Pais (8)
Pais (8)
A todos prometeram que voltariam em breve, com mais tempo, talvez nas férias do Natal, ou nas férias grandes, no verão
A Ana, o Francisco e os filhos ficaram muito felizes, por terem encontrado a família que ainda não conheciam
Os tios e os primos também ficaram contentes por verem os sobrinhos e os primos muito felizes com os pais adotivos
A Inês e o Pedro não compreendiam a razão por que os primos não andavam na escola, como eles
Os pais explicaram-lhes que muitas crianças, cujos pais não tinham possibilidades para que continuassem a estudar, só faziam os estudos obrigatórios, que eram a quarta classe
Na terra dos avós adotivos, já tinham reparado que a vida no campo era muito diferente da da cidade
Mas como eles já não tinham animais para tratarem, apenas tinham umas hortaliças nas hortas, e eles passavam a maior parte do tempo a brincar com os amigos, que viviam no estrangeiro, nunca se tinham apercebido da real dureza da vida no campo
Na terra dos pais biológicos, em contato com os tios e os primos, é que viram como eles chegavam exausto e sujos, depois de um longo dia de trabalho, no campo, tendo, ainda de tratar dos animais, que estavam presos!
Começaram a dar mais atenção ao que se passava no campo e na cidade, não compreendendo a razão por que é que os trabalhadores do campo não eram valorizados, mesmo trabalhando mais horas e fazendo trabalhos mais duros
A Ana e o Francisco disseram-lhes que as desigualdades eram as grandes responsáveis pela desertificação do interior, todos queriam ir para as grandes cidades, onde os trabalhos eram mais leves, trabalhavam menos horas e tinham um ordenado certo no fim do mês, sabiam com o que poderiam contar
No campo tinham muito trabalho na preparação da terra, nas sementeiras, não sabendo o que colheriam, porque uma intempere podia estragar tudo
Com o início da guerra colonial, os rapazes que voltavam da guerra, já não queriam voltar para as suas terras
Os que não conseguiam emprego nas grandes cidades, começaram a emigrar
Dizendo-lhes que eram os filhos desses emigrantes, que brincavam com eles, na terra dos avós, quando iam para lá passar as férias de verão.
Continua.
grandes verdades. beijinhos e dia feliz
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBom dia, Ana!
Beijinhos
Bom fim de Semana pra vocês
Excluirbom dia com alegria
e cuidados acrescidos José
Bom dia , João!
ExcluirUm bom fim-de-semana, também, para vocês com saúde e alegria.
A vida é mesmo assim
ResponderExcluirdiferentes mas iguais
como dizem agora
Bom resto de Semana pra vocês
bom dia
e com primavera de aqui por companhia ´.*`)
Acho que, iguais com muitas desigualdades!
ExcluirBoa tarde, com saúde e alegria, para vocês.
Quando li a passagem da vida do campo, bateu no peito saudades da minha infância.
ResponderExcluirNum contexto diferente, é certo, mas eu adoro campo e remete-me para a minha meninice.
Beijinhos
É uma vida de liberdade e muitas aventuras!
ExcluirBoa tarde e beijinhos.
Agora fez-me lembras quando eu era pequena e ia passar férias a casa dos meus avós paternos, numa pequena aldeia na Serra da Estrela.
ResponderExcluirLembro-me de ter começado a tomar consciência dessa desigualdade muito cedo.
As poucas crianças que lá havia, ajudavam no campo, cuidavam dos animais, acendiam a lareira para fazer a comida em lume de lenha ...
Olhavam para mim como se eu fosse uma "princesa". Mas a verdade é que nessa altura eles já sabiam mais da vida e da sua dureza do que eu .
Bj
Aprendiam cedo o que era comer o pão que diabo amassou.
ExcluirBoa tarde e beijinhos.
Naqueles invernos em que choviam semanas inteiras, se não trabalhavam não ganhavam.
ResponderExcluirExcelente quinta-feira 🍀🌻
Foram tempos de muita miséria e fome!
ExcluirTambém lhe desejo uma excelente quinta-feira.
Dia Feliz, José!
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa tarde, Zé!
Excelente partilha José!
ResponderExcluirUma verdadeira aula dada de uma forma tão subtil através deste magnífico texto!
Muito obrigada
Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirFeliz resto de dia!
Hoje em dia já nem tanto. Mas nos anos 40/5060/70- um pouco diferente a seguir ao 25 de Abril, em Portugal, fazer a 4ª classe era quase um luxo
ResponderExcluir.
Saudações cordiais
.
.
Sem dúvida! Na minha terra, quando fiz a quarta classe, em 1955, poucas pessoas sabiam ler.
ExcluirMuito obrigado pela visita.
Cumprimentos
Estou a lembrar-me destes tempos, José
ResponderExcluirE estou a adorar
Beijinhos
Boa Noite
Recordar é viver!
ExcluirBoa noite, Luísa!
Beijinhos
Adorava passar as férias grandes em casa dos avós, mesmo sendo da mesma idade da prima, eu era diferente em tudo, na roupa no jeito, de modo que era a menina de Lisboa...eu sentia- me igual, e queria ser igual, era muito mais divertido.
ResponderExcluirBeijinhos
As férias, nas casas dos avós, são maravilhosas!
ExcluirBoa noite, Di!
Beijinhos
O meu caro Amigo escreve na terra com a terra mais verdadeira.
ResponderExcluirTudo era lavrado como conta. Gosto muito.
Um grande abraço.
Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirBom dia e um Abraço, caro Amigo.
Visão de realidades/perspectivas de vida diferente...
ResponderExcluirVamos aguardar pela a continuação...
Beijinhos e um dia Feliz!
Foi a falta de desenvolvimento e de perspectivas de uma vida melhor, que fizeram com que abandonássemos as nossas terras.
ExcluirBoa tarde e beijinhos!
Quase que me escapava este episódio, e isso é que não pode ser!
ResponderExcluirAs diferenças gritantes com tão poucos quilômetros de distância. Esperemos pelo próximo capítulo.
Bom fim de semana José
Diferenças e desigualdades, que fizeram com que abandonássemos as nossas terras.
ExcluirBom fim-de-semana, Isabel.
Passaram os anos, mas parece não ter mudado muita coisa...
ResponderExcluirBom fim de semana José.
Infelizmente, o interior continua abandonado. Os políticos só passam por lá nas campanhas eleitorais.
ExcluirBom fim-de-semana, Isa.
Desigualdades entre a vida no campo e da cidade, que ainda hoje se verificam.
ResponderExcluirBoa noite
Beijinhos José
Infelizmente, as desigualdades continuam a aumentar, em vez de reduzirem.
ExcluirFeliz resto de noite, Manu!
Beijinhos
Ainda hoje, emigrar acaba por ser uma das melhores soluções para se poder ter alguma segurança financeira e estabilidade. Os anos passaram e a coisa continua...
ResponderExcluirAdoro estas crónicas, obrigada por estares a fazer estas partilhas connosco! Beijinhos, um bom domingo!
Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirInfelizmente, temos de continuar a calcorrear o mundo, à procura de melhores condições de vida.
Bom domingo e beijinhos, Sandra!
Com o tempo, tornou-se banal a fuga do campo. Diria que o próprio tempo vai tornar novamente banal o regresso ao dito. A longo prazo, a vida numa cidade é bem desgastante.
ResponderExcluirUm feliz dia.
Abraço.
Concordo consigo, à medida que o fosso entre o campo e cidade se esbater, devido às tecnologias, as pessoas voltarão ao campo.
ExcluirBoa semana, João!
Um abraço
também eu ficcionei a casa dos meus avós... que recordações belas e especiais! um prazer conhecer o seu blogue José :) saudações, Pedro
ResponderExcluirMuito obrigado pelas suas amáveis palavras!
ExcluirBom fim-de-semana, Pedro!
Um abraço