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Canícula

Canícula O Mundo acordou a sorrir Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros! Não quer dizer que haja menos perigos Continuam a morrer, por comerem de mais, menos E, a morrer, por comerem de menos, mais As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar! Isso fica para os mares e os rios contarem Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar Tanto grito, choro e pedido de socorro! E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar Estão sujeitos, à prisão, ir parar Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação Dos que acham que não somos todos irmãos Que não temos, todos, direito a casa e pão Por que razão, gostamos tanto da acumulação! Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.   José Silva Costa            

Padrinhos

Padrinhos   A propósito, dos Ditos e Ditados Populares @ IX, que a Miluem, partilha, no Miluem.Blogs.Sapo.pt, lembrei-me de partilhar um, muito ouvido, na minha terra, quando uma pessoa recebe benefícios de outra, de hierarquia superior, na escala das classes sociais, que é: “quem tem padrinhos não morre mouro” Não sei a origem! Mas, suponho que terá a ver com a Reconquista Cristã, fazendo com que alguns árabes procurassem converter-se ao Cristianismo. E. para isso, teriam de ter padrinhos. José Silva Costa

Limpezas!

Todos os dias Todos os dias, a Polícia Judiciária, convida alguns cidadãos A acompanha-la, para serem interrogados, por suspeita de corrupção Que está tão enraizada, que levou o Conselho da Europa A dizer que nós ficámos atrás da Grécia, da Turquia, da Roménia Na implementação das recomendações, para a sua prevenção Num só dia foram vinte e sete! Catorze empresários, muito preocupados, com o estado dos cofres das Finanças A abarrotarem, devido as cativações Inventaram um esquema, nisso nós somos muito bons! Para ajudarem a esvaziar os cofres, não entregando o IVA, cobrado Para que os cofres pudessem ser limpos! Quem é que gosta de dinheiro sujo! As outras treze lembraram-se de se intitularem de enfermeiros e trabalhadores da Segurança Social Deslocavam-se por todo o país, abordando os idosos entregues à sua sorte Dizendo-lhes que iam a mando da Segurança Social e das paróquias Para os ajudarem nas limpezas e toma dos medicamentos Alguns idosos ainda disseram: ” até que em fim! Que algu...

A princesa!

Sintra Sintra, a mais bela princesa do Atlântico O deslumbrante encanto do romântico Com beijos a pairarem por todas as fontes e recantos Na mais bonita e fresca serra, deitada Pelo Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa, rodeada Por todo o Mundo procurada e calcorreada Por todos, muito falada, contemplada, admirada Uma joia intemporal, onde muitos povos já adoraram o luar À tua Serra, os Mouros, chamaram-lhe Monte da Lua Nos chalés, nas ruas, atrás das cameleiras, casais de namorados Faziam juras de amor eterno, no encanto do luar, ouvindo o mar Os teus castelos e palácios estão impregnados de enredos e segredos De rainhas, reis, princesas, príncipes, cortesãos, cavaleiros, concubinas Por todo o lado, respiramos séculos de poder, intrigas e história Aqui, podemos ver, como os monarcas queriam perpetuar a sua glória Quem é que não quer eternizar a sua memória!   José Silva Costa              

Verão

Verão Chegaste cansado Deixas-te o calor noutro lado Vem mais devagar Só daqui a um mês chegará Trouxeste contigo o São João Com arquinho e balão Para um fim-de-semana prolongado Mas não te perdôo, por não teres trazido o calor Para poder ir à praia Estamos, ou não, no Verão! A quente estação Por quem tantos anseiam Com quem sonham durante um ano Para voltarem ao doce descanso A disfrutarem do brilho do campo Tornando a vida num encanto Para suavizar a dura luta do dia-a-dia Que se tornou numa angustiante correria Acelerada ao ritmo da economia! Assim, gastamos a nossa vida Na esperança de um dia Concretizarmos o que deveria ser feito ao longo dos anos E, se esse dia chegar, vamos verificar Que a falta de vigor, já nãos permitirá Fazer o que tanto sonhámos, mas adiámos. José Silva Costa

Granadas!

Civismo Somos um povo um pouco indisciplinado Nem sempre cumprimos as regras Poderíamos ser mais educados Há, até, quem faça chacota dos que tentam cumprir! Gostamos de desafiar as proibições Não respeitamos as recomendações Mesmo que haja passadeiras para peões Atravessamos em qualquer lado, sem precauções Quando acompanhados de crianças Deveríamos dar, sempre, o exemplo Infringimos as regras com o maior descaramento Ultrapassamos os limites de velocidade Seja na autoestrada, seja na cidade Sempre ao telemóvel Lemos as notícias e escrevemos mensagens ao volante Vemos as fotografias no face-book, em andamento Como se não estivéssemos a conduzir uma armam mortífera! As estradas transformaram-se em granadas Prontas a rebentarem a qualquer momento Não temos tempo para nada, estamos sempre atrasados Acelerados, arriscamos numa ultrapassagem, mal medida Chocamos de frente, perdemos a vida, ou tiramo-la a outro Ficamos numa cadeira de rodas, acabam-se todas as pressas! Se não formos rigoroso...

17/06/2017

A tragédia O sol nascera, como em muitos dias de Junho, radioso O dia corria normalmente, até que as chamas envolveram as populações As lavaredas montadas nos ventos fortes, levavam tudo à sua frente O fumo escondeu o sol, o dia tornou-se noite Nunca ninguém tinha visto um a coisa assim! Não deu tempo nem para decidir Ficar, correr, fugir, que fazer! Não havia tempo a perder A quem recorrer, se as comunicações não conseguiam responder! Abandonados à sua sorte, uns correram para a salvação, outros para a morte Rodeados por um inferno de chamas, sem ninguém que lhes desse esperança Alguns meteram-se nos carros para fugirem à morte Mas a estrada era de má sorte Tudo ficou queimado, e o alcatrão bem marcado Sessenta e seis mortos! Duzentos e cinquenta e três feridos! Meio milhar de casas destruídas! Que sejam sempre recordados Que se faça tudo para que tragédias destas não se repitam Sejamos mais programáticos Acreditemos menos na sorte Porque o vento Norte, pode trazer a morte. José Silva...