O último helicóptero
As mazelas da guerra
Continuação
A queda do último helicóptero
Todos os azares vinham ter connosco
O último helicóptero, daquela série, avariou
Ficou sem leme, tendo o piloto conseguido imobilizá-lo num morro
Felizmente, não houve feridos: oficiais e piloto saíram ilesos
Para guardar o helicóptero, fomos mobilizados
A seguir ao almoço, um pelotão foi guardá-lo
Ao fim do dia pediram-nos, pelo rádio, para lhes levarmos água
A minha secção foi mobilizada para, ao nascer do sol, sairmos com os garrafões de água que conseguíssemos carregar
Quando chegámos, andavam a lamber o capim
Também tinham utilizado os componentes acrílicos do helicóptero, para durante a noite, captarem alguma água
Ninguém sabia como o tirar dali
O Alferes responsável pela proteção estava preocupado, com aquela operação, e com razão
Do Batalhão só lhe diziam que estavam a estudar o problema
Respondeu-lhes com um ultimato, se não encontrassem uma solução, dentro de um prazo de que não me lembro, o helicóptero seria desmantelado de maneira a ser levado, pelos trabalhadores da fazenda, para as viaturas, que o levariam para o Batalhão
Como não recebeu nenhuma resposta, mobilizou homens e ferramentas para a destruição, do mesmo
Mas, não conseguiram dividir o motor, que era muito pesado
Ordenou que arranjassem paus, para colocarem debaixo de cada bocado, para ver se o conseguiam levantar
Tudo testado, o mais difícil foi gerir aquela operação, pelo morro abaixo, em que alguns não queriam fazer força ou já não aguentavam mais
Estava ultrapassado mais um pesadelo
O Natal estava a chegar, seria a noite mais longa do ano.
Continua
Agruras
ResponderExcluire velhos Haluetes José
que muito jeito davam
Bom dia
bom fim de Semana com alegria
que já há frio, e Sol
soalheiro a cada dia
Se davam! Uma vez, tivemos de pedir que nos fossem indicar onde havia água, porque estávamos, todos, a ficar desidratados, e um foi indicar-nos um rio.
ExcluirUm bom fim-de-semana de outono, para vocês!
Mais um relato muito e de vivos pormenores. Dou-lhe os parabéns por tão boa memória e conseguir narrar tudo tão bem. A referência ao natal dá um toque especial. Muitos beijinhos amigo querido, um lindo dia 🙏🌷🌼
ResponderExcluirMuito obrigado, pelas suas amáveis palavras. O natal, para muitos, é mesmo uma data muito especial. E, o primeiro natal, que passámos em Angola, fez-me sentir essa realidade.
ExcluirBom fim-de-semana!
Beijinhos
Só posso reiterar o prazer de ouvir estes relatos reais, na 1º pessoa. Não creio ter outra oportunidade de o fazer.
ResponderExcluirObrigada.
As tuas reconfortantes palavras ajudam-me a continuar. Não é fácil voltar a viver, tudo, outra vez.
ExcluirBom fim-de-semana!
Grande aventura!
ResponderExcluirFelizmente os tripulantes do helicóptero saíram ilesos.
Bom fim de semana José
Infelizmente, as guerras são feitas de grandes aventuras, que correm mais mal que bem.
ExcluirUm feliz fim-de-semana!
E pensar que os Alouettes ainda fazem acrobacias nos ares.
ResponderExcluirBom relato, José... Mais gente pudesse ler estes episódios e talvez tivessemos mais "H"omens e "M"ulheres de garra na nossa sociedade.
Grande Abraço,
Muito obrigado! Foi uma experiência muito dura.
ExcluirUm Abraço,
Memórias que ficam para sempre frescas...por muitos anos que passem!
ResponderExcluirGostei de ler esta tua realidade do passado!
Abraço.
Fico contente por gostares de ler estes relatos!
ExcluirBom fim-de-semana!
Um abraço
Muito Obrigada pela partilha, José! :))
ResponderExcluirÉ um privilégio poder ler os seus relatos!
Bom fim-de-semana!
Eu é que estou grato, por ver o interesse demonstrado por estes relatos.
ExcluirUm feliz fim-de-semana!
Posso não me expressar aqui publicamente, mas
ResponderExcluircreia que tenho lido tudo com muita atenção. São
memórias de mazelas, de vivências, enfim relatos
de momentos vividos por si e... por nós, enquanto
famílias sofridas, pelos nossos entes queridos.
Está de parabéns, não só pela "lucidez" mas pelo
modo como escreve, que além de nos "prender" a
um monitor (tal qual fosse um livro),ficamos numa
expectativa de querer saber mais e que no final, a
ser escrito como está, pela 1ª. pessoa, felizmente
conseguiu superar a salvo tudo isso... traumático
sem dúvida, mas com vida, para poder transmitir
sentimentos sentidos e que ficam para sempre.
Obrigada pela partilha, peço desculpa (defeito de
comentar pouco) pela extensividade das palavras.
Um abraço amistoso.
Muito obrigado pelas suas amáveis palavras.
ExcluirBom resto de fim-de-semana!
Um abraço