Verdes anos

No perfume e brilho dos primeiros dezoito anos, vividos


Todas as ambições e sonhos são permitidos


O Mundo é pequeno, para todos os ímpetos dos sentidos


Tudo parece eterno, quando, afinal, tudo é curto, fogaz, sem desmentidos


 


É o tempo de colher todo o vigor dos verdes anos


De construir castelos feitos de sonhos


De apanhar as nuvens e viver em todos os planos


Como se todos fossemos humanos


 


Adolescência, maior de idade, vaidade, a mais bonita idade


Tudo translucido e colorido sem adversidade


Na beleza da auria que circunda a longevidade


De um tempo sem limites, cheio de ansiedade


 


Um tempo promissor, cheio de luz, cor e furor


Em que em tudo empenhamos o nosso ardor


Como se estivéssemos a regar uma flor


Cujo crescimento vai depender da sorte e do amor.


 


 


 


 


José Silva Costa


 

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