O Império

O Império   -   As teias que o Império teceu


121


O princípio do fim do Império - São João Baptista de Ajudá


Entre 1472 e 1486, os portugueses tinham chegado ao Império do Benim, onde construíram a fortaleza de São João Baptista de Ajudá


O Golfo da Guiné foi o sítio, que mais contribuiu com escravos, para o Brasil, fazendo com  que, recentemente, os Governos do Brasil e do Benim criassem uma linha área entre os dois países


Situada em Ouidsh, no Daomé, que em 1960 se tornou independente da França, fez com que o Governo do Daomé quisesse que a soberania doForte passasse para o novo país. O Governo de Portugal ignorou o pedido, que tinha como limite o dia 31/07/1961.


O Forte não tinha nenhuma guarnição militar, apenas dois funcionários do Ministério do Ultramar, com a missão de incendiarem o Forte, poucas horas antes das 24 horas do dia 31/07/1961


Para cumprirem a missão, pediram aos empregados que amontoassem tudo e regassem com gasolina. Estes vendo que tudo seria reduzido a cinzas,  foram autorizados a levarem o que pudessem


Os bombeiros ainda tentaram apagar o incêndio, mas foi-lhes negada a entrada no Forte.


A um dos funcionários portugueses foi-lhe dada ordem de prisão, mas ele apresentou um passaporte, que a evitou. As autoridades do Daomé pretendiam que fossem de avião, para Paris, mas eles preferiram sair por terra


Uma bandeira portuguesa foi levada sob as saias de uma mulher. Chegou a estar hasteada em Mavinga, Angola


O Daomé, em meados da década de 1970, adotou o nome de República do Benim, cuja capital constitucional é a cidade de Porto Novo


Em Lunda, os sócios da cooperativa reuniram-se em assembleia geral, para elegerem uma nova direção. Os sócios tinham aumentado muito, com a entrada de quase toda a turma do Roberto


Candidataram-se: a Filó, responsável pela secção de produção e o Zico, da turma do Roberto, o que mais se destacou em inovação e métodos de produção


Os sócios mais velhos foram surpreendidos com a aparição da candidatura do Zico, e questionavam o que é que o rapaz sabia, para gerir uma cooperativa tão importante, para tanta gente.


Continua


 


  


 


   


 


 


 

Comentários

  1. O acto de destruir com intenção é das coisas mais abjetas que o homem sabe fazer.
    Mas a história, infelizmente está cheia de exemplos destes.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hoje, o Forte é um museu. Ficávamos muito melhor, "na fotografia", se não tivéssemos destruído tudo, do carro sobraram as chaves. O passado não se apaga, mesmo que lhe deitemos fogo.

      Excluir
  2. Grata pela partilha, José! :))
    Dia Feliz!

    ResponderExcluir
  3. bom dia, Amigo José
    hoje houve muita História e pouca história (que é a parte que mais me encanta). espero que a assembleia geral seja em directo a inserção da História no enredo é muito interessante para nos situarmos nos séculos. obrigada, querido amigo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, querida amiga Ana.
      A assembleia geral vai ser um confronto de ideias, entre idosos e jovens.
      Bom resto de dia.
      Beijinhos

      Excluir
  4. Mais um interessante capítulo que gostei de ler
    .
    Deixo saudações poéticas
    ..
    “” Segredo que dói ““ (http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/)
    .

    ResponderExcluir
  5. Olá, boa tarde!
    Não estou a ver quem é o Zico, será que me perdi nas teias?
    Um bom fim-de-semana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Roberto, com as suas aulas, tem feito com que muitos dos seus discípulos, rapazes e raparigas, se tenham feito sócios da cooperativa, o Zico é um deles.
      Muito obrigado, por seguir estas teias.
      Boa noite e bom fim-de-semana.

      Excluir
    2. Agradeço a informação!
      Boa noite

      Excluir
  6. Respostas
    1. O nosso Império foi a concretização de muitos sonhos, as teias faziam parte deles.
      Noite tranquila, Maribel!
      Beijinhos

      Excluir
  7. Bom dia, bom e belo fim de semana pra vocês José

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite e bom fim-de-semana, para vocês, com saúde e alegria, João.

      Excluir
  8. A nossa história, realmente, está repleta de momentos como este. A ficção nem lhe chega aos calcanhares.

    ResponderExcluir
  9. Que a narrativa da "Utopia Angolana" continue no bom caminho, com saúde e paz. Feliz semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Assim o esperamos, para bem do povo.
      Boa noite e boa semana.

      Excluir
  10. Será que vão dar o voto de confiança ao Zico?
    Fico a aguardar a resposta no próximo episódio.
    Excelente terça-feira.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É bom que acreditemos nos jovens, porque o futuro é deles. Neste caso ainda é mais importante, porque os homens não trabalhavam a terra.
      Noite tranquila.

      Excluir
  11. Muito se aprende por aqui.
    Gostei muito desta saga.
    Beijinhos José

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado por seguir estas teias.
      Bom dia, Manu.
      Beijinhos.

      Excluir
  12. Nacionalismos, Direitas, Esquerdas 'mainstream':
    -> uma mudança de retórica... para que fique tudo na mesma...
    .
    .
    .
    OS BANDALHOS-500 POSSUEM A LIBERDADE QUE ROUBARAM A OUTROS (nas Américas, na Austrália, etc)
    .
    ...no entanto...
    a sua 'way of life' é a bandalheira ética: há 500 anos que:
    -> não gostam de trabalhar para a sustentabilidade: projectam a existência de outros como fornecedores de abundância de mão-de-obra servil, etc;
    -> não abdicam de estar atrelados aos negócios dos 'construtores de caravelas': negócios de roubo&pilhagem, negócios de extermínio, negócios na implementação de um caos...
    -> são idiotas úteis (/bodes expiatórios) dos supremacistas demográficos...
    -> já desapareceram em vários territórios... e vão desaparecer em outros territórios mais...
    .
    .
    .
    [a História não começou há 500 anos]
    SEPARATISMO 50-50:
    - os globalization-lovers, UE-lovers, etc, que fiquem na sua... respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
    -»»» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com
    .
    .
    Nota:
    Em oposição aos boys&girls da civilização 500 anos de roubo&pilhagem...TODOS os povos autóctones que reivindicam a Liberdade de ter o seu espaço, explorar as suas riquezas naturais... estão a ajudar no regresso da liberdade ao planeta!...
    -

    ResponderExcluir

Postar um comentário