Os ditadores

As duas mil e uma Nações!


 


Neste outono seco


Animais e plantas, sedentos


Só sopram maus ventos


As guerras e os seus movimentos


Consomem todos os momentos


Toldam o brilho dos pensamentos


Morrem sem alimentos


As balas furam os monumentos


Os muros correm lentos


As crianças espantam os bombardeamentos


Os ditadores discursam nos Parlamentos


Exaltam os patriotismos bafientos


Os omófagos aplaudem os seus sentimentos


Quem é que compreende estes tentos!


O hospital foi o alvo do bombardeamento


Ninguém ficou lá dentro!


Os egoísmos dos unilateralismos, dos independentismos


Basta um louco para incendiar um povo


É pena que não adiram, com a mesma emoção, às bandeiras da igualdade, fraternidade, solidariedade


Cada quintal com a sua bandeira e a sua fanfarra


Quem é que não quer ser Presidente, seja do que for!


Não fomentem mais guerras


E, se se abraçassem, sem olhar a cores, seja onde for!


José Silva Costa


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Respostas
    1. Muito assustador! Os políticos falam. falam, mas os canhões não param!

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  2. "Abraçassem-se, sem olhar a cores, seja onde for".
    Poema triste para reflectir ... apreciei a última frase e é nela que nos devemos concentrar!!!

    Obrigada José pela partilha!

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    1. Em vez de solidariedade, só vemos egoísmo e racismo.

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  3. Com "poesia" nos vai mostrando a realidade.

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    1. A realidade é muito preocupante! Por todo o lado só vejo gente errante.

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  4. Boa inspiração José
    que este mundo maluco de fobias
    não conta os dias
    da miséria de tempo que tentamos viver

    Bom resto de Semana

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    1. Tem toda a razão! É um mundo de ódios e egoísmos, como se não tivéssemos todos direito à vida.

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  5. Tanta falta de solidariedade por esse mundo fora... :-(

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