Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Lisboa!

  Lisboa ,   Cidade da Madragoa    De g ente Saloia De todo o reino sem coroa Namoradeira do Tejo De todos: do Norte, do Centro e do Sul do Tejo Que felicidade quando te vejo! Depois de calcorrear todo o mundo e te desejo Esteja onde estiver, volto ao um cais Apanho uma caravela e desfraldo a vela Mal entro a barra, olho-te da cabeça aos pés Como se nunca te tivesse visto As Amoreiras estão um encanto Mas não me esqueço que eram os elétricos que descansavam naquele recanto A Estrela será para sempre um ponto de encontro Para muitos, o último Mais abaixo o Parlamento Onde todo o país está representado Antigamente tão calado! Hoje, com as pronúncias de todo o Estado Aos pés do Príncipe Real , o irreconhecível Bairro Alto Ninho de rameiras tornou-se num bairro de barulheiras A Graça contínua com a sua graça Junto ao rio já não há marujos nem becos sujos Desentaiparam-no para que todos possam beneficiar do seu olhar O...
Já passaram quase 4 anos e a guerra , ainda, não acabou!   16/03/2022   Os céus!   Os céus estão revoltosos, de cor de fogo Este inverno parece um inferno Os elementos revoltaram-se contra os tristes eventos Não há rosas, nem suaves momentos Só tempestades e ventos! Não há brilho, nem sol que nos aqueça Que despedida mais avessa! De quem passou, quase todo o tempo, com uma promessa De que seria um inverno vestido de Primavera Mas, o homem rasgou a razão e avançou com o canhão E, os tempos não ficaram indiferentes Foram ao mal buscar as sementes Para castigarem todas as gentes Que colaboraram com mentes doentes A esperança é que chegue depressa a Primavera Que traga perfume e amor, e leve a guerra Que os céus voltem a brilhar, sem poeiras, nem bombas E se encham de pombas brancas Que vença a paz ! Já que o homem não é capaz De olhar para o outro como irmão Tanto ódio, tanta violência, tanta destruição Em vez de um ab...

Sorrisos!

  Sorrisos! As árvores vão-se despindo Folhas mortas atapetam o outono Menos horas de sol Mais horas de sono São os dias do outono Manhãs e noites frias No entardecer do sol Os idosos voltam ao calor do lar Recordam os verdes anos Em que o frio não os impedia de namorar Vão-se habituando às condições Têm de viver com as suas estações Sonham com os bailaricos nos dias de feira Onde descansavam da canseira Nos verdes anos julgavam-se imortais Voavam nas asas dos sonhos Deixavam a lua na rua A sombra ficava nua Tudo lhes sorria À medida que a vida vai encurtando A magia tem, ainda, mais alegria As correrias da impetuosidade dos jovens Ajudam-nos a recordar o que faziam   As crianças transportam o novo dia Trazem as cores do infinito sorriso Na ponta dos dedos guardam os segredos Para eles não há medos!   José Silva Costa  

O abraço.

Um abraço, para a Menina dos abraços!  O Abraço O abraço , um amistoso cumprimento Quando nos abraçamos sentimos o pulsar do coração Um aperto que deixa uma grata recordação O abraço torna-nos íntimos Não abraçamos toda a gente Só abraçamos quem sente Ou quem a amizade consente O abraço é a fala da mente É passar para o outro um amor diferente É ver o corpo sorridente É mergulhar numa alegria transparente É abraçar e voltar a abraçar novamente É repartir com quem está ausente É o, mais trocado, presente É pão, é paz, é semente É flor incandescente É um ato consciente É o perfume que alimenta a mente No passado, no futuro, no presente Com este abraço cumprimento toda a gente Agradeço, ter- me convidado, a Daniela Para passar um dia na casa dela Um grande abraço para ela.   José Silva Costa      

Amor!

  Meu Amor     Ai, meu bem Dos teus rubros lábios Voam rios de versos São melodias, são mel Que bebo ao luar.   Ai, meu amor O teu coração é uma flor De mãos dadas seguramos a madrugada Sonhamos com a lua encantada.   Ai, minha flor Os teus olhos são pétalas São a minha luz São a chama a iluminar o amor.   Ai, idílico jardim Onde planto sonhos Que embalas nos olhos risonhos Enquanto adormeces o sono.           José Silva Costa

Natividade!

  Natividade     Na nuvem do macio linho Feita de fios da lua Tecidos na noite nua Ao som da magia da rua Adormecem os sonhos do dia. No baloiçar do amor Feito de fios de mimo Tecidos pelo ardor Começa o futuro Nascem as flores Ao som das dores, das mães Que choram de alegria. São flores, são amores Trazem o mundo nos dedos Nos olhos os enredos De todos os segredos Que guardam os medos Dos dias erguidos. Perscrutam o futuro Num mundo escuro À procura do rumo Sem bússola nem fio-de-prumo Com a ajuda dos astros Percorrem o caminho À semelhança dos progenitores Carregam os filhos, sorrindo!         José Silva Costa   .