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O desgoverno dos governos

Em cada ano que termina, contentamo-nos a desejar que o próximo seja melhor. Temos de exigir que o fosso entre ricos e pobres diminua, que não sejam, só, os mais pobres a contribuírem para a redução do défice, sem actualização dos vencimentos, ou com aumentos abaixo da inflação. Para o ano os partidos vão ver a sua subvenção aumentada cerca de seis por cento, muito acima da inflação esperada. Uma vez que recebem uma percentagem sobre os votos expressos. Proponho que, nas próximas eleições, votemos todos em branco, para que esses senhores também conheçam o sabor da redução dos rendimentos, e, assim se apercebam de que não nos enganam com a propaganda de que vivemos no paraíso. Uns prometeram reduzir o número de deputados, os outros acabar com os Governadores Civis e baixar os impostos. Temos os mesmos deputados que tínhamos antes de termos mais umas dezenas em Estrasburgo, os Governadores Civis não desapareceram e os impostos subiram. Se não nos unirmos, se não formos capazes de lhes da...

O Natal

Rodízio, 5/12/2007   O Natal     Para a tirania dos números Para o vazio do virtual Para a aridez deste Natal Não pendure na árvore Prendas compradas com o vil metal Encha-a com o calor do amor E viva todo o ano por igual.     José Silva Costa

A Bela Várzea de Colares

Várzea de Colares,suave e doce paraíso, na terra Síntese da mais bela serra A tua ribeira tinha a mais límpida e perfumada água Era bordejada por frondosos pomares.   A tonalidade das árvores, ao longo do ano À medida que se iam despindo e vestindo Era um encanto para os olhos, Uma melodia para os sentidos.   Não verei mais a ponte antiga do Rodízio Nem o peixe, por debaixo dela, a saltar, a respirar, a viver Tudo o que neste curso de água vivia, está a morrer   Já não vi os rodízios fazerem as mós moerem o trigo Nem as lavadeiras, dentro do teu leito, com água até o umbigo   O betão, a pouco e pouco, vai matando a tua ribeira   Será este o preço a pagar Por hoje me sentar Defronte de um computador E ver o Mundo, por um fio?   José Silva Costa    

A Serra de Sintra

Rodízio Domingo, 11/11/2007   Serra de Sintra   Princesa das Princesas Eterna delicada Natureza A Pena é a tua cintilante coroa Mais abaixo o Castelo dos Mouros De onde partem os teus harmoniosos braços O Atlântico leva-os a todos os espaços A Nascente contemplas Lisboa Das tuas fontes brota a pureza Dos teus seios jorram gotas de cristais de vida Que alimentam a tua beleza No teu colo a graciosa Colares O primeiro dos teus Concelhos No ventre tens o Palácio da Vila As chaminés são os teus brincos Com os pés no Oceano Tens água pelos artelhos Vistos aos espelhos Os sedosos cabelos são rios de areia fina Onde refrescas o corpo, a alma e a estima No Verão do quente clima Nas tuas belas praias. No Farol da Roca penetras o Atlântico Flor perfumada do Ocidente Refugio do Mundo e de toda a gente.        José Silva Costa        

Sintra

SINTRA   Um sorriso para os olhos Paraíso na Terra esculpido Com princesas no sentido E namorados a segredar ao ouvido Os rumores das frescas fontes Levados pelo mourejar das águas Que beijam as pontes E sonham com mares nos horizontes Pintados por juras dos amantes Deitados em lençóis de lua cheia Que a romântica cama estreia E a bela serra incendeia Na Regaleira ,Monserrate ou Capuchos.   Enfeitada com Colares Nos colos de quem a passeia Sintra é uma sereia No bronze das suas praias Onde as beldades se despem de vaidades Na nudez das novidades Contam com o brilho do sol Para se guindarem a estrelas Das construções na areia Onde o mar não consente mulher feia.   José Silva Costa  

Natividade

Natividade   Hoje, o Mundo tem mais encanto A vida sorriu em pranto Uma flor acendeu a magia Nasceu um inesquecível   dia   Hoje, a Terra tem mais luz Uma estrela iluminou o dia Com raios de harmonia Acordou tudo o que dormia   Hoje, o Sol tem mais alegria O sonho acordou a luz do dia Enquanto a Lua, no céu, dormia Uma rosa, na terra, nascia   Hoje, a vida tem mais alegria O teu perfume invadiu o dia Os olhos choraram de alegria Que encantadora melodia     Hoje, a Lua tem mais magia Deu à luz   um diferente dia Num pranto de alegria Uma nova vida sorria   Hoje, o Vento tem mais   furor Nas asas traz perfume de dor Nos lábios   a mais bela flor Nos olhos lágrimas de amor     José Silva Costa   

Por Terras de Espanha

Por Terras de Espanha   Em Santillana del Mar As casas e as flores parecem querer falar Sorriem   para os fotógrafos Quando estes as estão a contemplar Uma simbiose perfeita Para os olhos de quem as espreita.   Na planície fria Salamanca é guia A sua velha Universidade irradia O saber, que a juventude cria.   O Douro namora Zamora Corre pela meseta fora Galga tudo o que se atravessa à sua   frente Na ânsia de atingir o poente.   León é diferente Nas suas belas ruas Cabe toda a gente Os leões guardam o futuro e o presente Tem um perfume que se sente O Bernesgas corre lentamente Embala suavemente A cidade   e a sua gente.   Fernando Alonso não venceu Mas, o povo das Astúrias muito sofreu E, Oviedo não o esqueceu.   Gijón é um encanto As montanhas são o seu manto As Astúrias   são um lindo principado No mar Cantábrico encalhado.       José Silva Costa