Os deserdados
Dois milhões e meio!
Cada vez o fosso salarial nas empresas é maior
Os do topo todos os anos se aumentam
Enquanto os da base são esmagados
Anos e anos sem qualquer aumento, a não ser de trabalho
Ameaçados pelo flagelo do desemprego
Pressionados pelos que todos os anos são aumentados
Para que os lucros cresçam desmesuradamente
Para contentamento dos acionistas, que querem bons dividendos
Muito apostados no capitalismo selvagem
Sem rosto, sem qualquer preocupação de solidariedade
Como se os trabalhadores fossem máquinas
Que nada têm beneficiado com o avanço das novas tecnologias
Que os têm amarrado às empresas, vinte quatro horas por dia
Com grande prejuízo para o convívio das famílias
Em Portugal as disparidades ainda são maiores
Dois milhões e meio de pobres!
São muitos pobres para um país pequeno
Com tantos pobres, os ricos deveriam sentir-se vexaados
Ninguém viverá feliz, de esfomeados, rodeado
Só os defensores da caridade se devem sentir realizados
A nossa miséria já é endémica
Quinhentos anos de misericórdias
Muitos bancos alimentares
Não conseguiram, a fome, afugentar
Ou será que a estão a fomentar?
Acabem com as muitas associações de caridade
Estamos fartos de fomes, de mãos estendidas com chapéu na mão
Numa subserviência de quem não tem direito a pão, habitação, trabalho, justiça
Na segunda débil idade, é doloroso passar os últimos dias
Sem dinheiro para medicamentos, para aliviar as dores.
José Silva Costa
E continuam na "abnegada" romaria
ResponderExcluirde aldrabada sorridente
a cada dia...
Boa Semana de aqui.
As pessoas só gostam de quem lhes mente
ExcluirDe quem lhes diz o que gostam de ouvir
Mesmo que nada se concretize.
Boa semana
Não tenho o discurso de sindicalista nem ataco o capitalismo, bem pelo contrário mas... Quando em momentos de crise o fosso aumenta, mais tarde ou mais cedo, as consequências nefastas para a economia vão fazer-se sentir.
ResponderExcluirTambém não sou contra o capitalismo. Mas, magoa-me tanta desigualdade: 50,60 anos para o da base ganhar tanto como o do top, num ano!
ExcluirTantas instituições, tanto apoio... para quem? :\
ResponderExcluirPara os presidentes, familiares e amigos dos dirigentes.
ExcluirEstamos a caminhar cada vez mais para um país similar ao Brasil..
ResponderExcluirBeijinhos
Com alguns bons exemplos, na europa, onde os representantes dos trabalhadores têm assento nos conselhos de administração das empresas, preferimos copiar o Brasil!
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