O Império
O Império – As teias que o Império teceu
17
Martim Afonso de Souza, em 1530, foi incumbido de comandar a expedição à América portuguesa, com uma armada de 5 navios e cerca de 500 homens.
Foi capitão-mor e governador das terras do Brasil, combateu os franceses, iniciou a cultura da cana-de-açúcar e montou o primeiro engenho
Um século depois, os holandeses ocuparam o Nordeste do Brasil
A Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, cada vez precisava de mis escravos
Os engenhos de cana-de-açúcar nasciam como cogumelos, o que fazia aumentar a procura de escravos
Em Angola, o Januário já sonhava com a construção de uma casa em Luanda, dinheiro não lhe faltava, o que faltava era mão-de-obra para a construir
Enquanto não fosse possível a mudança para a capital da colónia, tinham de se contentar com a que habitavam, mesmo com o aumento da família, para breve
Na segunda gravidez, a barriga da Rosinha, ao contrário da primeira, estava muito em bico, o que segundo a experiência ancestral, tudo indicava que seria um rapaz
O Januário estava muito feliz, na esperança que fosse um rapaz, mas dizendo, sempre, que rapaz ou rapariga seria bem-vindo
As saudades da mãe, do irmão, de Lisboa toldavam-lhe um pouco a alegria que sentia pela chegada do futuro bebé, estava ansioso pela próxima viagem da carreira da Índia, que pelas suas contas, não demoraria muito a passar por Luanda
Teria de estar atento, passar todos os dias pelo cais, par ver se conseguiria notícias de Lisboa
Pensava na mãe e no irmão, dava tudo para que eles conhecessem a Leopoldina e a Rosinha
A Leopoldina era linda, ninguém lhe ficava indiferente, era uma mistura de África e de Europa, o pai estava muito orgulhoso das suas duas bonitas Rosinhas
Em breve a Rosinha daria à luz o seu segundo bebé, o Januário queria comemorar o acontecimento com a inauguração da nova casa, que estava a construir, na cidade de Luanda
Mas as obras atrasaram-se, fazendo com que a casa não estivesse pronta a tempo da chegada do novo rebento da família
Apesar de tudo o que tinha conseguido: uma mulher inteligente e bonita, uma filha lindíssima, um bom negócio, havia, sempre, uma nuvem a toldar-lhe a alegria: a falta do carinho da mãe e do irmão, a incerteza de não saber se estavam bem, se eram vivos ou mortos.
Continua
bom dia, amigo José!
ResponderExcluirestes textos são verdadeiras lições de História!
tenho uma vizinha que se chama Leopoldina mas ela imediatamente acrescenta: "trate-me por Dina!" o curioso é que a irmã, também vizinha, se chama Olinda! maldade das madrinhas
beijinhos e feliz dia
Boa tarde, Ana!
ExcluirFico muito contente com as tuas amáveis palavras.
Tive uma colega Leopoldina, que não gosta do seu nome, e é mais conhecida por Dina.
Nasceu em Moçambique e quem escolheu o nome foi o pai.
Feliz resto de dia e beijinhos.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Eu é que agradeço a sua simpatia e assiduidade!
ExcluirFeliz resto de dia, Zé!
Gosto tanto deste seu "Império"! Já estou à espera da continuação.
ResponderExcluirMuito obrigada por mais uma excelente e interessantíssima partilha!
Fico muito contente por estar a gostar destas teias.
ExcluirFeliz resto de dia.
Este império está cada vez mais interessante.
ResponderExcluirVou continuar a ler as excelentes partilhas.
Dia feliz!
Beijinhos José
Agradeço as amáveis palavras, Manu.
ExcluirBoa tarde e beijinhos
A vida em África, nestes tempos, não seria fácil para saúde e monetariamente. As saudades sempre foram apanágio dos portugueses, que desde tempos longínquos deambularam pelo mundo à procura de vida melhor.
ResponderExcluirExcelente escrita histórica que vou acompanhando.
Dia feliz, caro amigo.
Bjs
O que os movia, como hoje acontece, era a procura de vida melhor, deixamos tudo para trás, mas as saudades, mais tarde ou mais cedo, apertam.
ExcluirFeliz resto de dia, Olga!
Beijinhos
Aguardamos notícias da família do Januário: da que ficou em Lisboa e da que formou em Luanda. Saúde e Paz!
ResponderExcluirNem todas serão boas notícias.
ExcluirFeliz resto de dia com saúde e alegria.
ResponderExcluirTem um bom dia José
Muito obrigado!
ExcluirTambém te desejo um bom dia!
Beijinhos
Que dificuldade em gerir os sentimentos deveria existir para aqueles que, partindo em busca de sorte e fortuna, deixavam para trás a sua família.
ResponderExcluirE se, por ventura, construíssem uma nova família, como deveria ser duro não poder apresentá-la aqueloutra que o/a viu partir...
Eram tempos difíceis...
Foram tempo muito difíceis, em que não havia comunicações, imagináveis, hoje.
ExcluirBom resto de dia.
Mais um capítulo para recordar
ResponderExcluirGosto tanto deste relatos, José
Beijinhos
Feliz Dia
Fico muito contento por gostares.
ExcluirFeliz resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Olá José, que belo episódio em rica descrição das dificuldades de então quando as distâncias eram de anos e não se sabia notícias das famílias por tento tempo. Hoje em dia se não temos notícias durante um par de días é uma intranquilidade, deveria ser inimaginável a angústia que se gerava nessa época do Império e é bem natural a disposição do Januário. Esperemos que o esperem bons encontros no porto para que sossegue e saiba novidades.
ResponderExcluirFica a curiosidade pelo próximo postal desta aventura! Obrigada pela partilha, um bom dia, Beijinhos José!
Olá, Mafalda.
ExcluirAgradeço as amáveis palavras. Nem conseguimos imaginar como foi.
Vai correr tudo bem com o Januário e a Rosinha.
Feliz resto de dia e beijinhos.
Naquele tempo havia falta de notícias. Hoje parece-me que temos notícias a mais. Abraço e dia tranquilo
ResponderExcluirTem razão! estamos sempre em contacto, mas nem por isso, deixamos de estar separados.
ExcluirBom resto de dia e um abraço.
Famílias separadas naquele tempo era coisa difícil de suportar. Esperemos então, como o Januário, por notícas que virão nos próximos capítulos.
ResponderExcluirHoje estamos , sempre em contacto, mas nem por isso deixamos de estar separados.
ExcluirO Januário vai receber a triste notícia de que a mãe morreu.
Mais um capítulo que muito gostei de ler.
ResponderExcluir.
Saudações cordiais e poéticas
.
Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirBoa noite.
Cumprimentos
Quando se está só num lado, sente-se a falta do outro. Esperemos que possa haver reunião.
ResponderExcluirUma boa noite
A reunião não foi possível, porque não havia transportes.
ExcluirFeliz noite, Isabel!
Tempos do caraças José
ResponderExcluirBom e belo fim de Semana pra vocês
com alegria
e cuidados com o calor.
Bom dia, João
ExcluirForam tempos muito difíceis.
Bom fim de semana , para vocês com saúde e alegria.
O peso da distância.
ResponderExcluirCá continuamos a segui-lo nas voltas do Império.
Um beijinho, José. Boa tarde.
Os últimos séculos reduziram muito as distâncias. Hoje, damos a volta ao mundo em 24 horas.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel.
Beijinhos
Histórias de família em mares de descoberta e ainda pouco navegados. Gostei muito.
ResponderExcluirFico contente por ter gostado.
ExcluirBom domingo
Falta sempre um pormenor para que a felicidade seja plena.
ResponderExcluirTambém cá se diz isso barriga bicuda, é sinal de menino. E as barrigas redondas é menina.
Mas nem sempre é assim.
Dia feliz.
É tão difícil atingir a felicidade plena.
ExcluirUma boa terça-feira.