Amor & Guerra (22)

Amor & guerra (22)


 


O Carlos surpreendeu os terapeutas e os médicos. Em Alcoitão, em poucos dias adaptou-se à prótese, e começou andar sem o apoio das canadianas. Quiseram perceber o que é que tinha contribuído para um empenhamento tão grande


Disse-lhes que a motivação vinha do filho e da namorada. Tinha de começar uma vida nova, sair do hospital, ir viver com eles, trabalhar, esquecer aqueles dolorosos tempos


No Hospital militar, sabendo da extraordinária adaptação, os médicos informaram-no de que lhe iriam dar alta


Queria muito informar, a Miquelina, das boas notícias. Mas, infelizmente, os pais dela não tinham telefone, escreveu-lhe uma carta


Com o fim da recuperação, começavam as preocupações com o futuro. Assim que tivesse alta, iria falar com os ex-patrões da namorada, saber se lhe arranjariam emprego, onde seria o local de trabalho, qual a renumeração, para poderem organizar a vida, a três


Mal teve alta, foi tratar de saber sobre o emprego. Foi muito bem recebido, pelos ex-patrões da Miquelina, que ficaram muito felizes por, finalmente, poder ir viver com a Miquelina e o Miguel.


Desejaram, muitas felicidades, para os três e entregaram-lhe uma carta, para apresentar na sede do Banco, para onde, certamente iria trabalhar


Agradeceu-lhes tudo o que tinham feito pela Miquelina, o Miguel e ele, que nunca esqueceria o muito que lhes devia


Dirigiu-se para o Banco, onde foi recebido pelo diretor do departamento de pessoal que, depois de saber da deficiência do Carlos, lhe perguntou se gostaria de ser telefonista


Carlos disse-lhe que seria ótimo, atendendo ao problema que tinha na perna esquerda


Disse-lhe para se apresentar, ao trabalho, no início do mês seguinte, e que não se preocupasse com o desempenho do cargo, porque lhe seria dado um curso de formação profissional


Ficou tão contente que só queria informar a Miquelina. Dirigiu-se para a estação ferroviária de Santa Apolónia, para apanhar o comboio, para Braga


 


No início da década de 70, apesar do esforço com a guerra, as entidades financeiras e as grandes empresas registavam um bom momento. Quase todos os dias havia aumentos de capital, os Bancos todos os dias admitiam pessoal!


Junto dos emigrantes, os Bancos nacionais angariavam muitas divisas, todos queriam enviar as poupanças para Portugal, com a esperança de construírem uma casa


A 6 de Janeiro de 1973, iniciou-se a publicação do semanário Expresso


A 19 de Abril de 1973, em Bad  Münstereifel, na Alemanha,  foi criado o  Partido Socialista.


Continua.


 


     


 


 


 


 

Comentários

  1. Foram anos ambíguos, ao mesmo tempo que se criavam postos de trabalho e a banca se abria, outros tinham de sair do país para terem algo mais.

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    1. E, era o dinheiro dos que saíam, que trabalhavam noite e dia, que ajudava o país a florir.
      Feliz resto de dia!
      Beijinhos

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  2. Havia uma inflação controlada e a primeira assinalável subida do preço da gasolina, com filas enormes a abastecer.
    Falta um ano...

    Sempre bom.
    Um abraço

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    1. Grato pelo extraordinário contributo, ajudando-nos a situarmo-nos na época!
      Feliz resto de dia.
      Um abraço

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  3. Grata por mais uma Excelente partilha, José! :))
    Dia Feliz!

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  4. Parabéns ao Carlos e a si, José. Saúde para todos.

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    1. Muito brigado, Francisco! Todos lhe estão muito gratos, pelos parabéns e pelos votos de Saúde.

      Feliz resto de dia, com saúde e alegria.

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  5. Mais uma excelente continuação ... tão grata José

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  6. Tempo em que os bancos eram mesmo bancos...hoje são apenas sugadores dos clientes...:(((( abraço

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    1. Naquele tempo, tinham muito onde ir buscar dinheiro. Hoje, é taxas e taxinhas.

      Um abraço

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  7. Há pessoas que são uma verdadeira força da natureza, sem dúvida.
    Beijinhos

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  8. E cá ficarei à espera da continuação! Escreves tão bem José, quase imagino todos estes teus textos reunidos num livro! Um abraço de amizade e admiração! Boa noite, amigo

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    1. Hoje, continua.
      Bom dia, Sandra! Muito obrigado, pelas tuas amáveis palavras. E, que dizer do que escreves? Um a escrita que nos embala, que nos faz pensar, que nos deixa em paz.
      Um feliz dia para ti, muitos beijinhos.

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  9. Adoro quando as histórias começam a ter rumos maravilhosos.
    Lembro-me de ver uma série: as telefonistas e gostar bantante..uau até dá que pensar na mudança dos tempos.

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