a bom porto.
Um Abraço.
o amor anda no ar
ResponderExcluirmuito bom, caro amigo.
beijinhos e feliz dia
O amor é que perfuma o ar.
ExcluirFeliz dia, Ana!
Beijinhos
Sem ser comparável, a relação "profissional" existente entre Ezequiel e Miquelina faz-me lembrar aquilo que se passou entre mim e a minha esposa enquanto militares. Não se podem, de facto, misturar as águas.
ResponderExcluirApraz ver também Miquelina ser reconhecida como elemento da tripulação, numa época em que o papel da mulher era bastante reduzido...
É bom ver quanto este país mudou em 50 anos. Quando fui militar nem imaginávamos que as mulheres pudessem ser militares.
ExcluirA Miquelina, como tinha feito a viagem anterior, disfarçada de homem, conseguiu que o seu trabalho fosse reconhecido. Mas, a viagem foi muito atribulada, e ela veio a ser apontada como culpada.
Mas há 50 anos já teriam existido mulheres militares, sem bem num caso especial: as enfermeiras Pára-quedistas...
ExcluirForam tão poucas, que nunca me lembro delas. Em quatro anos de serviço militar obrigatório, nunca me cruzei com nenhuma. Felizmente, não precisei dos seus serviços.
Excluirestá a ser uma viagem um pouco atribulada e com fortes emoções.
ResponderExcluiransiosa para os próximos capítulos.
E vai continuar muito atribulada, porque foi a primeira vez que uma mulher foi admitida a bordo, sem ser disfarçada de homem. Quando as coisas começaram a correr mal, quiseram culpá-la, só por ser mulher.
ExcluirBoa tarde.
Depois do amor intempestivo do Januário e da Rosinha, desenha-se a bordo deste Império um romance mais prudente entre o Ezequiel e a Miquelina.
ResponderExcluirUm beijinho. Um dia bom, José.
Neste tão grande Império devem ter havido tantos romances, uns mais intempestivos, outros menos, que poucos ficaram indiferentes às aventuras dos portugueses.
ExcluirBom resto de dia, Isabel.
Beijinhos
Grandes feitos e grandes naus. Quando visitei o Cabo da Boa Esperança que também era das Tormentas, num dia lindo, fiquei ali sentado a olhar para o mar a imaginar o que terá sido a a ventura de o dobrar.
ResponderExcluirVamos ver o que se segue.
Devem ter sido grandes aventuras e onde alguns devem ter perdido a vida.
ExcluirAnda lá Miquelina...não deixes o rapaz pendurado...;))))) abraço e bom fim-de-semana
ResponderExcluirÉ hábito não darem logo a resposta, fazerem-se rogadas e difíceis, para que os pretendentes fiquem mais embeiçados.
ExcluirBoa tarde e um abraço.
Vou ficar á espera para ver onde nos leva esta viagem!
ResponderExcluirResto de dia feliz José!
Espero que seja uma viagem longa.
ExcluirFeliz resto de dia, Ana!
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite, Zé!
Vidas difíceis se levavam numa embarcação, naqueles tempos. Espero que este amor não se afogue na tormenta. Boa noite, José!
ResponderExcluirForam tempos muito difíceis. Mas, eles estavam preparados para o que desse e viesse.
ExcluirFeliz resto de dia e bom fim-de-semana, Inês!
O amor nas suas diferentes manifestações e mais uma vez a desafiar as convenções, embora de forma ponderada, fico curiosa de saber qual a decisão de Miquelina...e o que fará Ezequiel perante a resposta?
ResponderExcluirObrigada pela partilha de mais um excelente episódio desta emocionante aventura do Império José!
Boa noite. Beijinhos!🐦
Olá, Mafalda
ExcluirAcho que estão talhados um para o outro.
Feliz resto de dia e bom fim-de- semana.
Beijinhos
Aventura era aventura
ResponderExcluire em harmonia
é sol enquanto dura
Belo fim de Semana pra vocês com alegria José.
Bom dia, João .
ExcluirAgora, as aventuras são queimar e destruir tudo.
Bom fim de semana, com saúde e alegria, para vocês.
Viagens turbulentas em tempos distantes.
ResponderExcluirBoas escritas, caro amigo.
Bjs
Sem dúvida! Foram grandes aventuras.
ExcluirBom fim-de-semana, Olga!
Beijinhos
Muito obrigado pela visita.
ResponderExcluirBom fim-de-semanaa.
A viagem está a complicar- se.
ResponderExcluirVamos ver se a Miquelina , agora sem disfarce, vai ser respeitada.
A história está a fiicar cada vez empolgante.
Boa noite José
Beijinhos
A Miquelina, sem disfarce, vai passar um mau bocado, porque quando as coisas correm mal, há, sempre, quem queira encontrar um bode expiatório.
ExcluirFeliz noite, Manu
Beijinhos
Vamos saber o que vão decidir em Luanda.
ResponderExcluir(A propósito do escorbuto e do tempo que levou a descobrir a cura, tomo a liberdade de relacionar com a Covid!)
Saúde, Paz e boa viagem para todos.
Com a Covid, beneficiámos de séculos de progresso, e parece-me que foi a primeira vez que o mundo se uniu, para trocar experiências com o objetivo da criação de vacinas.
ExcluirBom domingo com saúde e alegria.
Mais uma história de amor a nascer...
ResponderExcluirExcelente semana.
Vai ser mais um casalinho a tentar encontrar uma nova vida em África.
ExcluirFeliz resto de dia.
por hoje atraquei na madeira para esta minha viagem pelo império, que prazerosa leitura amigo José
ResponderExcluirAbraço cúmplice e desejo de uma boa semana
ps: agora de volta as labutas normais num instante chego a India :) ou sera Nagasaki ?
Atracou num ótimo sítio: a pérola do Atlântico. Nestas teias podemos viajar por todo o mundo, não nos contentámos com menos.
ExcluirBoa semana, amigo.