Contas
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A luta dos professores serviu para clarificar algumas coisas:
Primeiro, os portugueses não sabem fazer contas! O que não admira, porque quase todos têm negativa à disciplina de matemática
Segundo, só os partidos, que nem eles acreditam que um dia serão chamados a formar Governo, aprovaram, sem condicionantes, a contagem total do tempo de serviço dos professores, porque sabem que nunca lhes será exigido o cumprimento desta aprovação
Terceiro, se António Costa, na próxima legislatura, continuar a ser o primeiro-ministro, não falará mais em contagem do tempo de serviço dos professores, avaliações, nem carreiras, porque o que não tem solução, solucionado está. O melhor é colocar-se-lhe uma pedra em cima, para que não provoque mais confusão
Quanto aos partidos, que prometem inscrever nos seus programas eleitorais, que contarão todo o tempo de serviço dos professores, se houver dinheiro, se fizer bom tempo ……….., já se sabe que nem daqui a cinquenta anos, os professores virão cumprida a sua revindicação .
José Silva Costa
Uma excelente análise à situação!
ResponderExcluirFoi uma luta inglória!
ExcluirPois... infelizmente, há lutas assim!
ExcluirInfelizmente, o PS foi empurrando o assunto até ao fim da legislatura.
ExcluirÉ verdade...
ExcluirFoi uma maneira de aguentar a geringonça.
ExcluirExactamente...
ExcluirAgora, Costa, já veio dizer que não mexe em nada, jogadas!
ExcluirQuando se negoceia, tem de se pedir o todo para aceitar metade. Foi isso que PCP e BE fizeram sempre, daí nada de novo.
ResponderExcluirPor outro lado, não deixo de compreender a justiça das pretensões de todos os empregados do Estado que exigem reposições, e de todos os pensionistas que reclamam das baixas pensões, quando vemos como o sistema bancário é sistematicamente salvo. Não é uma questão de não saberem matemática, caro cheia, é de verem o patrão fazer contas de diminuir sempre para o mesmo lado.
Se concordo com a reposição integral? Não! Mas também não concordo com as classificações actuais das profissões de desgaste rápido ou de alto e moderado risco, nem das respectivas carreiras - e dessa revisão, que deveria ter sido feita profunda e seriamente, ninguém falou ou fala :(
"O de não saberem matemática" é uma forma irónica de dizer como cada qual faz as contas à sua maneira.
ExcluirHá reformas estruturantes, que parece ninguém conseguir fazer, porque tropeçam em interesses, que não querem ou não têm poder para enfrentar.
Concordo com o salvamento do sistema bancário, mas por que razão não penhoraram, a tempo, os bens dos banqueiros?
Porque as contas de menos resvalam sempre para bombordo, nunca para as estrelas e seus offshores...
ExcluirPorque as leis são feitas, por uma minoria, que elegemos e nos deveriam a todos representar, mas só se representam a eles.
ExcluirExacto.
ExcluirE nós deixamos.
Participação nas assembleias de freguesia e municipais? Participação na análise de projectos de lei em consulta? Exigências, perguntas que sejam, aos deputados dos círculos eleitorais?
Não podemos fazer muito; mas nem esse pouco fazemos, parece-me.
Tem razão. Não fazemos, e ainda ouvimos as pessoas dizerem que não se metem em política.
ExcluirTens toda a razão Cheia , nunca haverá reposição do tempo perdido. Foi uma luta como dizes, inglória, mas já se sabia que estava morta a nascença. É injusto? É. Mas não há dinheiro para tanto. E além disso n são só os professores, há todos os outros corpos especiais. Bom domingo.
ResponderExcluirAlém de todos os outros corpos especiais, há também os do setor privado, onde muitos trabalham, muitas horas, por um salário miserável. Não podemos continuar com tantas desigualdades e tanta pobreza!
ExcluirUm bom domingo, também.
Mas, cheia, há duas diferenças que muitos tentam esbater:
Excluir1. O Estado é patrão, a generalidade dos outros patrões é que lhe ficam aquém;
2. Os f.p. são representados em bloco pelos sindicatos, a maioria dos funcionários privados nem a si mesmos se representam.
Já sei, "são os nossos impostos que lhes pagam os salários" - mas pagam-lhes os salários por serviços que nos prestam. E é importante lembrar esta questão, pois é moda dizer que o funcionário público é um parasita: decidam-se se querem um Estado Providência ou se querem que esteja na mão dos privados.
As desigualdades sociais são muitas. Portugal neste e noutros indicadores está mais próximo dos países em vias de desenvolvimento do dos desenvolvidos. Bom domingo.
ExcluirMas, depende do Estado fazer com que os outros não fiquem aquém.
ExcluirLá por "nem a si mesmos se" representarem, não quer dizer que não tenham o direito de viver com dignidade.
Infelizmente, ainda há funcionários públicos, que se atropelam uns aos outros, sem terem nada para fazer.
Sou dos que defendem que deve haver público e privado, mas bem separados: quem tiver dinheiro e quiser ir ao privado, que vá, mas os recursos públicos devem estar ao serviço de todos, nos serviços públicos, por que há quem não tenha escolha.
Quanto melhor forem renumerados os funcionários públicos, melhores serviços teremos. E, no caso dos professores, bem precisamos dos melhores, na escola pública, porque deles depende conseguirmos dar o salto da qualificação, para sairmos da cauda da Europa.
Parece que há pessoas que precisam de milhares de euros, por mês, para viverem, enquanto outros, com poucas centenas têm de sobreviver.
ExcluirDepende, caro cheia, e por isso as regras laborais e os ordenados mínimos. Mais intervenção que esta, como, se dos privados apenas se ouvem os patrões?!
ExcluirRegras laborais, que nem sempre são cumpridas, porque os trabalhadores têm medo de dizer não, com receio de retaliações.
ExcluirÉ verdade. Uns com tanto e cada vez com mais, outros sobrevivem que um.ordenado miserável.
ExcluirÉ a ganância! Quanto mais temos, mais queremos.
ExcluirÉ melhor esquecer!
ResponderExcluirJá foi e não deverá voltar mais!
Feliz Semana!
Vamos esperar, para ver o que o próximo nos trará.
ExcluirAcredito que se resolverá
ResponderExcluire bem mais rápido será
Boa semana José
(não sei que raio se passa
mas não consigo fazer login)
https://anjodaesquina.blogs.sapo.pt/
Oxalá se resolva, bem rápido, porque o que precisamos é ver este país feliz e contente.
ExcluirUma boa semana, quetinha
acho que de uma forma ou outra todos querem apenas ganhar tempo para não terem de assumir claramente antes das eleições que o que é pedido não é possível!
ResponderExcluirAté me admire,que em ano de eleições, Costa, tenha dito que se continuar como primeiro-ministro, vai pôr uma pedra sobre o assunto, não mexendo nem nas carreiras, nem nas avaliações. Governar sem tomar decisões!
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