Amor & guerra (20)
Amor & guerra (20)
Para os pais da Miquelina foi um grande choque, saberem que o futuro genro tinha uma perna amputada, mas nunca o demonstraram à filha. Sempre com palavras animadoras foram-lhe dizendo que podia muito bem fazer uma vida normal e que poderiam ser muito felizes os três
Ficaram animados quando a filha lhes disse que os antigos patrões lhe prometeram que arranjavam um emprego para o Carlos. Regozijaram-se por haver pessoas tão boas
Passaram a viver em função da filha e do neto. Queriam aproveitar a estarem com eles o máximo de tem possível. Sabiam que quando fossem para Lisboa, raramente os veriam
Estava a começar uma época em que os pais só conviviam com os filhos, enquanto não eram autónomos, depois mal os viam, porque iam para as grandes cidades, ou para o estrangeiro
O fim da segunda guerra mundial veio impor um novo ritmo, com a Europa destruída, foi preciso muita mão-de-obra, para a reconstruir. Por isso é que os países fechavam os olhos à emigração clandestina, às desumanas condições em que os portugueses trabalhavam e viviam, nos países para onde fugiam, a salto
Portugal ficou sem a sua juventude, os que não estavam na guerra, estavam no estrangeiro Mas, os governantes, também nada faziam para estancar essa sangria, porque as divisas, canalizadas para o país, eram preciosas para continuarem a alimentar a guerra em Angola, na Guiné e em Moçambique
Em Angola, nalgumas cidades, a euforia continuava, a grande quantidade de jovens europeus, fazia com que os negócios florissem, que a vida social ganhasse um novo brilho, os grandes eventos continuavam de-vento-em-popa, como acontecia com o grande prémio de automobilismo: ” as seis horas de Nova Lisboa”
A Bárbara nuca mais pensou em ir para a Metrópole. Quase todos os dias, ela e o Firmino eram convidados para festas, onde se exibia a bela vida de quem não lhe falta nada, nem tem mais nada para fazer, onde o clima convida ao prazer
Continuavam a viver: “Naquele ingano d` alma ledo e cego
Que a fortuna não deixa durar muito….” (1,2)
Em Lisboa, O general António de Spínola, publica o seu livro
: “ Portugal E O Futuro”, onde expõe as suas ideias para a solução da guerra, nas colónias, dando a entender que tínhamos de procurar outras opções.
(1) Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, canto III, estância 120
(2) Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, Acto primeiro, Cena 1
Continua.
Em Moçambique
ResponderExcluirtambém viviam tal como nós agora
e ficava-se basbaque
no encanto que encontrei, e apercebi
Bom dia
bom fim de Semana
com alegria
e saúde da boa pra vocês José.
Nas cidades era uma bela vida! No mato é que elas zuniam.
ExcluirBom fim-de-semana para vocês, com saúde e alegria, João!
Um país em mudanças, pena não serem as melhores.
ResponderExcluirOs partos são, sempre, difíceis!
ExcluirBom fim-de-semana!
Beijinhos
Estamos a chegar à queda do Império, um pouco semelhante, neste enredo, à do bizantino.
ResponderExcluirAguardemos o que aí vem.
Um bom fim de semana caro Amigo.
Um abraço.
Muito obrigado pela visita.
ExcluirCaro amigo, também lhe desejo um bom fim-de-semana.
Um abraço
Grata por mais esta Excelente partilha, José! :))
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado, Zé!
ExcluirBom sábado!
Bom fim de semana
ResponderExcluirTambém te desejo um bom fim-de-semana!
ExcluirPois é...o livro do Spínola foi a pedra que agitou o charco...:)))) abraço e bom fim-de-semana
ResponderExcluirFoi mais um contributo para o fim do Império, coisa que ele não queria.
ExcluirBom fim-de-semana.
Um abraço
Lembro-me muito bem desta fase José
ResponderExcluirMuitos amigos meus emigraram ... muitas pais ficaram sem os seus filhos
Estou a adorar reviver tudo
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado pelas tuas encorajadoras palavras, Luísa!
ExcluirFeliz resto de dia!
Beijinhos.
Excelente, amigo José. As grandes mudanças. as corridas de automóveis em Nova Lisboa, que não deviam ser muito diferentes das de Sá da Bandeira e do Lobito, Os Dinizes Futebol Clude de Salazar, as misses de Portugal de Moçâmedes O casino de Nossa Senhora do Monte do Lubango, O Cristo Rei no alto da Leba, o acesso à Tundavala.
ResponderExcluirGrandes recordações, amigo.
Bom fim-de-semana.
grande Abraço
Um mundo que estava a acabar!
ExcluirFeliz fim-de-semana.
Um abraço
Bem, votos de saúde para todos... que "Abril" está a chegar...
ResponderExcluirCom Abril, nem todos irão escapar!
ExcluirBoa semana, com saúde e alegria.
Tempos difíceis.
ResponderExcluirObrigada por estas maravilhosas partilhas José :)
Eu é que agradeço as visitas!
Excluir