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Setembro

Olá, Setembro Bem-vindo Como te estou grato e contente Por me teres expulsado dum ventre Para uma grande aventura, até ao presente Viver é  uma grande experiência Que requer a ajuda de muita gente De uma mãe sempre presente Que passa por dores, que só ela sente Para ela, o mais importante, é proteger a sua semente Dar vidas à vida é o melhor presente Querido setembro foste o primeiro a abraçar-me Foste o primeiro a levar-me a ver o sol e o luar Como poderia deixar de estar grato, depois de tanta simpatia Nunca te esqueço, em cada ano, em cada dia Gosto muito da tua bonomia Festejamos juntos, dois dias! O que vim ao mudo O que casei com uma flor para celebrarmos o amor Para adorarmos a lua e beijarmo-nos na rua Abraçados, vencemos o passado Continuamos, no futuro, esperançados.   José Silva Costa                      

Adeus

Adeus, agosto Vais partir! Que seja bem-vindo, quem vêm a seguir O mais belo e doce mês Oh! Não fosse o meu Quando, depois das férias, tudo começa Mesmo que o sol arrefeça Será sempre, no teu suave embalo Que chegaremos ao outono E, assim suavemente, vamos caminhado para o fim do ano Cada vez menos horas de sol Gosto tanto deste caminhar Como é o anoitecer e o amanhecer Uns meses a subir e outros a descer É com alegria que vejo a chuva, nos vidros, bater É a vida a nascer Em cada gota de água, que a semente vai amolecer Há a esperança de uma nova vida Começa a descida até ao Natal Para o mundo confraternizar Outro ano começa a rodar Assim sucessivamente Até a meta chegar.   José Silva Costa          

Ditaduras!

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Turquia: morre advogada há 238 dias em greve de fome para exigir julgamento justo A morte de uma advogada em greve de fome num hospital de Istambul está a provocar uma onda de indignação entre políticos, activistas, artistas e jornalistas turcos.       Foto Ebru Timtik, numa foto divulgada pela sua sociedade de advogados  ÇHD Ebru Timtik, presa desde Setembro de 2018 e condenada em Março do ano passado a mais de 13 anos de prisão por pertencer a uma “organização terrorista”, teria em breve o seu caso revisto pelo Supremo Tribunal da Turquia. Morreu um dia depois de várias organizações avisarem que a sua vida estava “por horas, não dias”.      

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Mazelas da guerra Continuação A falta de Oficiais Subalternos   O Capitão já tinha mais de trinta anos, e cumprido o Serviço Militar, como Alferes. Foi outra vez chamado, graduado no posto de Capitão, para comandar a Companhia Com quase dez anos de guerra, o país estava exaurido, tanto de recursos financeiros, como humanos A falta de Alferes era de tal maneira que, no fim da minha recruta, nos pediram, por votação secreta, que indicássemos três nomes de camaradas, que considerássemos aptos para transitarem para o curso de Oficiais Milicianos Para completar a Companhia faltavam dez ou doze elementos, um deles o Furriel de Transmissões, porque o que era para ir connosco teve, poucos dias antes de partirmos, um acidente de carro. Num belo dia, o nosso Capitão recebeu uma mensagem, dizendo que os elementos em falta tinham chegado ao Batalhão, para os irem buscar Ficou tão contente, que começou a pensar na receção, que lhes iria proporcionar Decidiu que se iria apresentar como condutor velh...

A semente

A semente   Nas asas do teu sonho, deito o meu olhar Juntos estamos mais perto de voar Nos teus braços sinto-me como no mar No vai e vem das tuas ondas, quero-me deitar Não deixes o nosso barco naufragar Enquanto saboreio este instante, que quero perpetuar Não podemos deixar que os nossos sonhos se afoguem no ar Juntos vamos lutar para os concretizar Nas nossas mãos temos o futuro e o presente A esperança que há no teu olhar não o desmente Juntos vamos fecundar uma semente Que nos vai fazer sorrir diariamente Vamos passar a viver em função da sua alegria Vai-nos ocupar noite e dia Tudo, na esperança de que um dia sorria E, depois de muitos meses, calada, a ouvir, para aprender a falar Acorde, solte a língua e diga: Mãe! Pai! Palavras de apenas três letras que, de alegria, nos fazem chorar Sentindo-nos compensados de todas as canseiras, de todas as noites mal dormidas É uma sensação que só conseguimos sentir, quando somos pais.   José Silva Costa      

Vencer!

Vencer   Não nos vamos precipitar Este vírus vamos matar Voltaremos, o Mundo, a enfrentar A esperança está a aumentar Temos é de nos respeitar Andar de máscara, fica-nos a matar Vamos mas é, este medo desatar O que ele quer é nos amedrontar Não admitimos que nos queira suplantar Vamos enfrentá-lo, sem medo Mas com respeito Porque é perigoso, este sujeito! Está a querer tomar conta do mundo inteiro Como se fosse um gajo porreiro Vamos é dar luta ao matreiro.   José Silva Costa        

Redes!

As redes sociais   Tantas vezes elogiadas Tantas vilipendiadas São as mais belas estradas Por todo o mundo atravessadas Onde todas as pessoas estão sentadas A percorre-las, animadas Por um fio ou satélite, guiadas Quando bem utilizadas Tantas amizades encontradas Tantas mensagens divulgadas Tantas distâncias encurtadas Tantas perguntas respondidas Tantas oportunidades aproveitadas Tantas ajudas pedidas Muitas são atendidas.   Uma jovem portuguesa, a viver no Reino Unido, fez um pedido nas redes sociais Quer estudar matemática numa, Universidade, boa Mas não tem meios, para o sonho concretizar Conseguiu tocar alguns corações, entre eles, o da cantora Tayllor Swift Que lhe doou 26.000,00 € Se conseguir concretizar o sonho E todos os que a ajudaram souberem Vai ser um momento de muita felicidade, para todos.   José Silva Costa