Violento!

07/04/2022


Violento                                                                 Reedição


 


O vento diz-me para não pensar no momento


Tudo é tão violento!


A primavera quer um novo tempo


Não quer este mar sangrento


As flores da primavera vão perfumar o pensamento


É delas que as abelhas tiram o seu sustento


O constante movimento


Vai provocar um novo ordenamento


Nada ficará como era antes deste desencantamento


Têm sido muitas tempestades, muitos anos de sofrimento


Vai haver um grande desenvolvimento


Seja por causa da pandemia, da guerra ou do entendimento


Os custos é que assustam o firmamento


Não há rua, nem prédio, nem monumento que não tenha visto o horror, sedento


A História ensina-nos que depois da tempestade vem outro vento


Amassado na dor, na morte, em todos os horrores, nesse inesquecível fermento


Que faz com que o Mundo queira provar que nasceu um novo talento


Que, infelizmente, com o tempo, volta a cair no esquecimento


Fazendo com que voltemos a testar todas as armas nascidas do enlouquecimento


De quem acha que é capaz de prender o sol, a lua, o mar e o esquecimento


Mas, que um dia fica a saber que é mais frágil que o seu assento


E que quem faz um cesto, faz um cento


Não adianta irmos para um convento


Porque a terra vai continuar com o seu movimento.


 


José Silva Costa


 


 

Comentários

  1. Somos pequenos perante as tempestades naturais, a vida é um risco que temos que suportar.

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    1. Riscos não faltam, a noite passada mostrou-o bem: matando e destruindo muita coisa.

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    2. Riscos não faltam, a noite passada mostrou-o bem: matando e destruindo muita coisa.

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    3. Somos mesmo muito pequenos, para enfrentarmos as calamidades naturais.

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