A sedutora
Lisboa! A sedutora
18
O irmão mais novo do patrão também não resistiu à sedução da linda Lisboa, deixou o Alentejo, a mulher e a filha, para ir trabalhar com os irmãos, reunidos de novo, como na juventude, agora, para trabalharem todos nos tapetes
Em casa do caixeiro-viajante, que vendia as peças de cairo, fabricadas em Cortegaça, vivia, também, uma sobrinha, não tinham filhos
Tinha menos um ano que o empregado, estava sempre pronta para ir entregar os tapetes feitos pela tia e levar novos tapetes para ela fazer
Estava apaixonada por ele, mas vendo que não era correspondida, um dia agarrou-se a ele
e beijou-o, foi um momento muito triste, teve de lhe dizer que tinha uma namorada e que em breve se iriam casar
Teve muita pena dela, por ver que era mais uma jovem, a viver com os tios, sem perspetivas de futuro, de vida, “presa num rés-do-hão” à espera de um coração, que a libertasse, que lhe desse asas para viver, ter uma família, ter filhos …..
Tinha de continuar a estudar, foi matricular-se para o novo ano escolar, na mesma Escola
Quando foi da apresentação havia uma nova cara, tinham um novo professor de matemática, um militar, juiz do tribunal militar, muito preocupado com a grande percentagem de analfabetos
Disse que a televisão poderia ser utilizada para alfabetizar, em massa, mas que ninguém fazia nada
Estava muito empenhado em que tivessem bons resultados. Por isso, estava disponível todos os sábados à tarde e domingos das 9 às 12 horas, para tirar todas as dúvidas a quem quisesse e pudesse comparecer
Dizia que a matemática não era nenhum bicho-de-sete cabeças, e que as expressões algébricas, que ocupavam todo o quadro preto, não passavam de somas, subtrações, multiplicações e divisões
No dia em que foi fazer a prova escrita de matemática as carteiras tinham panfletos a anunciarem o início do ensino de uma nova matemática, quem estivesse interessado, no ato da matricula do novo ano escolar, deveria dizer que queria frequentar as aulas da nova matemática
Aquando da inscrição para fazer, novamente, o exame do primeiro ciclo. Dirigiu-se ao Liceu Passos Manuel, onde já tinha o processo do ano anterior
Passados alguns dias tinha de ir confirmar em que Liceu é que estava colocado, porque nem sempre ficavam colocados nos Liceus onde se inscreviam
Tinha sido transferido para o Liceu Camões, considerado o Liceu mais exigente de Lisboa.
Continua
Tempos de luta diária em boas memórias José
ResponderExcluirBelo dia com alegria pra vocês.
Bom dia, João!
ExcluirTempos difíceis que esperamos não voltem.
Um bom dia para vocês com saúde e alegria.
Tempos de muitas lutas, e não se podia abrir a boca.
ExcluirBoa quinta-feira para vocês, com saúde e alegria, João.
O Liceu Camões ainda hoje mantém o nome. Está finalmente quase recuperado. Nunca tinha tido reparações adequadas desde os tempos narrados neste capítulo da sua história.
ResponderExcluirDia feliz José
Acho que continua a ser uma escola de referência.
ExcluirBom dia, Isa
Exames! Tantos fins, também, desde a 4ª classe. Saúde e paz e que lhe corra bem o exame.
ResponderExcluirNem sempre correram bem, porque queria recuperar o tempo perdido, queimando etapas.
ExcluirBoa quinta-feira, com saúde e alegria.
Grata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirFeliz dia, Zé!
Suspense....Sairá aprovação no exame?
ResponderExcluirUm dia bom, José.
Estou a tentar " prender" os leitores, no próximo capítulo, saberemos.
ExcluirUm bom resto de dia, Isabel.
Adoro estas memórias, José ... muitas delas tão presente na minha infância
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado, recordar é viver!
ExcluirBoa tarde, Luísa!
Beijinhos
Um professor com "P" grande!
ResponderExcluirUma boa tarde, de primavera antecipada
Sem dúvida, um grande professor!
ExcluirTambém lhe desejo uma boa tarde.
Obrigada pela partilha
ResponderExcluirMuito obrigado pela visita!
ExcluirFeliz noite, Di!
Beijinhos
Quantos dos nossos jovens de hoje estariam dispostos a essa luta diária?
ResponderExcluirBom fim-de-semana José
Não sei a resposta. Mas se tivessem de deixar a casa dos pais, aos 10 anos, para ganharem para comerem, com horários de trabalho de 15 ou 16 horas diárias, talvez lutassem por uma vida melhor.
ExcluirTambém te desejo um bom fim-de-semana, Isabel.
é uma sedução infinita beijinhos e dias felizes
ResponderExcluirSem dúvida! Por os séculos fora, tem seduzido muita gente.
ExcluirBom fim-de-semana, Ana!
Beijinhos
A leitura desta história no passado, mesmo que recente, parece-me menos difícil do que era na realidade.
ResponderExcluirEsta história passa-se nos anos 60, e tem muito de realidade. Há quem tenha tido histórias mais difíceis, dependeu muito dos protagonistas principalmente dos patrões.
ExcluirBom fim-de-semana.
Outros tempos, de muitas lutas e desafios. Mas no fundo, hoje muitas vezes as coisas continuam assim, embora noutros moldes. Gosto muito destas tuas crónicas, José! Beijinhos, um bom domingo!
ResponderExcluirMuito obrigado.
ExcluirBom domingo e boa semana, Sandra!
Beijinhos
Memórias de tempos de luta, ilusões e desilusões.
ResponderExcluirGrata pela partilha.
Beijinhos José
Muito obrigado!
ExcluirFeliz resto de dia, Manu.
Beijinhos
Estou a adorar esta sua "blogonovela"...
ResponderExcluirResto de um bom dia
Bj
Fico contente por estar a gostar.
ExcluirTambém lhe desejo um bom resto de dia.
Beijinhos