A ver o mar
A ver o mar Todos os dias vamos ver o mar De manhã, bem cedo, antes do sol nascer Gostamos de beber o ar do mar É salgado, fresco, puro, azul Enquanto caminhamos vamos contando os barcos Que andam na pesca, junto à costa Enquanto está escuro vêem-se, todos iluminados Quando desligam as luzes são mais difíceis de se verem Escondem-se entre as ondas: são do tamanho das cascas das nozes Ao longe, na linha do horizonte, vêem-se uns maiores Apesar da distância, nota-se que são gigantes Ou são cargueiros , ou paquetes Temos encontro marcado com dois coelhos , ou coelhas, ou um casal, não sabemos Alimentam-se junto ao canavial , para poderem, mais facilmente, esconder-se Não vá a águia, que também tem encontro marcado connosco, querer apanhá-los Ela posiciona-se sobre o candeeiro da iluminação pública, por cima da lâmpada Fica ali, uns bons minutos, a observar tudo à volta, na esperança de um bom pequeno-almoço À espera que, naquele lusco-fus...