O Império
O Império – As teias que o Império teceu
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Os descobrimentos portugueses foram um grande empreendimento, não foi menor o sofrimento, lutar no oceano contra o vento, o imprevisto, o desconhecido, tudo foi tão sofrido
Não foram só os elementos naturais, que tiveram de enfrentar, também a alimentação foi uma grande preocupação: falta de alimentos, alimentos estragados, água cheia de bichos, um inferno, de muitos, desconhecido
Nem com a primeira estação de serviço, na Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, os problemas foram resolvidos, seriam precisas muitas mais estações de serviço entre Lisboa e Nagasaki
Contra ventos e marés, os portugueses nunca viraram a cara ao perigo, e com arte e engenho lá foram criando fortalezas, feitorias, erguendo padrões, tudo para conseguirem controlar o comércio da seda e das especiarias da Índia
Oh imenso mar, se pudesses falar, muito poderias dizer, sobre a bravura dos portugueses!
Tanta gente que morreu, de um país tão pequeno, para saberem o que havia para além de ti
Criaram um Império, que ia de onde o sol nasce até ao pôr, e também o meio-dia o via
Para ficarmos famosos, para nos livramos” da lei da morte” tudo fazemos, de todos os sacrifícios somos capazes, querermos ser famosos, faz-nos ser audazes
Vasco da Gama ficou famoso por ter conseguido ir à Índia, mas fala-se menos dos custos, de quantas vidas foram perdidas, de quantos filhos ficaram órfãos, de quantas mães perderam os filhos, de quantas noivas ficaram por casar, de quantas mulheres ficaram sem marido
No regresso da sua primeira viagem, o seu irmão, Paulo da Gama, adoeceu, diz-se com o mal de Luanda, (o escorbuto) outra designação, porque tanto as naus que saíam de Lisboa, em direção à Índia, como as que saíam da Índia em direção a Lisboa, antes de chegarem a Luanda, já todos os alimentos frescos tinham acabado, quase tudo já estava estragado, e a doença aparecia
O irmão tentou salvá-lo, ordenou que se dirigissem para a Ilha Terceira, para Angra do Heroísmo, sendo que a uma das naus foi dada ordem de que seguisse para Lisboa, para darem a boa nova ao Rei
Não resistiu, chegou morto ou muito doente, ficou sepultado na Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, no meio do Atlântico, foi o preço pago por ter tido a oportunidade de participar na primeira viagem à índia
Os anónimos, os que não têm nome, aqueles que ninguém sabe quem são não tiveram tanta sorte, não tiveram sepulturas eternas, foram atirados ao mar.
Continua
Bom dia caro Amigo.
ResponderExcluirO império foi uma ilusão megalómana. Conquistámos o mundo e esquecemos a nossa casa que tão desarrumada anda hoje.
Um abraço
Parece-me que esteve sempre muito desarrumada, porque gostamos mais de viajar e conhecer todo o mundo, do que arrumar-mos o nosso cantinho.
ExcluirBom dia, caro Amigo.
Um abraço
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Grande Epopeia José
ResponderExcluire sem dúvidas que há por aí
uma costela de Cronista
Bom de ler, que dos anónimos, não reza a História.
Bom resto de Semana pra vocês.
A História é feita por todos, mas só alguns é que são lembrados.
ExcluirBom dia para vocês, com saúde e alegria, João.
Os anónimos nunca passaram disso mesmo...carne para canhão. A estória promete.
ResponderExcluirCumprimentos poéticos
Muito obrigado pelas encorajadoras palavras.
ExcluirBom dia.
Cumprimentos
Um relato tão verdadeiro da nossa história
ResponderExcluirBeijinhos, José
Feliz Dia
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Somos uns conquistadores
ResponderExcluirConquistámos tudo o que havia para conquistar.
ExcluirA nossa história é realmente surpreendente e muitas das vezes nem damos valor... Grata pela partilha!
ResponderExcluirTemos uma história tão rica, que muitos de nós nem a saberá avaliar.
ExcluirFeliz noite, Beatriz!
"imenso mar, se pudesses falar, muito poderias dizer, sobre a bravura dos portugueses!" Gostei muito da partilha, José.
ResponderExcluirBelo povo, bravo, intrépido, corajoso! O apelo do imenso mar, a paixão pela descoberta, a curiosidade pelo desconhecido! Somos um povo do mar e das estrelas.
Obrigada pela sua partilha que me relembra de que somos um belo povo, o português!
Noite feliz José.
Beijinhos
Somos um povo com muita curiosidade e capaz de abraçar todos os povos.
ExcluirTambém lhe desejo uma noite muito feliz, Mafalda.
Beijinhos
Foram um grande empreendimento. O maior, naquela época!
ResponderExcluirBom dia e bom fim-de-semana.
ExcluirDevemos ter orgulho na nossa História, não fomos melhores nem piores, mas fômos diferentes.
Saúde, paz e alegria.
Sempre gostei muito desta parte da nossa história, os descobrimentos. (Para além da romanização da península ibérica)
ResponderExcluirExcelente fim de semana.
Foi o nosso período aureo.
ExcluirBom fim-de-semana e boa Primavera.
Para tantas conquistas foi preciso muito sofrimento. Gostei muito desta crónica.
ResponderExcluirBom domingo José
Beijinhos
Fico contente por ter gostado.
ExcluirBoa tarde, Manu!
Beijinhos
A História é feita por todos nós, mas nos livros só cabem os que os historiadores acham que foram os mais importantes, e nem todos o foram.
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