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A bola e a polírica

A bola e a política Já todos tinham opinado sobre as relações familiares deste Governo Faltava Marcelo, os jornalista dispararam Este não se fez rogado, chutou para Cavaco Cavaco, que no livro “quintas feiras e outros dias”, só fala das quintas feiras, esquecendo-se dos outros dias Como se não tivesse Governado, este país, durante uma eternidade! Chutou a bola para Costa Este, aproveitou para lhe avivar a memória Lembrando-lhe que deste Governo ainda não saiu ninguém para criar um Banco Para depois o levarem à falência, tendo os contribuintes de pagar a má gestão Como a de vender, de manhã, ao Sr. Cava e filha, ações a um euro À tarde compraram-lhas a três euros. Um negócio da china! Há algum ministro de Cavaco, que não esteja a contas com a justiça? O que é que será pior, ter filhos netos bisnetos, mulher, marido, filha, enteada, madrasta, no Governo, ou ministros corruptos? José Silva Costa              

Ecopontos

O ambiente   Domingo à tarde Fomos ter com uns amigos Para bebermos um café, desenferrujar a língua Aproveitámos para levar o lixo Os contentores são quadrados, só as cores são diferentes Nas tampas têm entradas diferentes Para ser mais rápido, quase todos levantamos as tampas e depositamos os materiais, para reciclar Quando levantei a tampa do contentor verde, pensei que me tivesse enganado Vi uma mala de senhora, roupa, cartão e algumas garrafas dentro de sacos de plástico Primeiro fiquei indignado, lembrei-me da campanha publicitária, em que o macaco sabia como utilizar os três contentores Mas, depois veio-me à ideia o problema do daltonismo O problema de estarem, ao mesmo tempo, a ver o facebook e despejar o lixo O problema de não conseguirem despejar os sacos, onde transportam as garrafas de vidro, e coloca-los no contentor, que está ao lado O problema de ainda não saberem as cores São tantos os problemas que têm de fazer qualquer coisa! Assim, aconselho todas as Câmaras, a coloca...

Poesia

No dia Mundial da Poesia Desabrocha uma flor Nasce um novo dia Cheio de perfume e amor Renasce a Primavera. Se a beleza da Natureza Está na harmonia das suas cores! Por que razão, entre os homens Há tantos rancores? Porque não conseguimos ver A alegria que há, no sorriso de uma criança Quando as flores sorriem Renasce uma nova esperança De um Mundo melhor Sem egoísmos, nem racismos Porque, “toda a gente é Pessoa”!   José Silva Costa        

Flores

A Primavera está a chegar Já abri a porta para ela entrar Esta noite, comigo se vai deitar Minha amante virtual Há quanto tempo te esperava! Para nos encontrarmos no meu quintal No roseiral, bem pertinho de onde vais morar Para o teu perfume, a todo o momento, saborear Temos três meses, para namorar Não queres, para sempre, ficar Preferes vir todos os anos Jovem, fresca, airosa, mimosa, disfarçada de Rosa A rebentar de perfume por todos os poros Para encantares os meus olhos Que tanto admiram a tua formosura Todos os anos o mesmo encontro Com mais ou menos sol, com mais ou menos chuva, com mais ou menos frio Como gostava que os teus olhos fossem um rio Que nos trouxessem a chuva de que tanto precisamos Para que as tuas flores não desfaleçam. José Silva Costa

Flores

Flores A encantadora Primavera Quanto perfume encerra! Nas flores de todas as cores As abelhas roubam beijos Saltitando de flor em flor Como se fossem apaixonados namorados Com as patas carregadas de pólen perfumado Vão acumulando muito trabalho Para manterem a colmeia bem perfumada Trabalhadoras incansáveis Polinizadoras amáveis Fazem um trabalho tão importante Levar o pólen dos estames para o carpelo Provocando a fecundação numa flor Mas, nós se lhes agradecemos o mel!   José Silva Costa      

Os novos corta-fitas

Os novos corta-fitas Os novos corta-fitas vão passar um ano em inaugurações São muitas as placas para perpetuarem os nomes dos novos corta-fitas São muitas horas de trabalho desperdiçadas, que nos custam muitos milhões Quando é que a nossa democracia cresce e se torna adulta, para não precisar destas pacóvias romarias! Já todos sabem em quem votar, sem precisarem de sessões de ilusionismo, para lavagens ao cérebro.   José Silva Costa        

44 anos

44 Anos (11/03/1975) Há quarenta e quatro anos (11/03/1975), pelas 11 horas, os aviões da Força Área começaram a sobrevoar o quartel do Ralis. Alertados pelo barulho, saímos à rua e vimos que os seus círculos passavam sobre a Graça. Felizmente, imperou o bom senso, fazendo com que os militares não disparassem uns contra os outros Os aviões acabaram por aterrar, penso que em Figo Maduro, evitando, mais uma vez, que os militares se enfrentassem A Revolução, do 25 de Abril de 1974, foi com que um sismo, cujo epicentro teve origem em Portugal, mas foi sentido em todo o Mundo Tal como nos sismos, foram-se sucedendo muitas réplicas, sendo que a que faz hoje 44 anos, foi muito violenta As forças da extrema-esquerda aproveitaram a ocasião para nacionalizarem o país Muitos patrões e dirigentes das grandes empresas foram destituídos, uns foram presos, outros fugiram para o estrangeiro Tinha um colega, filho de um engenheiro, administrador de uma grande empresa, que foi detido Tinham um iate, anc...