Quingentésimo ano (127)
Illustre e digno ramo dos Menezes,
Aos quaes o providente e largo Ceo
(Que errar não sabe) em dote concedeo,
Rompessem os Maometicos arnezes;
Desprezando a Fortuna e seus revezes,
Ide para onde o Fado vos moveo;
Erguei flammas no mar alto Erythreo,
E sereis nova luz aos Portuguezes.
Opprimi com tão firme e forte peito
O Pirata insolente, que se espante
E trema Taprobana e Gedrosia.
Dai nova causa á côr do Arabo Estreito;
Assi que o Roxo mar, daqui em diante
O seja só com sangue de Turquia!
Luís de Camões.
Ilustre e digno ramo ... _ É referência a D. Fernando de Menezes, filho do vice-rei D. Afonso de Meneses.
ResponderExcluirMaométicos arneses - Significa a resistência dos maometanos, adversários nossos no Oriente.
Mar alto Eritreu - O mar Vermelho. Também nos Lusíadas, C. IV. est. LXIII
" as ondas Eritreias".
Taprobana - Entente-se geralmente que designa a ilha de Ceilão, no sudeste da península da Índia.
Roxo mar - Mar Vermelho, entre a Arábia e a costa oriental da África.
Bom dia, José.
ResponderExcluirObrigada pelo comentário/ajuda.
Boa tarde e boa semana, Isabel.
ExcluirGrata pela partilha, José! :))
ResponderExcluirResto de dia Feliz e Boa semana!
Muito obrigado!
ExcluirBoa noite, Zé!
Boa explicação José
ResponderExcluirque este nosso Luis à luz da vela
era difícil de entender brinco...
Boa Semana pra vocês.
Tem razão, João. É difícil entender o seu alto pensamento.
ExcluirBoa noite e boa semana para vocês.
Ora, aqui temos refregas de há 500 anos, nos meus locais de hoje!
ResponderExcluirObrigado pela partilha.
PAZ!
Passam os séculos, as guerras continuam.
ExcluirSaúde e alegria.
E a epopeia continuava!!!
ResponderExcluirFoi grande, a nossa epopeia!
ExcluirBoa tarde, Ana!