"O Estado do Mundo"
Minha adorada língua portuguesa,
Contigo expresso-me com nobreza.
Abraço o Mundo inteiro, com a certeza,
De seres falada, nos cinco Continentes, com clareza.
O mundo tão conturbado e abatido,
Com tanto medo, das novas pestes de que está envolvido.
Com o ar muito poluído, por causa de um desenvolvimento sem
sentido.
As crianças, esfomeadas, procuram abrigo,
Não sabem ler, nem escrever, e, ignoram o perigo.
O Mundo, sempre, do mesmo tamanho, cada vez, é em menos tempo
percorrido. Mas a fome e o analfabetismo, nem por isso, têm diminuído.
Os ricos, cada vez mais ricos, desperdiçam o que aos pobres
falta.
Ai, quanto eu gostava que fosses diferente
Que houvesse saúde pão trabalho para toda a gente
Que todos tivessem casa família e a alegria
De verem uma planície florida
De papoilas vermelhas e espigas douradas em Maio
De rios de águas límpidas onde me debruçava
E a sede matava na água pura, que os peixes banhava
E o ar! Dava gosto respirá-lo, cheirava a poejos e a pássaros
Era tudo tão puro e bonito, que pena passarmos fome
E andarmos descalços no pó quente do verão e na geada
Enlameada do branco inverno.
Mas que inferno!
Abandonámos as nossas terras
Fomos para as grandes cidades
Expulsaram-nos para os arredores
Morremos nas filas intermináveis do trânsito
Não vemos os filhos porque o trabalho é dobrado
O sono anda sempre atrasado
E já não há domingo nem feriado
Cansamo-nos no carro a caminho do super mercado.
Desenraizados desejamos ser reformados
Para, à origem regressarmos
Mas os encantos estão acabados
As doenças e o peso dos anos são tramados
Não nos deixam gozar com alegria os anos desperdiçados.
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