Ventos azuis

Ventos azuis sopram do firmamento Setembro é um bom momento Para apreciar o sol em movimento As rosas perfumam o encantamento Nas ruas há pessoas a viverem ao relento Ninguém sabe disso no Parlamento Foi uma grande prioridade, mas foi um pequeno arrebatamento Depois, o promotor deixou-a cair no esquecimento Foi como quem olhou para um catavento É preciso não embandeirar em arco e estar atento As promessas leva-as o vento Prometem tudo para conseguirem um assento Escondem-se atrás de um argumento Cada vez há mais a viverem à sombra do Orçamento Ganhar a vida é tão violento! Tanto trabalho para tão pouco sustento Uma perfumada flor pode-nos causar algum deslumbramento Mas, mal murche, cai no esquecimento Noites lisas como quem vive num convento Onde não entra o entendimento Tudo é um imenso regulamento Que não deixa ver a lua, nem escutar, do coração, o batimento Um pequeno alívio para um grande sofrimento Mais-valia nunca ter entrado em tal evento O tempo é o melhor ensinamento Não há nada que pague a liberdade de pensamento. José Silva Costa

Comentários

  1. olá amigo José, vais manter O Império? em que blog? beijinhos (já respondi à tua pergunta no meu blog)

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  2. Olá, amiga Ana
    Estou a pensar mantê-lo no Sapo até 30 de junho, caso haja alterações, avisar-te-ei.

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  3. Boa noite, José Silva Costa.

    Depois de uma Lua Cheia chegam os Ventos Azuis dizer de sua justiça. E muito bem, pois "não há nada que pague a liberdade de pensamento".

    Boa noite e um abraço

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  4. mudei o endereço do blog para: outro-lado-lua@blogspot.com - agora estou satisfeita. beijinhos e bom sábado

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  5. Olá José, também já estou por aqui, bom fim de semana. Um Abraço.

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  6. Olá, Alice, muito obrigado pela visita.
    Bom domingo. Um abraço.

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