A vida!
A Chuva
Caiem gotículas de vida
A multidão está aborrecida
A semente estava adormecida
Sentia-se tão triste e esquecida
Tanto tempo no pó, aborrecida
Lavou os olhos e inchou de alegria
Tantos meses de hibernação à espera
Que uma gotícula lhe desse vida
Tudo o que estava à espera de água fervilha
Um pássaro desenterrou um grão de ervilha
Que rolou no declive para dentro duma cova
Fugiu da morte certa para uma vida incerta
Preferiu mais uma incursão no ciclo da vida
Sempre com a ambição da multiplicação
As sementes experimentam um fogo ardente
O verde rebenta do seu ventre
A Natureza brilha, novamente
Para alegrar toda a gente
Mesmo para os que não gostam da chuva
Que não querem saber da sede da semente
Mas, dizem-se amantes da Natureza!
José Silva Costa
Que frescura de poema... :-)
ResponderExcluirMilésimo comentário! Muito obrigado pelas visitas e comentários.
ExcluirDe nada, sempre um gosto passar cá e ler os teus posts! :-D
Excluir´Milésimo comentário! Muito obrigado pelas visitas e comentários.
ExcluirÉ de amigo!
ExcluirA chuva já fazia falta! E veio a valer, mas ainda estes dias vi uma reportagem que dizia que na bacia do Sado ainda estava numa situaçao de seca. :(
ResponderExcluirSim. A seca não acabou! Seriam precisos meses de chuva, para repor o que falta.
ExcluirEu sou dos que adora a chuva e os dias de inverno!
ResponderExcluirTudo é um ciclo e que ninguém o quebre...pois, futuramente poderemos querer ver o desabrochar de uma flor e nada mais do que pó teremos para contemplar!
Grande abraço.
A chuva até pode trazer alguns incómodos
ExcluirMas é um enorme prazer ver as sementes a nascer!