O que fazer?
Tragédias
Tanta irracionalidade
No ato de matar
Porque ninguém tem o direito de tirar
A vida, seja a quem for
Tanta maldade, tanta dor
Na irracionalidade, do amor
Tanta brutalidade, no ato de matar o outro
A vida não tem dono!
Foi-nos concedida
Por ninguém, pode ser interrompida
A vida é a única coisa que temos
Nenhum pretexto a pode aprisionar
Quanto mais, tira-la!
Tanto horror
Um homem matar a companheira!
Sem pensar, no horror, que é matar
Aquela, que dizia amar
Aquela, que tanto sofreu, para filhos, lhe dar
Como vão, os filhos, encara-lo!
Não se pode matar, muito menos, uma mãe
Que tanto sofre para, a vida, nos dar
Como é que alguém tem a monstruosidade de lha tirar
Sem pensar nos filhos, nos amigos, nos familiares
Naquela, com quem anos viveu!
Na terrível dor, que lhes vai causar!
Ninguém pode matar
Seja quem for!
José Silva Costa
É o trem do dia a dia
ResponderExcluirnum desprezo total sobre a vida
Bom fim de Semana em alegria
Mata-se por dá cá aquela palha
ExcluirComo se a vida não valha nada
Onde poderá, a curta vida, ser guardada?
Bom fim-de-semana
Quase todos os dias ouvimos estas tragédias, não há meio de acabar... :-(
ResponderExcluirInfelizmente, é uma mortandade inconcebível
ExcluirSem qualquer razão!
Se juntos não querem continuar, para quê matar?
Se se podem separar e, os filhos, continuar a acarinhar.
A violência doméstico é um flagelo que já tem muito tempo, mas que ainda existe e vai continuar a existir. A sua criminalização foi um passo importante, mas depois vêm juízes parvos que a defendem e não protegem as vítimas (lembro-me daquele juiz do Porto e da exposição de barbara guimarães).
ResponderExcluirMas permite-me uma chamada de atenção no teu poema: a violência não é só no sentido homem mata/bate/maltrata mulher, mas o inverso tb acontece. Silenciosa, mas acontece.
Tens razão. Infelizmente, também acontece. Gostava que uns e outros substituíssem a violência pelo diálogo.
ExcluirMas porquê tanta crueldade
ResponderExcluirQuando poderia ser substituída pelo diálogo.
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