O encanto das cidades
O encanto das Cidades
Quando os turistas desaguam nas praças das nossas cidades
E ficam de boca aberta com o encanto dos nossos monumentos
Não sabem nem sonham, o que se esconde, por de trás das bonitas fachadas
Muitos idosos, na solidão de quatro paredes, sustentam, com os seus corpos, o desmoronamento das cidades
Já não lhes bastavam as dores, o peso dos anos, o tempo a escoar-se por entre os dedos
Ainda têm de viver com o medo, a incerteza de não saberem o que lhes pode acontecer
Assediados por quem lhes quer roubar o lugar onde nasceram ou onde há muito vivem
Não conseguem, nem nos últimos anos de vida, um momento de paz
Mesmo que a lei os proteja, os fundos de investimento não têm sensibilidade nem rosto
E, quando não aceitam as miseráveis condições em que os querem despejar
Ou quando não há dinheiro que lhes pague o que sente por o seu lugar
Porque saírem de onde têm raízes e alguém que lhes dê atenção
É como condená-los a uma morte antecipada
Então, os novos donos das cidades, recorrem a métodos criminosos
Mandando incendiá-las
Triste tempo deste deslumbramento!
Em que para o vil metal, uma parte da peste grisalha é um impedimento
Para que o resto da peste grisalha calcorreie todo o mundo, a todo o momento
Há qualquer coisa de errado, quando os cabelos prateados não são acarinhados
José Silva Costa
É uma triste realidade!
ResponderExcluirO problema é aceitarmos esses crimes com naturalidade!
ExcluirÉ verdade!
ExcluirComo sempre, os pequemos nada conseguem contra os grandes.
ExcluirTão mas tão verdade!!! Meu Deus, que triste!!!
ResponderExcluirGostei muito da forma como descreveste esta situação.
Vão-nos embrutecendo, até nos tornarem insensíveis. Já ninguém se importa que incendeiem as casas, para se libertarem de inquilinos indesejados.
ExcluirUma sociedade desumana, cruel!😣
ResponderExcluirUma sociedade desumana e criminosa, que não olha a meios, para obter milhões!
ExcluirÉ triste mas é a realidade!
ResponderExcluirInfelizmente, os pobres idosos, nada podem fazer contra o grande capital, que muitas vezes conta com os Governantes, para o ajudar.
ExcluirNão olham aos meios interesseiros
ResponderExcluirconiventes do Estado
tão porreiros
do nosso desagrado...
Bom fim de Semana, que está mesmo frio
Não olham aos meios, só olham para os mealheiros, que os Governates, lhes ajudam a encher.
ExcluirBom domingo, mesmo muito branquinho
Não nos deixamos enganar pelas idades ou por supostas fragilidades, o dinheiro foi sempre o deus desta sociedade!
ResponderExcluirFoi e continua a ser o deus desta sociedade. Mas, alguns idosos têm sido enganados.
ExcluirO dinheiro é a verdadeira ganância e não olha a meios para satisfazer o seu poder... -.-
ResponderExcluirO dinheiro é que manda. As leis, muitas vezes, são feitas pelos seus representantes.
ExcluirOntem vi uma reportagem impressionante sobre isso na SIC: Não percebo como Rui Moreira, um presidente tão presente, atento e conhecedor, ainda desvaloriza isso.
ResponderExcluirParece que o dinheiro fala mais alto. O que os Governantes querem é os centros das cidades revitalizados, bem cheios de turistas a pagarem a taxa turística.
ExcluirCada vez mais, os idosos são vistos como a peste grisalha, como lhes chamaram, no apogeu da crise, culpada de todos os males deste país.
O facto de os centros históricos estarem revitalizados não é necessariamente mau. O problema é assegurar os direitos de quem lá vive.
ExcluirSim. Não deveria ser permitido casas a caírem durante anos e anos. Se os senhorios não quisessem ou não pudessem recuperá-las, as Câmaras encargar-se-iam de o fazer. Mas deveriam ser assegurados os direitos dos inquilinos! Garantir o direito à habitação não é fácil! Quem opta por ter casa própria, e não tem grandes rendimentos, sabe bem os sacrifícios que tem de fazer. Na segunda metade do século passado, os inquilinos tiveram o seu lar garantido, desde que pagassem a renda até ao dia 8. E,se os senhorios se recusassem a recebe-la, podiam depositá-la na Caixa Geral de Depósitos.
ExcluirEstou a escrever o meu post sobre Coimbra e é um misto de sentimentos. O centro histórico é velho, velho, velho. Mas mora lá gente. Alguma pobre, outra porque a zona residencial é longe das universidades.
ExcluirHouve tempo em que os centros das cidades estavam muito degradados. Hoje, felizmente, tudo vai mudando, mas muitos inquilinos estão a pagar bem caro, alguns com a própria vida, essa modernização.
ExcluirÉ uma realidade da qual poucos tem noção. As grandes cidades estão a braços com este flagelo imposto pelo turismo. É lamentavel...
ResponderExcluirUm flagelo em que as pessoas são tratadas como coisas, que têm de ser retiradas do caminho dos agiotas dos grandes fundos de investimento.
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