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Mostrando postagens de março, 2026

2008

  2008 : O último   Lentamente, vamos deixando as nuvens, em breve aterraremos. Este foi o último ano em que pudemos sonhar. Não é mais possível acreditar nos sonhos, que nos impingiam. Ter uma casa de sonho, carro de alta gama, férias na mais bela cama. Até aqui era só apresentar o cartão de crédito , e tudo se conseguia. Mas acabado o Verão, soprou o tufão, e o castelo de areia desmoronou-se. Bancos falidos , fábricas de automóveis fechadas , e o trânsito reduzido nas estradas. Vivíamos” naquele engano ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito.” Era um sufoco, telefonemas de todos os Bancos, cheques, cartões de crédito, milhares de Euros, era só gastar, pois o magro ordenado não dava para tudo pagar. Mas para atamancar, pagava-se um crédito com outro, até esgotarmos todos os cartões com que nos tinham encharcado. Agora, vêem-nos dizer que devemos dois anos de ordenados, não são eles os culpados? Entretiveram-se a criar produtos, virtuais, cad...

"O Estado do Mundo"

  Minha adorada língua portuguesa, Contigo expresso-me com nobreza. Abraço o Mundo inteiro, com a certeza, De seres falada, nos cinco Continentes, com clareza.     “ O Estado do Mundo ”     O mundo tão conturbado e abatido, Com tanto medo, das novas pestes de que está envolvido. Com o ar muito poluído , por causa de um desenvolvimento sem sentido. As crianças, esfomeadas , procuram abrigo, Não sabem ler, nem escrever, e, ignoram o perigo. O Mundo, sempre, do mesmo tamanho, cada vez, é em menos tempo percorrido. Mas a fome e o analfabetismo , nem por isso, têm diminuído. Os ricos, cada vez mais ricos, desperdiçam o que aos pobres falta.   Ai, quanto eu gostava que fosses diferente Que houvesse saúde pão trabalho para toda a gente Que todos tivessem casa família e a alegria De verem uma planície florida De papoilas vermelhas e espigas douradas em Maio De rios de águas límpidas onde me debruçava E a sede matava n...