Amor & guerra (8)
Amor & Guerra (8)
O Januário sentou-se ao lado do condutor do jeep, como se fosse buscar a mulher e a filha à maternidade
A freira não sabia do que se tratava, por isso perguntou-lhe o que desejava, vimos buscar a Bárbara e a Sara
A Bárbara ficou admirada de ter sido ele o escalado para a ir buscar, uma vez que antes do parto se justificava a sua presença, caso houvesse necessidade de intervir, se acontecesse algum problema, mas agora não!
O Januário abriu a porta do jeep, pegou na Sara, enquanto a Bárbara entrou e se sentou, deu-
lhe os parabéns por ter uma filha muito bonita
Durante a viagem trocaram algumas palavras sobre o parto, poucas!
O Januário queria pedir-lhe namoro, dizer quanto gostava dela e afiançar-lhe que a ajudaria a criar a linda Sara, como se ela fosse filha dele
A Bárbara ficou muito agradada com os modos e as palavras do Januário, ficando com a pulga atrás da orelha, sobre o interesse nela
Também o seu coração vibrou, quando o Januário abriu a porta do jeep e pegou na Sara, como se fosse sua filha
Por todo o país, em todos os quartéis, eram formados soldados, sargentos e oficiais. O Governo queria ocupar a Colónias quanto antes, porque já se sabia, que mais tarde ou mais cedo a guerra começaria na Guiné e Moçambique
Em Janeiro de 1963 começou a guerra na Guiné, desde o início se viu que era muito mais agressiva que em Angola. Estavam bem armados, tinham o apoio da Guiné Conácri, para onde fugiam, após os combates
Nalguns postos fronteiriços, não permitiam que saíssemos dos abrigos subterrâneos, porque mal aparecíamos à superfície, choviam granadas de morteiro
Na Metrópole, as mulheres começavam a ocupar os empregos, que antes só eram ocupados pelos homens. Com o constante embarque de homens, para as frentes de combate, a mão-de-obra começava a faltar, fazendo com que os patrões tivessem de recorrer ao trabalho feminino
A Bárbara foi registar a filha, teve de se fazer acompanhar de duas testemunhas, porque naquele tempo, para se registar um filho, eram precisas testemunhas, normalmente os padrinhos
Quando lhe perguntaram o nome do pai disse o que tinha acontecido, fazendo com que fosse registada como filha de pai incógnito
Aquele, pai incógnito, entristeceu a Bárbara, fazendo com que durante a viagem, entre o Registo Civil e a sua residência, tivesse pensado nos muitos filhos de pais incógnitos, que aquela guerra, faria.
Continua
Muito obrigado!
ResponderExcluirFeliz Páscoa!
Boa Páscoa José...:)) abraço
ResponderExcluirTambém lhe desejo uma feliz Páscoa!
ExcluirUm abraço.
Mais uma Excelente partilha, José!
ResponderExcluirDia Feliz!
Grato pela presença e interesse!
ExcluirFeliz fim-de-semana Pascal!
Fez agora 50 anos que foram admitidas as primeiras mulheres-polícia.
ResponderExcluirCreio que só em Lisboa, com funções administrativas ou de orientação do trânsito.
Sempre de saias...
Um abraço!
Quanto o Mundo mudou, em meio século!
ExcluirUm abraço!
Ora aí está! Como a narrativa continua interessante. Páscoa feliz, com muita saúde.
ResponderExcluirGrato pela visita e interesse na narrativa.
ExcluirFeliz páscoa, com saúde e alegria.
Continua a ser um belo retrato da nossa história.
ResponderExcluirFeliz Páscoa.
Muito obrigado!
ExcluirResto de bom domingo de Páscoa, Isabel!
Pobre Januário..estava torcendo por ele.
ResponderExcluirÉ muito bonito o coração dos seres que têm estas ações e desejam fazer felizes alguém de coração partido.
Tinham aspirações e opiniões muito diferentes.
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