Abandono!
Abandono!
Chamas venenosas por todas as encostas
Aceleradas pelo vento, matam tudo por onde passam
As pessoas assistem, indefesas, ao roubo de bens e vidas
Rezam, mas as chamas não as ouvem e continuam com as suas investidas
As lágrimas sulcam-lhes as faces e inundam as rugas
Como se quisessem apagar as chamas
Arderam os animais, as plantas, as casas e as camas
O trabalho de muitas vidas, em pouco tempo, desaparecido
Nos choros sustidos, afogam-se os gritos, para não magoarem os sentidos
Corpos abandonados, às dores, vagueiam no fumo espesso dos horrores
Um silêncio aterrador inunda os campos ardidos
Todos os anos se repetem as tragédias dos incêndios
Abandonados e vergados pelos anos não conseguem retomar a vida
Se ninguém os ajudar, em breve vão definhar
Ninguém aguenta voltar a perder tudo quando se estava a reerguer
Os políticos papagueiam, como se soubessem tuto
Têm o seu sustento garantido, com o rendimento certo ao fim do mês
Saberão quão duro é arrancar, da pouca e pobre terra, o sustento?
Não é com palavreado, nem discurso estafado, muito bem preparado
Mas com muito trabalho, suado, à chuva, ao frio, ao sol
Sob o peso dos impostos
Para um dia perderem tudo
Que, para muitos, é nada!
Uns tarecos velhos, sem utilidade
Para os que vivem em palácios
Que conhecem o mundo
Que nunca precisaram de contar os cêntimos
Que não sabem nada
Do trabalho necessário, para produzir os seus alimentos.
José Silva Costa
Tão verdade e tão triste, José!
ResponderExcluirContinuação de Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBom dia, Zé!
Tão real, tão verdadeiro, e embora nos fale de tragédia não deixa de ser um belo texto.
ResponderExcluirTem um bom dia José
Bj
Muito obrigado!
ExcluirBom dia, também, para ti.
.
ResponderExcluirBom dia!
ExcluirBeijinhos
Uma enorme tristeza!!!
ResponderExcluirSem dúvida! As pessoas sentem-se abandonadas.
ExcluirBom dia!
Beijinhos
Há muitos culpados no meio disto...a floresta é um caos onde o fogo é um mero interveniente...a solução vai demorar anos a implantar...será que haverá coragem para isso? É que a solução vai tocar em muitos interesses...abraço e dia tranquilo
ResponderExcluirTem toda a razão! Uma boa pergunta, para a qual ninguém tem uma resposta.
ExcluirUm abraço e resto de um bom dia.
O flagelo que não tende a melhorar. Sonhos reduzidos a cinzas.
ResponderExcluirExcelente partilha, meu amigo.
Muito obrigado!
ExcluirBoa tarde!
Beijinhos
beijinhos, José
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Ana!
Beijinhos
Oh ... tão triste e tão verdadeiro!
ResponderExcluirAté dói, José!
Beijinhos
Feliz Dia
Uma grande tristeza!
ExcluirResto de dia feliz, Luísa!
Beijinhos
Tristeza a cada Verão José...
ResponderExcluirBoa e bela tarde pra vocês.
Todos os anos esta calamidade!
ExcluirBom resto de dia para vocês, com saúde e alegria.
No caso dos incêndios parece-me que há muito para fazer mas não me parece que os resultados sejam visíveis de um ano para o outro. Há que mudar muita coisa mas a resistência é muita e não é só política.
ResponderExcluirEstou totalmente de acordo.
ExcluirBoa noite.
Uma realidade tão cruel!
ResponderExcluirObrigada José!
Tenha um bom dia!
Tantas pessoas com as vidas queimadas!
ExcluirBoa trade e bom fim-de-semana, Ana!
Para quando as reformas no território que tanto são precisas?!
ResponderExcluirBom fim de semana! Abraço!
As reformas dão trabalho, e os políticos gostam é de falar.
ExcluirTambém lhe desejo um bom fim-de-semana!
Um abraço.
É preciso ser uma espécie especial de frio para não sentir empatia por o que estas pessoas passaram. Forte poema, José. um bom Domingo
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBom domingo.
Palavras tão sentidas. Esta crueldade gratuita não devia existir.
ResponderExcluirTerça-feira feliz.
É muito triste ver as pessoas a perderem o trabalho de vidas: o delas e o herdado.
ExcluirTambém lhe desejo uma terça-feira feliz.