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2008

  2008 : O último   Lentamente, vamos deixando as nuvens, em breve aterraremos. Este foi o último ano em que pudemos sonhar. Não é mais possível acreditar nos sonhos, que nos impingiam. Ter uma casa de sonho, carro de alta gama, férias na mais bela cama. Até aqui era só apresentar o cartão de crédito , e tudo se conseguia. Mas acabado o Verão, soprou o tufão, e o castelo de areia desmoronou-se. Bancos falidos , fábricas de automóveis fechadas , e o trânsito reduzido nas estradas. Vivíamos” naquele engano ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito.” Era um sufoco, telefonemas de todos os Bancos, cheques, cartões de crédito, milhares de Euros, era só gastar, pois o magro ordenado não dava para tudo pagar. Mas para atamancar, pagava-se um crédito com outro, até esgotarmos todos os cartões com que nos tinham encharcado. Agora, vêem-nos dizer que devemos dois anos de ordenados, não são eles os culpados? Entretiveram-se a criar produtos, virtuais, cad...

"O Estado do Mundo"

  Minha adorada língua portuguesa, Contigo expresso-me com nobreza. Abraço o Mundo inteiro, com a certeza, De seres falada, nos cinco Continentes, com clareza.     “ O Estado do Mundo ”     O mundo tão conturbado e abatido, Com tanto medo, das novas pestes de que está envolvido. Com o ar muito poluído , por causa de um desenvolvimento sem sentido. As crianças, esfomeadas , procuram abrigo, Não sabem ler, nem escrever, e, ignoram o perigo. O Mundo, sempre, do mesmo tamanho, cada vez, é em menos tempo percorrido. Mas a fome e o analfabetismo , nem por isso, têm diminuído. Os ricos, cada vez mais ricos, desperdiçam o que aos pobres falta.   Ai, quanto eu gostava que fosses diferente Que houvesse saúde pão trabalho para toda a gente Que todos tivessem casa família e a alegria De verem uma planície florida De papoilas vermelhas e espigas douradas em Maio De rios de águas límpidas onde me debruçava E a sede matava n...

Lisboa!

  Lisboa ,   Cidade da Madragoa    De g ente Saloia De todo o reino sem coroa Namoradeira do Tejo De todos: do Norte, do Centro e do Sul do Tejo Que felicidade quando te vejo! Depois de calcorrear todo o mundo e te desejo Esteja onde estiver, volto ao um cais Apanho uma caravela e desfraldo a vela Mal entro a barra, olho-te da cabeça aos pés Como se nunca te tivesse visto As Amoreiras estão um encanto Mas não me esqueço que eram os elétricos que descansavam naquele recanto A Estrela será para sempre um ponto de encontro Para muitos, o último Mais abaixo o Parlamento Onde todo o país está representado Antigamente tão calado! Hoje, com as pronúncias de todo o Estado Aos pés do Príncipe Real , o irreconhecível Bairro Alto Ninho de rameiras tornou-se num bairro de barulheiras A Graça contínua com a sua graça Junto ao rio já não há marujos nem becos sujos Desentaiparam-no para que todos possam beneficiar do seu olhar O...
Já passaram quase 4 anos e a guerra , ainda, não acabou!   16/03/2022   Os céus!   Os céus estão revoltosos, de cor de fogo Este inverno parece um inferno Os elementos revoltaram-se contra os tristes eventos Não há rosas, nem suaves momentos Só tempestades e ventos! Não há brilho, nem sol que nos aqueça Que despedida mais avessa! De quem passou, quase todo o tempo, com uma promessa De que seria um inverno vestido de Primavera Mas, o homem rasgou a razão e avançou com o canhão E, os tempos não ficaram indiferentes Foram ao mal buscar as sementes Para castigarem todas as gentes Que colaboraram com mentes doentes A esperança é que chegue depressa a Primavera Que traga perfume e amor, e leve a guerra Que os céus voltem a brilhar, sem poeiras, nem bombas E se encham de pombas brancas Que vença a paz ! Já que o homem não é capaz De olhar para o outro como irmão Tanto ódio, tanta violência, tanta destruição Em vez de um ab...

Sorrisos!

  Sorrisos! As árvores vão-se despindo Folhas mortas atapetam o outono Menos horas de sol Mais horas de sono São os dias do outono Manhãs e noites frias No entardecer do sol Os idosos voltam ao calor do lar Recordam os verdes anos Em que o frio não os impedia de namorar Vão-se habituando às condições Têm de viver com as suas estações Sonham com os bailaricos nos dias de feira Onde descansavam da canseira Nos verdes anos julgavam-se imortais Voavam nas asas dos sonhos Deixavam a lua na rua A sombra ficava nua Tudo lhes sorria À medida que a vida vai encurtando A magia tem, ainda, mais alegria As correrias da impetuosidade dos jovens Ajudam-nos a recordar o que faziam   As crianças transportam o novo dia Trazem as cores do infinito sorriso Na ponta dos dedos guardam os segredos Para eles não há medos!   José Silva Costa  

O abraço.

Um abraço, para a Menina dos abraços!  O Abraço O abraço , um amistoso cumprimento Quando nos abraçamos sentimos o pulsar do coração Um aperto que deixa uma grata recordação O abraço torna-nos íntimos Não abraçamos toda a gente Só abraçamos quem sente Ou quem a amizade consente O abraço é a fala da mente É passar para o outro um amor diferente É ver o corpo sorridente É mergulhar numa alegria transparente É abraçar e voltar a abraçar novamente É repartir com quem está ausente É o, mais trocado, presente É pão, é paz, é semente É flor incandescente É um ato consciente É o perfume que alimenta a mente No passado, no futuro, no presente Com este abraço cumprimento toda a gente Agradeço, ter- me convidado, a Daniela Para passar um dia na casa dela Um grande abraço para ela.   José Silva Costa      

Amor!

  Meu Amor     Ai, meu bem Dos teus rubros lábios Voam rios de versos São melodias, são mel Que bebo ao luar.   Ai, meu amor O teu coração é uma flor De mãos dadas seguramos a madrugada Sonhamos com a lua encantada.   Ai, minha flor Os teus olhos são pétalas São a minha luz São a chama a iluminar o amor.   Ai, idílico jardim Onde planto sonhos Que embalas nos olhos risonhos Enquanto adormeces o sono.           José Silva Costa