O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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Em Lisboa, já se preparava mais uma viagem da carreira da Índia, assim se chamava, mas o destino não era Índia. Como a anterior o destino era Nagasaki, uma viagem muito longa e dura, que obrigava a uma boa preparação
As naus já estavam atracadas ao cais de Belém, todos os dias chegavam homens a oferecerem-se para fazerem parte da tripulação, aventureiros nunca faltaram, o sonho de conhecerem novos mundos, já vinha de longe
O Ezequiel, o irmão do Januário, mal soube que estavam a preparar a viagem, apresentou-se, estava ansioso para saber que missão lhe seria atribuída
O Capitão, depois de uma longa entrevista, decidiu incumbi-lo de uma missão muito importante: a estiva
O Ezequiel era um alfacinha, habituado a viver de esquemas, ficou um pouco preocupada com a dificuldade do trabalho. Mas, o Comandante tranquilizou-o, dizendo-lhe que faria equipa com uma rapariga muito competente e experimentada, que já tinha feito a viagem anterior, a Miquelina
Ficou mais tranquilo e cheio de curiosidade, por ser apoiado por uma rapariga, que tinha feito a viagem disfarçada de homem, sem que ninguém tivesse desconfiado
Tinha de ser uma rapariga muito inteligente, para conseguir tamanha proeza
Como teria conseguido esconder a beleza feminina?
Não faltariam oportunidades para lhe fazer a pergunta e tentar aprender com essa moça a técnica do disfarce
Difícil era saber como arrumar, num espaço pequeno, água, produtos para preparar as refeições e alimentos prontos a comer, como são as conservas
No fundo a água, em cântaros de barro, tapados com rodelas de cortiça, ao lado o carvão, por cima as batatas, as cebolas e o feijão, a salgadeira também tinha de ir no porão, conservas, bolachas e outros alimentos, noutros compartimentos
A Miquelina, quando se apresentou para a sua segunda viagem, estava muito triste, apesar dos esforços de um ano, a contatar, bruxos, boticários, barbeiros, não conseguiu nenhuma informação como curar ou evitar o escorbuto
Como não sabia ler, não teve acesso a livros ou tratados sobre o assunto
O Comandante disse-lhe para não se culpabilizar por não ter encontrado ninguém que a ajudasse a resolver um problema que, segundo ele, ainda não tinha solução.
Continua
Belo trabalho literário. O meu aplauso e elogio
ResponderExcluir.
Saudações cordiais e poéticas
.
Muito obrigado, Ryk@rdo!
ExcluirBom dia de São Pedro e cumprimentos.
Olha a Laranjinha digo eu
ResponderExcluirque para os tempos
onde o Diabo a escondeu
Parabéns ao que li e um belo resto de Semana pra vocês José.
Diz bem, a laranjinha, mas naquele tempo ninguém o sabia.
ExcluirBom dia de São Pedro, João!
Também vos desejo um bom resto de semana.
Bom dia José, excelente partilha a deste seu Império, numa história em rumo ao oriente com a Miquelina e o Ezequiel na "popa" da narrativa.
ResponderExcluirGostei muito, obrigada pela partilha e vamos ficar a imaginar como será esta viagem para Nagazaki, será que é nesse destino longínquo que Miquelina encontra a solução que procura para a prevenção do escorbuto?
Dia feliz, José!
Beijinhos 🐦
A solução para a prevenção do escorbuto, só foi descoberta muito mais tarde. É desse conhecimento, acumulado ao longo dos séculos, que nós estamos a beneficiar.
ExcluirFeliz resto de dia, Mafalda!
Beijinhos
Gostei muito. Especialmente da descrição dos meios usados para conservar os víveres, que desconhecia.
ResponderExcluirUm abraço, caro Amigo.
Um dos muitos problemas, que os marinheiros tiveram de enfrentar, foi a conservação dos alimentos frescos e da água.
ExcluirBom dia de São Pedro, caro Amigo.
Um abraço
E a saga continua...tão bom de ler!
ResponderExcluirDia feliz, caro amigo.
Bjs
Fico muito contente por estar a acompanhar estas teias!
ExcluirBom dia de São Pedro, Olga!
Beijinhos
Cá continuamos de olhos postos no Januário, na Miquelina e no Ezequiel.
ResponderExcluirBom dia, José. Um beijinho.
E, eles estão todos com os pensamentos em África, um Continente cheio de cores e cheiros.
ExcluirBom resto de dia, Isabel.
Beijinhos
Boa viagem para os protagonistas...;)))abraço e dia tranquilo
ResponderExcluirMuito obrigado. Eles agradecem os votos de boa viagem. Mas, tudo que o tem acontecido, tem tudo menos de bom.
ExcluirBom resto de dia e um abraço.
Tão bom ler estes relatos, José
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia, Luísa!
Beijinhos
Teremos mais um par romântico, com rumo ao oriente?
ResponderExcluirTarde boa
Sem dúvida! Mas não o podem demonstrar, enquanto estiverem a bordo.
ExcluirFeliz resto de dia.
Mais um tripulante a bordo e pronto para se aventurar, mas ver como se porta.
ResponderExcluirMais um episódio que me deixar em suspense até à próxima aventura.
Beijinhos José
Fico contente por estar a gostar.
ExcluirBo tarde, Manu!
Beijinhos
laranjas! muitas. e limões!
ResponderExcluirboa tarde, José!
beijinhos e resto de dia feliz
Muito obrigado pela receita!
ExcluirBoa noite , Ana!
Beijinhos
E lá vão... Ezequiel e Miquelina: Um duo bem catita! Boa viagem, que São Pedro, patrono dos pescadores, os acompanhe!
ResponderExcluirA viagem está ser muito difícil, que São Pedro os ajude a chegarem a porto seguro.
ExcluirBom resto de Junho.
Novo capítulo, novos tripulantes, o suspense continua.
ResponderExcluirAgradeço o interesse por estas teias.
ExcluirBoa noite
A cortiça aparece sempre nos métodos tradicionais de conservação dos alimentos.
ResponderExcluirA Miquelina a ser um elemento fundamental na tripulação.
Dia feliz.
A cortiça tem multiusos, um produto natural, do sul de Portugal.
ExcluirA Miquelina é uma grande tripulante.
Também lhe desejo um dia feliz.
Em vez de aprender com ela as coisas boas, julgo que o seu interesse na inteligência da Miquelina seria outro:
ResponderExcluir"Não faltariam oportunidades para lhe fazer a pergunta e tentar aprender com essa moça a técnica do disfarce (...)".
Cheira-me a querer usar as qualidades de disfarce para esquemas...
Houve várias mulheres ao longo da história que fizeram isto mesmo para conseguir as mesmas oportunidades que os homens - logo à cabeça temos os livros publicados com pseudónimos masculinos para garantir que eram sequer considerados...
ResponderExcluirMuito boa história! Bom domingo, José!
Adorei!! Fico a aguardar o desenvolvimento!
ResponderExcluirMuito obrigada pela partilha José e tenha um bom dia!
Fico contente por ter adorado!
ExcluirBoa tarde, Ana!
Adorei sim José. Acho que devia fazer um livro com estas suas partilhas!
ExcluirNão tenho dinheiro para isso. Gostava de publicar um livro, mas que merecesse ser editado por uma editora, que conseguisse despertar o interesse dos leitores.
ExcluirCompreendo, mas é uma pena a sua escrita não chegar até mais leitores! Quem sabe, um dia consiga o seu desejo. Fico a torcer que consiga!
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