Cravos

Cravos vermelhos floriram


Nos tapa-chamas das espingardas


Desmoronaram uma ditadura


Por medo e mortes sustentada


Por todo o Mundo condenada


Em todos os Continentes odiada


No Tarrafal personificada


Mas, Abril prometeu a todo o Império


Cravos vermelhos fazer distribuir


Em nenhum outro momento


Houve tão grande grito de liberdade


Propagado pelo vento


Foi doloroso o desmoronamento


Tantos séculos desfeitos num momento


Com tantos laços atados pelo sangrento


Com a força das armas como cimento


As mesmas armas, que libertaram um grito de entendimento


Num muito, muito tardio momento


Em que esteve por um fio o êxito do movimento


Um só disparo poderia ter tornado


Um glorioso dia num banho sangrento


Para todos os que contribuíram para que visse a liberdade


O meu maior agradecimento.


 


José Silva Costa


 


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Um poema muito bem construído de um virar de página da nossa História: parabéns! :-)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Uma das maiores, senão a maior viragem da nossa História!

      Excluir
  2. Um agradecimento que temos de fazer sempre! =)
    Beijinhos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Lua Cheia

A candeia!