2008
2008 : O último Lentamente, vamos deixando as nuvens, em breve aterraremos. Este foi o último ano em que pudemos sonhar. Não é mais possível acreditar nos sonhos, que nos impingiam. Ter uma casa de sonho, carro de alta gama, férias na mais bela cama. Até aqui era só apresentar o cartão de crédito , e tudo se conseguia. Mas acabado o Verão, soprou o tufão, e o castelo de areia desmoronou-se. Bancos falidos , fábricas de automóveis fechadas , e o trânsito reduzido nas estradas. Vivíamos” naquele engano ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito.” Era um sufoco, telefonemas de todos os Bancos, cheques, cartões de crédito, milhares de Euros, era só gastar, pois o magro ordenado não dava para tudo pagar. Mas para atamancar, pagava-se um crédito com outro, até esgotarmos todos os cartões com que nos tinham encharcado. Agora, vêem-nos dizer que devemos dois anos de ordenados, não são eles os culpados? Entretiveram-se a criar produtos, virtuais, cad...