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O Amor

Ai, meu bem Dos teus rubros lábios Voam rios de versos São melodias, são mel Que bebo ao luar.   Ai, meu amor O teu coração é uma flor De mãos dadas seguramos a madrugada Sonhamos com a lua encantada.   Ai, minha flor Os teus olhos são pétalas São a minha luz São a chama a iluminar o amor.   Ai, idílico jardim Onde planto sonhos Que embalas nos olhos risonhos Enquanto adormeces o sono.           José Silva Costa

O Aborto

Albufeira, 15/07/2007   O aborto   Hoje, entrou em vigor a lei do aborto, com a   qual, as portuguesas, ao fim de trinta e três anos de democracia, obtiveram o direito de abortarem até às dez semanas de gravidez. Mas, as madeirenses estão impedidas de o fazerem, na sua ilha, por o Governo Regional, de Alberto João Jardim, dizer que não a cumprirá   até que o Tribunal Constitucional não se pronuncie sobre a sua constitucionalidade. Num país, onde a religião, ainda, condiciona o pensamento de muita gente, esta foi uma vitória arrancada a ferros. Tal como aconteceu com o referendo de Fevereiro passado, o qual permitiu que, a partir de hoje, as mulheres, sem quaisquer condicionamentos, apenas a seu pedido, possam exigir o cumprimento de mais este direito. Mais um, dos muitos que já conseguiram nestas três dezenas de anos. Apesar das leis já não descriminarem os sexos, as mulheres terão de continuar a lutar, para que, na prática,   a igualdade seja uma realidade.   De férias no Algarve, apr...

Sintra

SINTRA     A mais bela Serra Cheia de recantos e encantos A romântica Sintra Encanto de   rainhas e princesas Por todos os lados Pares de Namorados.   Nas imensas, frescas , fontes O mourejar das águas sob as pontes Com mares nos horizontes Refrescam-se os amantes.   Enfeitada com Colares Palácios, Conventos Castelos e flores.   Habitada por poetas Escritores Romances E desejos de amores.       José Silva Costa

Albufeira

Julho de 2006-07-16   Albufeira   Albufeira: o encanto   encantado O mundo no ponto desejado Um perfume a mar Em terra semeado Com o sol bronzeado. Nas praias, ou nas piscinas O ar aconchegado No corpo perfumado Vindo de perto, ou de longe À procura de um chão torrado Que o aqueça do inverno gelado E, esqueça todo o tempo   passado Longe do sonho desejado. No calor do verão Com os corpos vestidos de areia É o mundo que te passeia Princesa lusa enredada na teia De gente de todo mundo Sonhando com noites de lua- cheia Cujo o ar as incendeia. Um ponto de   encontro De culturas, línguas e sono No doce e suave aconchego Dos teus braços salgados de sul Ondulados com as dores do mundo Quentes como a alfarroba, o figo e o medronho Que embebeda todos os sonhos. Gente de todo o mundo Embebida de encantos Com corpos em flor Bocas sequiosas de odor Envoltas em estrelas de desejo Dormem em ondas de amor Nas quentes noites de calor Na meia lua das casas da rua Onde   a praia acorda nua. Nascem   ond...

Sintra

As frescas fontes O sol a correr pelos montes O mourejar das águas sob as pontes O monte da lua a beijar os amantes A mais bela e suave serra Cheia de recantos e encantos Com namorados em todos os cantos Enfeitada com Colares   Eis a encantadora e romântica Sintra Encanto de rainhas e princesas Enredadas em palácios e horizontes Namorada de poetas e navegantes

Joana

Introdução: As crianças são graciosas flores em crescimento                     Devemo-lhes   a ocupação do nosso pensamento.   12/09/2004     JOANA       Joana, rosa enjeitada De   lado para lado empurrada Nem pela mãe, nem pelo pai, amada No seu triste sorriso sufocada. Flor de alma magoada Corpo franzino desprezado Num vai e vem esforçado.   O quente verão incendiou-se O sol nunca mais brilhou A verde dúvida mói mais, Que a negra morte. Foram tão duros os dias Que te traçou a sorte. Joana, escura foi a noite Em que teus tristes olhos Vibraram sem crer No incesto que estavam a ver. A lua imolou-se no éter Por   antever o que te ia acontecer Tudo começou a esmorecer Com o bárbaro anoitecer. Só as tuas bonecas te choraram Desfizeram-se em lágrimas A tua morte as matou Ninguém mais as embalou.             Ps. À menina que, do Algarve, desapareceu.     José Silva Costa    

Mãe

Três letras doces Tão doces, tão doces como o amor Mas, como a minha mãe não há outra igual Porque é a minha mãe A quem recorro todos os dias Nas horas de alegria e de horror. A minha mãe criou os filhos na dor, Com o brilho dos olhos, e as mãos cheias de amor. Sustentou-os com as lágrimas do coração Na falta de pão beijava-os até adormecerem. No Inverno, nas noites escuras de frio, fiava o linho Com os mesmos   rubros lábios, com que nutria os filhos, Humedecia o áspero linho, quando este passava da roca Para o fuso, transformado em fio. Na Primavera lançava o sacho à terra, Era tempo de mondar o trigo, arrancando erva. O calor do Verão amadurecia o pão, Colhê-lo exigia esforço até à exaustão: Durante o dia,   a calma, os corpos cozia Há noite, ao luar, ceifava até o corpo aguentar Quando as pernas já   lhe não obedeciam Sentava-se num molho de trigo E dava de mamar ao filho ou à filha. Aí, minha mãe, quanto sofreste Para que eu não perecesse, e crescesse? Aí, minha mãe, por mais que ...