Síria,Afeganistão, Iraque .......

Não posso calar a revolta


Que me metralha a memória


De dia, de noite, a toda a hora


O ecrã da televisão ensanguentado


A encharcar-me os olhos


Com imagens de corpos a fumegar


Como se fossem tições a arder


Nas explosões que os despedaçam


Que fazem o coração chorar


E o corpo estremecer


Um poço de sangue a escorrer


Do montão de corpos a desfalecer:


A vida a morrer.


Não, não posso mais ver!


O, que no Mundo está a acontecer:


As crianças, as mulheres e os homens a arder.


Parem, para ver o que estão a fazer.


Tanta violência, tanta vingança


Que matam qualquer esperança


Num sorriso de mudança


À imploração


Dos olhos espantados de criança


A condenarem


A atitude dos adultos, na matança


Como se a vida


Não fosse feita de amor e confiança


E os beijos de intolerância


Não disparassem


Ódios, fermentados nos séculos


De opressão


Infringida aos mais fracos


Pela ânsia de exploração


Quando o que se esperaria


Era ajuda, carinho e aliança.

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