À moda antiga
Como antigamente
Sorrir nas esquinas do medo
Não te poder beijar tão cedo
Quando te conto o segredo!
Abrir os braços e apertar-te com um dedo
Vamos contar as estrelas para afastar o degredo
Amanhã continuamos com este enredo
Namorar à distância, cada um no seu prédio
Com uma rua a separar-nos, como remédio
Só os nossos olhares se podem beijar e abraçar
Estes tempos vão passar
Depois voltaremos a andar agarradinhos
Segredar sozinhos
Sem que nos possam acusar
Das recomendações não respeitar
Vamos, à varanda, continuar a namorar
Como antiguamente, sem nos podermos tocar
As vizinhas, sempre, as espreitar
Para depois irem contar, coscuvilhar
Como se elas não tivessem feito o mesmo!
Tem sido assim ao longo dos séculos
Com mais ou menos liberdade
Com mais ou menos igualdade
Com mais ou menos roupa
Numa ou noutra era mais louca
Porque o amor são borboletas a voar
Que não nos deixam sossegar
Que nos fazem faltar o ar
E, do primeiro beijo, nem falar!
José Silva Costa
Assim são estes tempos que vivemos, e que o teu poema tão bem reflete! Paciência, haja paz, haja saúde! Um dia tranquilo, meu amigo, beijinhos
ResponderExcluirAgradeço as tuas amáveis palavras! Temos de nos adaptarmos aos tempos, tentando não contribuir para aumentar a pressão nos hospitais.
ExcluirUma feliz noite!
Beijinhos
Êláááááááá´
ResponderExcluirinspirador sempre em flor
Bom dia com alegria José.
Mesmo à distância temos de continuar a namorar!
ExcluirFeliz noite para vocês!
Este foi dos melhores .-)
ResponderExcluirGrande Abraço,
P.S.: hoje nascia Eugénio de Andrade :-)
Muito obrigado!
ExcluirE, nascia um grande poeta!
Um abraço,
"Sorrir nas esquinas do medo / ..." Inspirador! Parabéns.
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBoa noite!
Belo poema, José!
ResponderExcluirQue Melhores dias cheguem rapidamente! :))
Dia Feliz!
Muito obrigado, Zé!
ExcluirOxalá que sim!
Noite feliz!
Oh José, que lindo, encantas com as tuas palavras
ResponderExcluirBeijinhos
Feliz Dia
Oh Luísa, as tuas palavras é que me encantam!
ExcluirFeliz noite!
Beijinhos
Belos velhos tempos, tão bem recordados e imitados nos de agora.
ResponderExcluirMais volta, menos volta, o objetivo é sempre o mesmo: ser feliz!
ExcluirBoa noite!
lindo e doce, adorei. boa noite. beijinhos
ResponderExcluirMuito obrigado, Ana!
ExcluirBeijinhos
Não haverá beijos nos próximos tempos... -.-
ResponderExcluirNada, sempre à distância de mais de dois metros!
ExcluirBoa noite!
O amor em suspenso.
ResponderExcluirMuito bonito
Sem dúvida! Nada escapa a este confinamento.
ExcluirFeliz resto de dia!
Belo poema que retrata uma realidade muito dura, mas também incute esperança de que um dia todos se poderão abraçar e beijar.
ResponderExcluirBoa noite José
Beijinhos
Temos de ter esperança de que vamos vencer esta guerra.
ExcluirBoa noite, Manu!
Beijinhos
Brilhante Poema.
ResponderExcluirRetrata exatamente o que vivemos que mais parece retirado de um livro ou filme.
Insólito, mas verdade. ..estamos a viver assim.
Muito obrigado pelas amáveis palavras.
ExcluirBoa noite!
Sempre o amor...!
ResponderExcluirAbraço, José!
O amor é o motor da vida.
ExcluirUm abraço,