A gravata e a solidariedade
A gravata e a solidariedade
Os gregos desrespeitaram a senhora Merkel, ao votarem numa alternativa, que ela não aprova. E isso viu-se no primeiro dia em que os representantes da Grécia foram recebidos em Bruxelas. Naquele clube não podem entrar desengravatados: pessoas que pensem pela sua cabeça, que não obedeçam as ordens vindas de Berlim.
A CE funcionou enquanto houve em França, políticos capazes de equilibrarem os pratos da balança. Desde que a França se colocou no mesmo prato dos Alemães, a balança desequilibrou e a ditadura avançou.
Com a crise do sistema financeiro, devida ao liberalismo, em que não era precisa regularização, os Bancos foram à falência, mas Alemanha e França com a desculpa da salvação do sistema, transferiram os custos desse desastre, para os povos.
Assim, criaram a troika, para a qual chamaram o FMI, impuseram um défice incompatível com a recessão, uma austeridade insuportável , para pagarmos os negócios ruinosos dos senhores banqueiros.
Com estes políticos, vamos ver onde vai parar a CE, porque a solidariedade destes senhores consiste em dar uma chouriça a quem lhes der um porco.
Dixit...
ResponderExcluirAdorei a forma como o povo Grego soube dizer não a chantagens e ao medo.A UE fez chantagem meteu medo incluindo o nosso PM que tem tido um comportamento inaceitável.
ResponderExcluirAgradeço o seu comentário. Espero que os dirigentes Europeus tenham aprendido alguma coisa com este referendo. Não somos simples números. Nenhum político, digno desse nome pode dizer ao seu povo:" temos de empobrecer, custe o que custar". Não, deve dizer a verdade, mas não nos desmotivar, vamos juntos fazer tudo para mudar a situação, porque a esperança é meio caminho andado.
ExcluirAndo há uns dias a dizer que só precisávamos que alguém desse o primeiro passo. Os gregos não me decepcionaram :-)
ResponderExcluirAgradeço o seu comentário. Todos os que acreditaram que uma união europeia era um bloqueio a novas guerras, que é preferível direccionar o dinheiro que se gastava em armas, para melhorar a vida das pessoas, estão muito preocupados com rumo que o barco Europeu tomou.
ExcluirNão se pode fazer de conta que não há desempregados, que não há pessoas desesperadas, que se suicidam, porque são penhoradas, por tudo e por nada, como fazem os dirigentes Europeus, fazendo-nos crer que as perdas, por má gestão, nos Bancos, têm prioridade em relação ao pão e à habitação.
Que comovente - já estou com lágrimas no canto do olho!
ResponderExcluirDizer que a falta de dinheiro destrói as pessoas e os países é de La Palisse - um mero truísmo. Eu gostava que explicasse é como se enche os bolsos sem produzir e sem cobrar impostos - Talvez com o dinheiro emprestado pelos malditos Bancos, ou talvez com o dinheiro dos outros! E o desemprego resolve-se com empregos artificiais pagos pelo estado. E o estado como obtém o dinheiro para isso? endivida-se. E depois quem paga a divida do estado? contrai-se mais divida. E depois como se sai desse circulo vicioso? Os outros países pagam as nossa dividas. E depois quando esses países já não puderem quiserem ? Faz-se uma guerra e começa-se uma nova era a partir dos escombros!
Prezado J.S.M.suave e nas tintas,
Excluirpois... estasse mesmo nas tintas, pois se não estivesse fazia o mesmo que eu (que também lá tenho algum enterrado): ia pedir essas explicações e esse dinheiro aos adultos, responsáveis, engravatados e respeitáveis senhores a quem emprestei o dinheiro e não aos juvenis, irresponsáveis, desengravatados e nada respeitáveis adolescentes que agora lá estão...
Muito obrigado pelo seu comentário.
ExcluirE-me indiferente quem está no poder(juvenis ou seniores). É aos gregos(todos) que eu me referia..A dividas não são do governo mas sim do Estado grego, logo, de todos os gregos. É assim a democracia - para o bem e para o mal. Os governos são uma emanação da nossa vontade. A responsabilidade é sempre dos povos.
ResponderExcluirp.s estasse ou esta-se?
Muito obrigado pelo seu comentário.
ResponderExcluirOxalá, velhos e novos meçam bem as suas responsabilidades, para não termos de começar, de novo, a partir dos destroços.
Prezado J.S.M.suave e nas tintas,
ResponderExcluirassim já concordo consigo... eles também têm que fazer a parte deles e fazerem-se à vida.
Quanto ao reparo verbal tem toda a a razão, pois a expressão correcta é «está-se». Muito obrigado pela chamada de atenção.