A autoestrada
A linha
Minha primavera perfumada
O teu perfume, os meus olhos encanta
Na lonjura da grande estrada
Toda a beleza que a ladeia está cansada
De ver tanta gente tão apressada
Sem que tenha tempo para parar um segundo
Sentada na sua máquina voadora de prego a fundo
Conspurcando com gases e fumo toda a sua beleza
Sem cheirar nem olhar para a bonita Natureza
Nem na noite escura consegue esquecer tanta tristeza
Rasgaram-lhe as entranhas para construírem a autoestrada
Com a promessa de que os automobilistas lhe dedicariam uma grande paixão
Que diriam muito bem do seu perfumado chão
Que dava tão boas espigas douradas para fazer o saboroso pão
Agora, não consegue respirar, está coberta de alcatrão
Saem dos grandes centros populacionais para só pararem nas areias quentes
Como se o mar tivesse mais beleza que uma planície florida
Não têm tempo para apreciarem as melhores coisas da vida
Quem é que já apreciou um mar de espigas douradas, a ondularem ao vento e ao sol?
Como se fosse um grande mar de areia fina, onde o vento dorme e a perdiz aninha
Onde os filhotes ensina, como debulhar a dourada espiga, para uma vida digna
Com casa, pão, liberdade, sem stresse, nem pressa de chegar ao fim da linha
Soubéssemos nós, humanos, aprender com os pequenos seres, a viver
Sem ódios nem receios, que nos roubem o nosso quinhão, que nos comam o nosso pão
Seríamos muito mais felizes, viveríamos mais tranquilos, seríamos mais solidários
Não levamos nada, tudo deixaremos, nem mesmo a ilusão de que somos poderosos nos acompanhará.
José Silva Costa
Bom dia, José.
ResponderExcluirO que se pode aprender com a beleza dos campos de trigo alentejanos. :)
Boa semana.
Pode aprender-se muito, é uma boa terapia.
ExcluirBom dia e boa semana, Isabel
Beijinhos
As espigas douradas tocaram-me porque sempre que posso gosto de incluir essa planicíe de mar de espigas douradas ondulantes.
ResponderExcluirPerfeito.
É um mar muito bonito, salpicado de papoilas vermelhas.
ExcluirBoa semana.
"Seríamos muito mais felizes" e "viveríamos mais tranquilos"
ResponderExcluirGostei muito, José
Beijinhos
Uma Semana Feliz
Tu não te podes queixar, todos os dias tens muito por onde os olhos alegrar.
ExcluirFeliz resto de dia e boa semana, Luísa!
Beijinhos
Precisamos de aprender a valorizar esta época da natureza, é de uma beleza imensa!!
ResponderExcluirBoa semana!!!
Beijinhos!
De acordo, temos de dicar mais tempo a apreciar tudo o que a natureza nos oferece.
ExcluirBoa semana, Maribel.
Beijinhos
Saudável inspiração José
ResponderExcluirque esta malta
nem o mar de pequenas flores à beira de cada estrada
sabem olhar, será dos óculos escuros a falta
Parabéns ao momento, bela tarde
e boa Semana pra vocês, com alegria.
É falta de sensibilidade para apreciarem a beleza da natureza.
ExcluirFeliz resto de dia e boa semana para vocês com saúde e alegria.
Magnífica palavras.
ResponderExcluirAs planícies já não são o que eram, se bem que tanta falta fazia uma auto-estrada para escoar o tráfego diário de camiões vindos de Sevilha e das outras actividades agro-pecuniárias. O IP 8 está caótico em todos os sentidos: trânsito e mau estado do piso.
Excelente semana.
O nosso Alentejo é muito elogiado, mas ao mesmo tempo tão mal tratado.
ExcluirO meu Alentejo
ResponderExcluirO nosso Alentejo.
ExcluirO nosso Alentejo
ExcluirCampos floridos, onde espalhamos os sentidos.
ExcluirLembrou-me "Olhai os pássaros no céu [...] Considerai os lírios do campo[...]"
ResponderExcluirFico a pensar que a autoestrada, por ser caminho, também há-de ter o seu lugar.
Uma boa noite
No Alentejo todos têm o seu lugar, é um paraíso, onde todos serão bem recebidos.
ExcluirBoa noite e boa semana.
👏👏👏
ResponderExcluirBoa noite, José!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz noite, Zé!
A única vantagem das AE é que nos poem lá num instante. Depois o resto é connosco.
ResponderExcluirUm abraço caro Amigo
O mal que não temos autoestrada, acho que Beja é a única capital de Distrito, que não teve direito a uma autoestrada.
ExcluirBom dia caro Amigo.
Um abraço
Olá José.
ResponderExcluir"Soubéssemos nós, humanos, aprender com os pequenos seres, a viver
Sem ódios nem receios, que nos roubem o nosso quinhão, que nos comam o nosso pão
Seríamos muito mais felizes, viveríamos mais tranquilos, seríamos mais solidários."
Creio que o "nosso" Alentejo, que é meu por afinidade pois a minha cara metade é do Alentejo, é um exemplo de generosidade, de vontade e comunhão com a natureza dos grandes espaços abertos, que para os mais atentos mostra, de forma inequívoca, a nossa tão pequena dimensão, pois somos tão pequenos como os pequenos seres, olhar e viver o Alentejo é também isso.
Obrigada pela excelente partilha!
Boa noite, José.
Beijinhos.
Temos muito a aprender com os pequenos seres, como as cotovias!
ExcluirFico muito contente por também gostar do Alentejo e de ele também lhe pertencer.
Feliz noite , Mafalda.
Beijinhos
Para além de concordar com a mensagem, o poema transportou-me por um bocadinho para uma planície onde "um mar de espigas douradas" ondulavam "ao vento e ao sol".
ResponderExcluirNa Primavera vale a pena descansar os olhos numa planície florida.
ExcluirBoa tarde, Inês
Feliz resto de dia, Mafalda.
ResponderExcluirBeijinhos
Obrigada José, igualmente, feliz día.
ExcluirBeijinhos🐦
Feliz resto de dia, Mafalda!
ExcluirBeijinhos
Muito obrigado!
ResponderExcluirBom fim-de-semana.
Um abraço