Distanciamento!
Vidas!
Translúcido pôr-do-sol no interior de um mar ofegante
Num rasgo, num sopro, num último esforço tudo toma forma espacial
Com flamínia a soprar o fogo verde da origem
De asas no centro do vento
A sina inscrita nas linhas da minha mão
Na curvatura fértil do colo materno da terra onde
No frenesim das horas que engolem os dias
Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis
No vazio imperfeito das suas rotações
Sondamos os astros
Não ouvimos o rio na margem da corrente
Onde gizamos as linhas do destino do sono
Quando o luar trespassa a nudez dos ossos
Sem vermos de onde sopra o vento azul
As palavras são as veias dos sentidos
Onde arderás na combustão dos tempos
Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos
Por todo o lado
Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades
Nas palavras incendidas
No deserto mar
No fundo dos remorsos
Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas
Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas
E bebem a aurora nos transportes suburbanos.
José Silva Costa
Sentido e inspirado momento José
ResponderExcluirBom dia com alegria, neste Verão sempre de fantasia, pra vocês
Muito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana para vocês!
Belíssimo texto, José!
ResponderExcluirDia Feliz!
Muito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana!
Imsilva@
ResponderExcluirOh José, que belo presente nos trazes
ResponderExcluirLindo, adorei
Beijinhos
Feliz Dia
Muito obrigado! Que bom, teres gostado e considerá-lo um belo presente!
ExcluirDesejo-vos um bom fim-de semana
"Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas
ResponderExcluirE bebem a aurora nos transportes suburbanos."
Versos profundos José
Bom fim de semana!
Sem dúvida! infelizmente, inspirados em factos reais.
ExcluirTambém lhe desejo o bom fim-de-semana.
Também me pareceu José, tanto que consegui ver a imagem na minha mente...
ExcluirOs transportes públicos andam lotados, as mães que têm de ir trabalhar, por vezes levam os filhos, e eu fico surpreendido com a força, que elas têm para carregarem os filhos.
ExcluirBom resto de fim-de-semana.
Afinal, ao contrário do que se disse, a COVID-19 não é assim tão democrática...
ResponderExcluirParece que não! Ainda que os políticos não queiram que associem, a miséria, as habitações precárias e os transportes públicos, onde se viaja como sardinha enlatada, o certo é que algumas dessas freguesias estão em confinamento.
ExcluirUm abraço
Tão lindo e profundo
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirBom fim-de-semana
Muito obrigado! Os transportes suburbanos andam lotados, não há espaço para distanciamento. As mães, quando se trata de carregar os filhos, nem elas sabem onde vão buscar tanta força.
ResponderExcluirBom resto de fim-de-semana.
Conta-me Histórias@
ResponderExcluirParabéns: muita inspiração!
ResponderExcluir" As palavras são as veias dos sentidos"
Muito obrigado!
ExcluirBoa semana
Muito lindo e sentido José :)
ResponderExcluirQue maravilhoso poema que devia ser apreciado pelo mundo inteiro.
Continuação de boa semana.
Muito obrigado!
ExcluirTambém lhe desejo a continuação de boa semana.